"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

agosto 14, 2012

Entre quatro paredes de um palácio

Enfim o principal beneficiário do maior esquema de corrupção da história política do país despontou no julgamento do mensalão. Se até a defesa de José Dirceu nega que o ex-ministro é quem tenha comandado a "sofisticada organização criminosa", só alguém acima dele poderia ter exercido o papel.

Ontem, o dedo foi apontado para Luiz Inácio Lula da Silva.

Coube ao advogado de Roberto Jefferson acusar o ex-presidente de ter ordenado e posto para funcionar o esquema de desvio de verbas públicas para alimentar o projeto de poder do PT. O argumento visa incluir Lula entre os acusados, já que ele não figura entre os 38 réus arrolados pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

"Lula não só sabia como ordenou tudo isso que essa ação penal escrutina. Aqueles ministros eram apenas executivos disso", afirmou Luiz Francisco Corrêa Barbosa, que defende o petebista, autor das denúncias que levaram à descoberta do mensalão, em 2005.

"É claro que Sua Excelência [o procurador Roberto Gurgel] não pode aqui afirmar que o presidente da República fosse um pateta, fosse um deficiente, que sob suas barbas, acontecendo isso, as tenebrosas transações, ele não soubesse de nada", continuou a defesa de Jefferson.

É evidente que há muita retórica na fala do advogado, mas é inegável que a oratória que ele exercitou ontem na tribuna do Supremo Tribunal Federal (STF) faz todo sentido. O mensalão existiu e constituiu-se em desvio de grosso dinheiro público para a compra de apoio parlamentar para garantir a perpetuação do PT no poder.

Mas a que pessoa, ao fim e ao cabo, o esquema beneficiou mais diretamente?

Quem passou os oito anos que poderia no exercício do mandato, cogitou a possibilidade de permanecer mais quatro, atropelou toda a lei para eleger a sucessora e, volta e meia, ainda aventa a chance de voltar para mais oito anos no Planalto?

Afinal, de quem é o projeto político de longo prazo que o mensalão buscou sustentar, inclusive com sua meta de arrecadar R$ 1 bilhão?


A defesa de Jefferson já havia tentado incluir Lula entre os acusados, até como forma de buscar livrar o petebista do impreterível ajuste de contas com a Justiça.

Mas não é a única a tentar imputar o ex-presidente no caso:
em abril, um procurador de Porto Alegre também havia pedido a inclusão de Lula no processo penal do mensalão, mas sua solicitação não chegou a ser respondida pela PGR.


A base de tais acusações é objetiva:
o envolvimento direto de Lula em medidas que beneficiaram o banco BMG, uma das instituições financeiras por onde transitaram recursos malcheirosos para engordar os cofres petistas.

Depois de avistarem-se com o então presidente, os executivos do banco obtiveram permissão para que o banco entrasse no mercado de crédito consignado - a mais atrativa das operações financeiras, por envolver risco quase zero de calote.


O envolvimento foi além:
Lula e o então ministro da Previdência, Amir Lando, enviaram cartas a 10 milhões de segurados do INSS em que lhes apresentavam a nova modalidade de crédito disponível no mercado.

O episódio ocorreu em 2004, ano em que o mensalão corria solto e no qual o lucro do BMG simplesmente mais que triplicou, passando de R$ 90 milhões para R$ 280 milhões.


O caso de uso explícito da máquina pública aguarda julgamento da Justiça Federal, com decisão (
prevista) para a próxima semana.

Ao longo de vários dias de sessões no STF, firmou-se ainda mais na população brasileira a convicção de que o mensalão foi um caudaloso esquema de corrupção ocorrido no governo Lula, como mostrou pesquisa do Datafolha (
publicada) no domingo.

Para 73% dos 2.562 entrevistados, o julgamento deve terminar em condenação e prisão dos principais acusados.


Novas provas mais contundentes podem até não ter aparecido nos últimos dias, mas toda a narrativa em torno da montagem do "mais atrevido e escandaloso caso de corrupção e de desvio de dinheiro público feito no Brasil", na precisa definição de Roberto Gurgel, ganhou, dia após dia, contornos cada vez mais nítidos.
Se houve uma quadrilha, como acusa a PGR, ela tinha um chefe.
Resta saber entre quais quatro paredes do Palácio ele atuava:
se no terceiro ou no quarto andar do edifício.


Fonte: Instituto Teotônio Vilela
Entre quatro paredes de um palácio

SEM "MARQUETINGUE" ! A EDUCAÇÃO NO brasil maravilha "EXTRAORDINARIAMENTE GERENCIADO" : 44% das escolas públicas do Brasil não atingem meta do Ideb

Mais de 12 mil escolas públicas não atingiram a meta do Ideb 2011 nas séries finais do ensino fundamental. Esse número representa 44% do total das 28.514 escolas que foram avaliadas ano passado.

O levantamento foi feito pela Meritt Informação Educacional, empresa especializada em análise de dados públicos de educação, a pedido do `Estadão´.

A pesquisa aponta que a meta não foi atingida em mais da metade das escolas de 14 estados brasileiros, a maioria nas regiões Norte e Nordeste.

No Amapá apenas 27% das unidades públicas de ensino alcançaram o índice.
Já no Estado do Mato Grosso, com a melhor situação, 81% das escolas atingiram a meta. Em São Paulo, foram 2.703 unidades (55%).


De acordo com o diretor de pesquisa e desenvolvimento da Meritt, Alexandre Oliveira, a análise dos dados do Ideb, por escola, seria uma observação mais significativa. "É muito mais profundo e detalhado analisar os dados por escola, é lá que é legitimado o espaço onde realmente a educação acontece."

Além de não crescer, 232 escolas estaduais e municipais de Alagoas tiveram um índice menor em relação à última edição do Ideb, realizada em 2009. Esse quantitativo representa 55% de todas as unidades de ensino da rede pública daquele estado.

É o maior do Brasil.
No país, o porcentual de decréscimo foi de 37%.

Segundo o presidente do Conselho de Governança da organização Todos Pela Educação e do Conselho Nacional de Educação, Mozart Neves Ramos, a situação é "muito" preocupante nesse nível de ensino. "O crescimento do Ideb nos anos finais do Ensino Fundamental é muito discreto, quase não se percebe".

De acordo com ele, dos resultados do Ideb 2011, quatro estados precisam de uma maior atenção.
"Maranhão, Alagoas, Sergipe e Pará não conseguem avançar no processo educacional", afirma Mozart.
Para o senador Cristovam Buarque, membro da Comissão de Educação do Senado, os resultados do Ideb representam o nível de desigualdade do ensino no país. "O Ideb enquanto índice tá bom, a escola é que tá ruim", diz Cristovam. Ele ressalta, no entanto, que Ideb alto não significa, necessariamente, que a escola seja de boa qualidade.

Outra ponderação é apresentada pelo o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Franklin. Segundo ele, para serem válidos, os índices deveriam medir também as condições de trabalho dos professores e a situação de infraestrutura das escolas.

"Muitas escolas ficam preocupadas, apenas, em melhorar o desempenho no Ideb, importando até o modelo de ensino privado”, fala Franklin.

Estadão.edu


(clique na imagem)

Colado de Reinaldo Azevedo

BEICINHO E UM PESCOÇO ÁVIDO POR MELANCIA ! UM MINISTRO COM TARA PARA EMULAR : Marco Aurélio

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu o tribunal dos ataques do advogado Luiz Francisco Barbosa, contratado pelo presidente do PTB, Roberto Jefferson, para defendê-lo no processo do mensalão.

Na segunda-feira, o advogado disse que o Tribunal poderia ter incluído o presidente Luiz Inácio Lula da Silva entre os réus, diante de supostas evidências de participação no esquema. O ministro refutou a tese.

- O procurador-geral da República é o titular exclusivo da ação penal pública. O STF é um órgão inerte, não adita denúncia para incluir este ou aquele investigado. O Judiciário não tem a iniciativa em ação penal pública contra quem quer que seja. Não podemos puxar a orelha dele (do procurador-geral) - disse o ministro nesta terça-feira.

O ministro não quis dizer se Gurgel foi ou não omisso ao não denunciar Lula, mas disse que essa questão já está resolvida ou seja, que não haveria como incluí-lo no processo agora:

- As balizas já estão definidas neste caso.

O ministro informou que o relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, pediu ao presidente da Corte, ministro Carlos Ayres Britto, para que fosse realizada uma sessão extra na sexta-feira, mesmo que isso não tenha sido previsto no cronograma do julgamento. Marco Aurélio quer que ocorram sessões extras, mas para que o plenário julgue outros processos.

- Devemos primar pela segurança, temos trabalho nos gabinetes. O tribunal se tornou tribunal de processo único, mas nós não, temos outros processos aguardando decisão - afirmou.

Informado pelo presidente que Joaquim Barbosa iniciaria seu voto na quarta-feira, após as sustentações orais dos últimos três advogados, Marco Aurélio protestou, pois o calendário só previa o início da votação na quinta-feira.

No entanto, os demais ministros do STF concordaram com a proposta do relator.


- O relator tem poder, mas ele não é um todo-poderoso no processo. Ele não dita as regras, ele observa as regras - opinou. - Preservo muito a ordem natural das coisas, sou contrário a qualquer açodamento.

O ministro admitiu que o clima anda tenso entre os colegas.

- Tem (um clima tenso). Não deveria ter. É algo que nos entristece e nos deixa preocupados enquanto colegiado. Fica um grupo puxando para um lado, um grupo puxando para outro, quando deveria haver respeito ao consenso. Estabelecida a regra, é tão fácil cumprir o combinado. A discussão deveria ser de ideias, e não descambar para o campo pessoal. Não disputamos nada. Se tivéssemos uma disputa, estaríamos impedidos de participar da decisão.


Marco Aurélio aproveitou para reclamar do excesso de regras da segurança e da reserva de muitas cadeiras para os advogados:
- Houve o caso de um senador que tentou entrar (no tribunal) e não conseguiu, e tem ficado muitas cadeiras vazias no plenário. Isso nunca houve no STF. Quando você cria obstáculos, você afasta o Judiciário do povo.

O Globo

brasil maravilha DA GERENTONA/EXTRAORDINÁRIA II : PIB em baixa, inflação em alta


O mercado está desanimado e vem jogando cada vez mais para baixo as previsões de crescimento da economia, enquanto coloca em posição contrária a expectativa para a inflação. O Boletim Focus, relatório semanal em que o Banco Central reúne as previsões de analistas e consultores, reforça essa avaliação.

No documento divulgado ontem, a projeção para a alta do Produto Interno Bruto (PIB) do país ficou em apenas 1,81% — na semana passada era de 1,85% e há um mês encontrava-se em 1,90%. Já a estimativa para a inflação sobe há cinco semanas sem parar e está agora em 5,11%.

Diante de tanto pessimismo, as expectativas se voltam para o pacote que o governo deve anunciar nesta semana e para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), no fim do mês. Ninguém duvida de uma nova queda na taxa básica de juros.

A redução da Selic foi, inclusive, tema de declarações do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, no Rio de Janeiro.

Apesar da presidente Dilma Roussef já ter chamado a atenção da equipe várias vezes para que deixe o assunto juros para o Banco Central, Pimentel garantiu que a taxa vai cair ainda mais. Segundo o ministro, todos os fundamentos macroeconômicos da economia são sólidos.

"Só falta o crescimento econômico, mas vamos fechar o ano numa situação melhor", observou.

Pessimismo

O governo tenta injetar otimismo, mas estudos internos da equipe econômica dão conta de que a atividade pode não acelerar no ritmo desejado. Oficialmente, o Ministério da Fazenda ainda prevê um PIB de 3% para o ano, mas contas feitas pela área técnica são até mais pessimistas que as do mercado e indicam uma expansão em torno de 1,7%.

Culpa da indústria, que apresenta uma retração bem maior do que o esperado.

Para o economista André Perfeito, da Gradual Investimento, a piora nas projeções já deve ter chegado ao ápice. "A exótica combinação de baixo crescimento com mercado de trabalho ainda em alta está produzindo a redução do PIB potencial", explicou.

Segundo ele, 2012 já acabou e a virada para 2013 vai depender muito das medidas de estímulo ao investimento a serem anunciadas.

VÂNIA CRISTINO Correio Braziliense

E NO brasil maravilha "FOMENTADO PARA O CONSUMISMO" : Famílias comprometem até 42% da renda com dívidas, diz estudo

As famílias brasileiras, em especial as de classe C, estão mais endividadas que o recomendado pelos especialistas. Estudo da Proteste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) mostra que as dívidas comprometem, em média, 42% da renda familiar, sendo que o limite ideal é de 30%.

Na avaliação do órgão, esse grau de comprometimento é resultado da combinação entre juros altos, falta de planejamento nas finanças e as facilidades em se obter crédito.

A Proteste entrevistou 200 famílias nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro, concentradas principalmente entre as classes C (60,5% da amostra) e B (27,5%). A renda e dívida médias apuradas foram de R$ 2.401 e R$ 1.009,45, respectivamente. Desdobrado, o dado mostra que a maior parte (56,6%) tem dívidas de até R$ 500.

Uma parcela considerável (38%), porém, deve mais de R$ 5 mil, o que explica a média situada em R$ 1 mil.

Um quinto dos pesquisados dizem que contraíram uma nova dívida desde abril, sendo que quase metade desse porcentual o fez para quitar outros débitos. Entre dívidas assumidas há mais tempo, 30% dos entrevistados disseram que ainda estão inadimplentes, mas a expectativa é quitar os valores no médio prazo.

Os valores devidos impactam na qualidade de vida dos entrevistados:
57% dizem que limitaram os gastos em lazer, cultura, diversão ou consumo de bens, entre outros.

O uso cartão de crédito é outra fonte de problemas à saúde financeira das famílias - 38,1% delas afirmaram não conseguir pagar as faturas na data de vencimento, sendo que o gasto médio é de até R$ 500. Com isso, elas entram na modalidade mais cara de endividamento. Em outro levantamento recente, o Proteste mostrou que o juro do cartão de crédito pode chegar a 323% ao ano no País, a maior taxa cobrada entre 6 países da América Latina.

O órgão também calculou o Custo Efetivo Total (CET) das dívidas, que considera o valor do crédito concedido, o número de parcelas, a taxa de juros, tributos, tarifas, entre outros custos decorrentes das operações de crédito. A conclusão é que esse indicador chega a 197,47% ao ano, quando considerado a média das dívidas, e a 189,19% ao ano entre as famílias.

Para fazer a simulação, não foram considerados os financiamentos imobiliários e parcelamentos sem juros.

"Essa alta taxa de juros tem relação direta com a quantidade de financiamentos assumidos pelas famílias, visto que foi declarado como principal motivo para contratar um novo empréstimo o fato de não terem conseguido pagar dívidas ou empréstimos anteriores", diz a Proteste na divulgação da pesquisa.

O estudo também aponta que o crédito de consumo e informalidade também são marca do mercado de crédito brasileiro. Entre os 10 principais credores, as pessoas físicas (como amigos ou parentes) ocupam o quarto lugar.
Na lista, há quatro bancos e cinco são lojas.

Estadão
Hugo Passarelli, do Economia & Negócio

"EMBOLSOS E MENSALÕES " : Ministério do Esporte anuncia criação de mais uma bolsa

O Ministério do Esporte vai anunciar nos próximos dias uma série de medidas financeiras para tentar melhorar o desempenho do Brasil nas Olimpíadas do Rio, em 2016. O objetivo do governo é que o país avance para as dez primeiras posições do quadro de medalhas, mesma posição adotada pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

Levando em conta os Jogos de Londres, o Brasil precisará saltar de três para sete ouros, número alcançado pela Austrália, décima colocada na capital britânica. Além de um plano de investimentos que ainda será divulgado, o governo vai criar o programa Bolsa Ouro, que também está sendo chamado de Bolsa Medalha e Bolsa Pódio.

Segundo o ministro Aldo Rebelo, o edital de convocação dos candidatos está em fase final de redação. Os atletas brasileiros que estiverem entre os 20 melhores nos rankings de suas modalidades poderão se candidatar a bolsas mensais entre R$ 5 mil e R$ 15 mil. A verba será entregue diretamente aos atletas, sem passar por confederações ou pelo COB.

- Esse dinheiro permitirá que os atletas contratem nutricionistas, preparadores físicos e técnicos para acompanhá-los em suas atividades. É uma contribuição para que desenvolvam ainda mais seu potencial - disse Rebelo.

No último ciclo olímpico, a União gastou R$ 1,76 bilhão na preparação dos atletas, somados Lei Piva, Lei de Incentivo ao Esporte, patrocínio de estatais e o programa Bolsa Atleta (ajuda de custo mensal entre R$ 350 e R$ 1.500). O valor é mais do que o dobro gasto pela Grã-Bretanha, que investiu R$ 834 milhões entre 2009 e 2012 e conquistou 65 medalhas (29 de ouro).

Antes das Olimpíadas, o COB projetou 15 medalhas em Londres, enquanto o Ministério do Esporte falou em 20 pódios. O país terminou com 17 medalhas (três ouros), seu maior número numa edição de Jogos. Mas teve menos ouros do que em Atenas-2004 (cinco), para cuja preparação o governo federal investiu seis vezes menos do que o valor gasto na preparação para Londres.

Quando divulgou sua discreta meta, o COB apostou que o país cresceria em número de finais disputadas, a ponto de o consultor americano do comitê, Steve Roush, ter admitido numa entrevista no Crystal Palace que seria muito desapontador se o número de finais fosse o mesmo dos últimos Jogos.

O Brasil caiu de 41 em Pequim para 35 em Londres.

- Estamos na média. Pela projeção do COB, as 17 medalhas foram acima da expectativa. No nosso prognóstico (do governo), chegamos perto. Acho que a nossa tarefa agora é, principalmente, olhar para o futuro e reconhecer os esforços. Depois, vamos analisar nossas deficiências e também a dos agentes que participaram desse esforço - disse Rebelo.

O secretário nacional de Esporte de Alto Rendimento, Ricardo Leyser, admitiu que tanto o COB quanto o ministério erraram na avaliação de algumas medalhas projetadas. E reconheceu que até o último ciclo olímpico não havia transparência na destinação dos recursos investidos.

- Um ponto muito positivo de Londres é a consolidação da ideia de que é preciso ter uma transparência nessa aplicação de recursos. Após Pequim, não foi assim. O Ministério do Esporte se bateu para que houvesse objetivos, metas, confrontos do resultado com o investimento - afirmou.

No entanto, a transparência vem gerando números distintos no discurso.
O Ministério do Esporte divulgou novamente ontem um valor de R$ 599,54 milhões distribuídos pela Lei Piva, entre 2007 e 2011 os números de 2012 não estão fechados.

Mas, no domingo, o superintendente-executivo do COB, Marcus Vinícius Freire, disse que a entidade só havia recebido R$ 331 milhões, descontados impostos e investimentos no esporte escolar (10%) e universitário (5%).

O Globo

agosto 13, 2012

Desafio olímpico

Começou ontem a contagem regressiva para as Olimpíadas de 2016, que, pela primeira vez, serão sediadas pelo Brasil.

Embora os esportistas se concentrem em traçar metas mais ambiciosas em termos de medalhas e pódios, o maior desafio será aproveitar o evento para produzir legados duradouros para a população.

O Rio não pode repetir nos preparativos para os jogos olímpicos o mau exemplo que vem acontecendo com a Copa de 2014.


A delegação brasileira terminou as Olimpíadas de Londres apenas na 22ª colocação. Foram conquistadas 17 medalhas, sendo três de ouro, cinco de prata e nove de bronze. Em quantidade, foi a melhor marca da história; em qualidade, a participação do Brasil ficou bastante aquém do que se projetava.

O governo federal esperava entre 18 e 23 medalhas.


Há 16 anos, quando abiscoitou 15 medalhas em Atlanta, o país está estagnado no número de pódios conquistados. O investimento público para preparar nossos atletas que foram a Londres foi recorde: atingiu entre R$ 1,85 bilhão, segundo o Correio Braziliense, e R$ 2,1 bilhões, nos cálculos do (
UOL).


Na conta, estão incluídos incentivos fiscais, gastos do Ministério do Esporte e patrocínio de estatais.


Qualquer que seja a cifra, representa um salto expressivo - entre 50% e 75% - em relação aos dispêndios por ocasião dos jogos de Pequim, em 2008. É muito dinheiro para uma contrapartida tão baixa:
subir um degrau no quadro geral e trazer apenas duas medalhas, uma de prata e uma de bronze, a mais - no caso das de ouro, foram duas a menos.


A (
Folha de S.Paulo) fez outras comparações, nas quais o desempenho brasileiro mostra-se ainda pior. Em um ranking com a divisão do número de atletas inscritos (258 em 32 modalidades) pelo número de pódios, o Brasil ficaria apenas em 51° lugar entre os 85 países que ganharam medalhas em Londres.

Pior ainda é a colocação do Brasil nos rankings de produtividade por tamanho da população e pelo PIB: no primeiro, o país seria apenas o 68°, e, no segundo, o 70°. Entre os países que mandaram mais de 200 atletas, só Canadá e Polônia foram menos premiados que nós.

Para 2016, a meta oficial é elevar o Brasil pelo menos ao grupo dos dez melhores colocados. Levando-se em conta o desempenho da Austrália, a décima melhor em Londres com 35 medalhas, será preciso dobrar a performance brasileira daqui a quatro anos.

Se terá que suar muito para fazer bonito nas quadras, fora delas o desafio de organizar as Olimpíadas do Rio com maestria é ainda maior. Para começar, ainda não há sequer um orçamento fechado com as estimativas de gastos com a organização do evento.

Quanto se candidatou, em 2007, o Rio apresentou cálculos preliminares prevendo investimentos de R$ R$ 28,8 bilhões. Deste valor, R$ 23,2 bilhões, para a montagem da infraestrutura, virão de governos e R$ 5,6 bilhões sairão do Comitê Rio 2016 para operação do evento.

"Os projetos mudaram. E há uma discussão sobre o que é conta olímpica e política pública. Além disso, nem todas as obras têm projetos executivos. Somente em 2013 teremos um orçamento",
(adianta) a economista Maria Silvia Bastos Marques, que responde pela Empresa Olímpica Municipal.

As duas principais obras já estão atrasadas:
o Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, e o complexo esportivo de Deodoro.


Os organizadores das Olimpíadas do Rio devem mirar o que está acontecendo nos preparativos para a Copa do Mundo, a se realizar daqui a menos de dois anos no país, para não repetir erros.

Embora o Brasil tenha sido escolhido há cinco anos para o torneio de futebol, a maior parte das obras está atrasada, negando à população benefícios mais duradouros.


Relatório divulgado na semana passada pelo TCU informa que apenas 5,5% dos desembolsos para obras de mobilidade urbana - que seriam o principal legado da Copa para a população dos grandes centros - foram feitos até agora. Dos R$ 9,6 bilhões previstos, somente R$ 327 milhões foram investidos.

Dificilmente todos os empreendimentos prometidos para a Copa estarão prontos a tempo e alguns correm risco até de se tornarem elefantes que se arrastam sem conclusão. O Brasil tem pela frente o desafio de organizar, dentro dos próximos quatro anos, as duas maiores competições esportivas do planeta.

Fazer bonito em quadra é importante, mas muito mais é transformar a beleza e a emoção do esporte em vetor para promover mais qualidade de vida para os brasileiros.


Fonte: Instituto Teotônio Vilela
Desafio olímpico

E NO "PAÍS rico" E CHEIO DE OTÁRIOS... NA FORBES : Foi mal, Brazukas... "Pense dessa forma: o que você diria se um colega americano lhe dissesse que pagou US$ 150 por um par de Havaianas?"

Dirigir um Grand Cherokee pelas ruas do Rio é chique, não é?
Para o site da revista americana “Forbes, definitivamente não e os brasileiros que o fazem estão sendo roubados.

Isso porque, para a publicação, o preço cobrado pelo novo modelo do carro da Jeep por aqui é ridículo:
R$ 179 mil, ou US$ 89,5 mil.

Qualquer um pensaria que, por US$ 80 mil, um Grand Cherokee viria equipado com asas e calotas folheadas em ouro. Mas, no Brasil, o modelo é o básico mesmo, escreve o jornalista Kenneth Rapoza, especializado na cobertura do Brics, grupo de emergentes formado por Brasil, Índia, China, Rússia e África do Sul.

Segundo a matéria, pelo preço cobrado no Brasil, é possível comprar três em Miami. O carro custará US$ 28 mil por lá, ou cerca de metade da renda média americana. Segundo o Censo 2010 do IBGE, a renda média mensal do trabalhador brasileiro é R$ 1.345, ou R$ 16.140 em um ano.

Ou seja:
na média, um brasileiro precisa trabalhar 11 anos para ganhar o equivalente ao preço do carro. Para a Forbes, os motivos para o alto preço são impostos superiores a 50% e ingenuidade por parte dos consumidores.

Foi mal, Brazukas... não há status em um Toyota Corolla, um Honda Civic, um Jeep Grand Cherokee ou um Dodge Durango. Não se deixem enganar pelo preço.
Vocês estão definitivamente sendo roubados.

Pense dessa forma:
o que você diria se um colega americano lhe dissesse que pagou US$ 150 por um par de Havaianas?

O jornalista informa ainda que a Chrysler vai lançar no Brasil o novo SUV Dogde Durango cobrando R$ 190 mil (US$ 95 mil) por ele, enquanto, nos EUA, o modelo chegará às concessionárias por R$ 57 mil (US$ 28,500).

Conclusão:
lá, um professor de escola primária consegue comprar um desses com alguns anos de uso.


O Globo

ENFIM ! NA REPÚBILCA CACHACEIRA DO FILHO...do brasil, À ÉPOCA DO ENTÃO "presidente" PARLAPATÃO : "Sim, ele ordenou".

"Sim, ele ordenou".

"É claro que o procurador geral não poderia afirmar aqui que o presidente da República era um pateta, que ele não sabia de nada".

Assim o papel do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no escândalo do mensalão foi descrito pelo advogado Luiz Francisco Barbosa, representante do presidente do PTB, Roberto Jefferson.


Nesta segunda-feira, os ministros do Supremo Tribunal Federal ouviram dele a argumentação de que Lula era o principal beneficiado pelo esquema.

- O ministro Marco Aurélio usou para o presidente Lula a expressão carioca: 'é safo' (esperto). É doutor honoris causa em universidades brasileiras e de fora do país. Mas é um pateta? Não, é safo. Não só sabia como ordenou o desencadeamento de tudo isso que essa ação penal escrutina. Sim, ele ordenou. Aqueles ministros eram apenas executivos dele.

Mas, recebida a denúncia, a PGR deixou o dono fora da ação. Esta oração tem sujeito. - disse o advogado.

A defesa fundamentou sua acusação contra Lula ao citar uma medida provisória que permitiu que os bancos pudessem operar o crédito consignado. O banco BMG teria facilitado os empréstimos - assim chamados pela maioria dos réus - em troca da medida.

- Dirigentes do banco BMG pedem audiência com o presidente. Concedida a audiência, o presidente, poucos dias depois, emite uma medida provisória permitindo que todos os bancos do país operassem crédito consignado. (...) Em 2 meses, o BMG entrou no mercado.

Em seguida, o PT obteve os empréstimos do Rural e do BMG, esses tais empréstimos a que se refere a ação penal. É evidente a relação, o entrelaçamento entre esses fatos.

Após citar a suposta troca de vantegem, Luiz Francisco Barbosa criticou o procurador geral da República, Roberto Gurgel:

- Sua excelência (Roberto Gurgel) é pioneiro. Cometeu crime de omissão.

Após argumentar no Congresso Nacional, em 2005, que o presidente fora apunhalado pelo ex-ministro José Dirceu com a elaboração do esquema do mensalão, a defesa resolveu mudar de versão e alegar que Lula era o principal beneficiado e mandante da compra de parlamentares.

O advogado diz ainda que a Casa Civil, usando a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), tramou o flagrante de uma proposta de propina para atingir o então dirigente dos Correios, Rogério Marinho, e Roberto Jefferson.

O fato teria ocorrido, segundo a versão, após a denúncia pessoal feita por Jefferson a Lula sobre a existência do mensalão.

- Diz Roberto Jefferson aos quatro ventos que o presidente se deu por surpreso e, como que se sentindo traindo, em um momento chegou a lacrimejar e, naturalmente, prometeu adotar providências. Afinal, era uma notícia de um crime.

O tempo passou e nada.
Voltou Roberto Jefferson ao gabinete presidencial e, perante essas mesmas testemunhas que citei, reiterou ao presidente as providências que eram devidas.

Enquanto isso, uma manobra da Casa Civil, usando a Abin, disfarçou pessoas, que se diziam empresários, filmou uma proposta de propina - disse a defesa, que completou:
- Qual o interesse dessa manobra?
Calar Roberto Jefferson. E o que fez ele?
Denunciou o fato conforme vinha falando que faria.
Deu entrevista à Folha de S. Paulo.


Defesa:
R$ 4 milhões foram usados para pagamento de campanha

O advogado usou os mesmos argumentos da maioria dos réus na defesa da acusação de corrupção passiva. Segundo Barbosa, os recursos recebidos por Roberto Jefferson não eram em troca do apoio do partido no Congresso, e sim fruto de um acordo referente às eleições de 2004. Jefferson denunciou o esquema do mensalão, mas negou que fazia parte do caso.

- A acusação em si mesma dos delitos de lavagem de dinheiro e corrupção passiva decorrem do mesmo fato, do recebimento declarado por ele, de R$ 4 milhões do PT, entregue pelo sr. Marcos Valério.

É importante observar que ninguém sabia disso. Nesses autos volumosos demonstra que houve a entrega e recebimento do dinheiro. Só se sabe isso pela palavra dele.


Mas como assim receber R$ 4 milhões? Tratava da eleição municipal de 2004 - sustenta a defesa.

Para rechaçar a acusação de que os recursos recebidos seriam para a aprovação da reforma da Previdência, Barbosa afirma que Jefferson já defendia a reforma desde a Constituinte, e que essa era também a postura de seu partido, o PTB.

Além disso, o advogado lembra que a legenda já apoiava Lula desde o segundo turno da eleição de 2002 e tinha, inclusive, indicado o ministro do Turismo. Portanto, não seria cabível a acusação de corrupção passiva.


O Globo

MENSALÃO : O homem do contra no STF e próximas defesas

O advogado de Roberto Jefferson defenderá hoje o que até agora nenhum dos réus confirmou:
a compra de votos dos parlamentares existiu no Congresso

Os 11 ministros do Supremo Tribunal Federal terão hoje, diante deles, uma defesa que vai fugir de todas que já foram ouvidas ao longo do julgamento do mensalão.

O advogado Luiz Francisco Barbosa, que defende o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, afirmará, diferentemente dos criminalistas que o antecederam, que a compra de deputados para votarem em projetos a favor do governo existiu.


E que não é possível a montagem de um esquema deste tamanho sem o conhecimento do então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

O advogado afirmou ao Correio que, por tudo o que foi dito até o momento, o mensalão está mais do que provado. "Houve o repasse de recursos dos bancos para o PT e para as agências de Marcos Valério, e os saques foram efetuados por integrantes da base aliada do governo. Isso é o mensalão", resumiu ele.

Luiz Francisco disse que é muito difícil provar quem foram todos os beneficiários finais, uma vez que os parlamentares são invioláveis quanto ao voto.

O envolvimento do ex-presidente Lula no processo também deve marcar a intervenção de Luiz Francisco. Segundo ele, Roberto Jefferson avisou o ex-presidente duas vezes, em janeiro e em março de 2005, que um esquema de compra de apoio parlamentar estava em voga no Parlamento.

Durante a CPI dos Correios, o então líder do PTB na Câmara disse que Lula mostrou-se surpreso e prometeu tomar providências.
"A conversa foi testemunhada por ministros, como Aldo Rebelo (Secretaria de Relações Institucionais) e o líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP). Mas nada foi feito", completou o advogado.

"Isso é omissão diante de uma notícia de crime", acrescentou.

O envolvimento de ministros do governo — dois deles integrantes do então chamado núcleo duro — com o suposto esquema de compra de votos também respinga no ex-presidente, na visão do defensor de Jefferson.

O então procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza denunciou os ex-ministros dos Transportes Anderson Adauto (hoje no PMDB), da Casa Civil José Dirceu e da Secretaria de Comunicação Luiz Gushiken pela operação.


Este último acabou sendo inocentado pelo sucessor de Antonio Fernando, Roberto Gurgel.

A argumentação de Luiz Francisco baseia-se no princípio da hierarquia.
"Quem tem a prerrogativa de elaborar propostas a serem enviadas para o Congresso é o presidente. Logo, o mensalão servia para aprovar medidas pensadas pelo Lula. Ele é co-partícipe do processo."

O criminalista disse que já havia levantado essas questões anteriormente, tanto com Gurgel quanto com o relator do mensalão no STF, ministro Joaquim Barbosa.

"Nenhum dos dois aceitou incluir Lula no processo e deram poucas explicações para isso. Tentarei novamente", prometeu.

Desde que recebeu alta do Hospital Samaritano, em Botafogo, no domingo, 5 de agosto, após uma cirurgia de retirada de um tumor maligno no pâncreas, Roberto Jefferson tem acompanhado todos os advogados de defesa que se revezaram no púlpito do Supremo.

Elogiou os novos profissionais que não conhecia, especialmente os de escritórios de Brasília.
Em post publicado em seu blog na última sexta-feira, aproveitou mais uma vez para espicaçar seu desafeto, José Dirceu.

Provocou sobre um novo memorial apresentado pelo defensor de Dirceu, José Luís Oliveira Lima, pedindo a desqualificação de provas pelo procurador-geral Roberto Gurgel, no memorial encaminhado ao Supremo às vésperas do início do julgamento. "Zé Dirceu continua tentando desqualificar o que está dito e foi redito.

Mesmo depois da sustentação oral, seu advogado, Oliveira Lima, combativo e aplicado que é, entregou memoriais aos ministros. É mais uma tentativa de mostrar que não há provas contra o Zé."

Jefferson até admite que "pode ser mesmo que não haja provas produzidas na ação penal... tirando o meu depoimento". Mas acrescenta, sarcástico :
"A insistência do Zé em desqualificar o que já foi dito por mim é mais uma das provas que sobram neste processo no sentido de que a PGR acusou também a testemunha para ao final não punir o acusado", cobrou.

Além do advogado de Jefferson, vão se revezar na tribuna os defensores do atual prefeito de Jandaia do Sul, José Borba (PP-PR), de Emerson Palmieri (ex-tesoureiro do PTB), do ex-deputado Carlos Rodrigues e do atual deputado estadual Romeu Queiroz (PSB-MG).


Próximas defesas

Confira a ordem em que os advogados subirão à tribuna para sustentar a defesa dos réus do mensalão nesta semana

Hoje

Bispo Rodrigues
Roberto Jefferson
Emerson Palmieri
Romeu Queiroz
José Borba

Amanhã

Paulo Rocha
Anita Leocádia
Professor Luizinho
João Magno
Anderson Adauto

Quarta-feira *

José Luiz Alves
Duda Mendonça
Zilmar Fernandes

* Depois do intervalo, Joaquim Barbosa começa a votar.

13 Número de defesas que faltam para concluir a primeira fase do julgamento

PAULO DE TARSO LYRA Correio Braziliense