"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

outubro 24, 2010

R$ 17 bi DO FGTS EM INVESTIMENTO POLÊMICO EM EMPRESAS. CHEIRO DE MARACUTAIA.

O dinheiro do trabalhador criou um gigante no setor de infraestrutura e ampliou, indiretamente, o poder do Estado na economia.

Com dois anos de operação, o FI-FGTS – criado com recursos do Fundo de Garantia para investir em transportes, energia e saneamento – já detém participação em 15 empresas privadas, além de debêntures de 10 companhias e cotas de 3 fundos.

No total, 28 ativos receberam (ou ainda vão receber) quase R$ 17 bilhões desde o início de operação do fundo de investimento, em julho de 2008.

Nos próximos meses, mais quatro companhias deverão incorporar essa lista e receber algo em torno de R$ 700 milhões.

Outros 20 projetos estão sob a mesa da Caixa, gestora do FI-FGTS, para análise.

"Esse fundo provoca um círculo virtuoso na economia. Quanto mais invisto, mais crio empregos (estima-se que até agora o fundo criou um milhão de empregos diretos e indiretos), mais aumento a contribuição no FGTS e mais posso investir no próximo ano", afirma o superintendente nacional de Fundos de Investimentos Especiais da Caixa, Roberto Carlos Madoglio.

Ele explica que o FI-FGTS pode investir até o limite de 80% do patrimônio líquido (ativo menos passivo) do Fundo de Garantia do ano anterior.

Em 2010, o limite é de até R$ 22 bilhões.
No próximo ano, deverá haver um aumento, já que o Fundo de Garantia tem apresentado crescimento médio de 14,5% ao ano.

Ou seja, a tendência é o potencial de investimento do fundo crescer ano após ano.
Embora tenha se tornado um importante instrumento de financiamento do setor, há quem critique a atuação do fundo.

Uma das principais preocupações é a qualidade dos ativos que o FI-FGTS financia.
No primeiro ano de atuação, os gestores levaram um "puxão de orelha" da Controladoria-Geral da União (CGU), que fez uma série de recomendações.

Entre os pontos levantados está o pagamento de taxa de administração considerada acima da média do mercado à Caixa, sobreposição na cobrança de taxa de administração, investimentos em ativos de baixa rentabilidade e a ausência de critérios de risco para aquisição de ativos não cotados em bolsa.

Polêmica.

Até agora, as operação mais controversas são as participações nas empresas Nova Cibe Energia, do Grupo Bertin (que virou sócio da Hidrelétrica de Belo Monte), e Rede Energia. Ambas passaram por problemas financeiros nos últimos anos.

A Nova Cibe é uma espécie de subsidiária da Cibepar, que em 2008 arrematou 21 termoelétricas em leilão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Com a crise internacional, a empresa não conseguiu apresentar as garantias exigidas na data prevista, o que resultou em multas milionárias (ainda não pagas) e atraso nas obras.

As pendências, porém, não foram suficientes para impedir que o FI-FGTS liberasse R$ 240 milhões para a companhia.
A justificativa de Madoglio é que o fundo participa de sete usinas que não foram multadas e estão com o cronograma em ordem.

"Amarramos o contrato a várias condicionantes que se não forem cumpridas disparam uma série de garantias", diz ele, sem lembrar que o histórico da empresa mostra exatamente a dificuldade para cumprir garantias estabelecidas.

A outra participação polêmica é a compra de ações do Grupo Rede, holding que administra nove distribuidoras de energia.

Em 2008, a companhia teve de recorrer ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social para converter uma dívida de R$ 115 milhões em ações da companhia, que renderam ao banco uma fatia de 25% do capital do grupo.

Em meados deste ano veio a notícia de aporte de R$ 600 milhões do FI-FGTS.
A operação ajudou a empresa a respirar pouco mais aliviada e até permitiu que ela recomprasse parte das ações em poder do BNDES.

O superintendente da Caixa explica que o investimento feito no grupo faz parte de uma estratégia do fundo, que visualizou grandes potenciais de ganho no setor de distribuição.

A empresa, segundo ele, detém áreas de concessão que terão forte crescimento nos próximos anos, como Pará, Mato Grosso e Tocantins.

"Fizemos um raio-X do grupo que levou cerca de um ano. A empresa é cobiçada no mercado", diz Madoglio, garantindo que as operações do fundo passam por rígido processo de avaliação, além de ter de contar com a aprovação do comitê do fundo.

O comitê é formado por 12 membros com assento no Conselho Curador do FGTS, sendo três representantes da bancada de trabalhadores, três da bancada patronal e seis representantes dos órgãos e entidades do governo federal.

Para Madoglio, essa formação ajuda no direcionamento dos recursos do FI-FGTS para projetos eficientes e rentáveis e diminui o risco de manipulação.

"A minha tarefa é selecionar os melhores projetos, estruturá-los e levá-los ao comitê para aprovação. Se três quartos dos representantes não aceitarem, a proposta é recusada."

Apesar disso, muitos economistas acreditam que há espaço para interferências do governo federal e também de erros de avaliação.

"O comitê acelera o processo, mas não evita que haja algum direcionamento dos recursos do trabalhador para determinados projetos. Querendo ou não, o fundo dá um poder enorme ao governo", avalia o economista Ernesto Lozardo, professor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas.

O professor do Instituto Insper, Otto Nogami, também tem dúvidas em relação à forma pela qual o FI-FGTS tem atuado no mercado, entrando como acionistas nas empresas.

"O governo criou uma brecha para transferir dinheiro para as companhias, o que é bastante complicado".

Será que o volume transferido é justo?
Será que as empresas têm idoneidade suficiente para cuidar desse dinheiro?, questiona ele, que avalia a criação do fundo como prova da incompetência do governo em relação ao seu caixa.

As opiniões de Nogami e Lozardo ganham respaldo também do especialista em contas públicas Raul Velloso.

"Vendo as experiências anteriores acredito que o comitê só serve para dar respeitabilidade aos negócios do FI-FGTS."

Renée Pereira, de O Estado de S. Paulo

QUANTO TOCA O TELEFONE NINGUÉM PERGUNTA QUEM FOI, É SEMPRE QUEM É .

Daqui a oito dias, no próximo domingo antes das 9h da noite, o presidente Luiz Inácio da Silva começará a vivenciar o passado, as urnas apontem a eleição de Dilma Rousseff ou de José Serra para lhe suceder na chefia da Nação.

É inexorável: eleito, as atenções se voltam para o novo, o próximo, aquele que de fato traduz mais que uma expectativa, representa o poder em si.

Político baiano da velha guarda, Afrísio Vieira Lima tem a seguinte filosofia: "Ninguém atende ao telefone ou à porta perguntando quem foi, todo mundo quer saber quem é."

Pois é.

Face à evidência de que a natureza humana não falha, o mundo político não foge à regra.

No momento seguinte à proclamação do resultado, o País - quiçá o mundo - voltará toda a sua atenção para a fala, os planos, os gestos, as vontades, os pensamentos, a biografia, a família, os amigos e tudo o mais que diga respeito à pessoa que a partir do primeiro dia de 2011 dará expediente no principal gabinete do Palácio do Planalto.

Quando a gente vê um presidente tomar a iniciativa de se desmoralizar em público apenas porque não resiste ao impulso de insultar o adversário, a boa notícia é que falta pouco tempo para que esse estilo comece a fazer parte de referências pretéritas.

Abstraindo-se juízo de valor a respeito de Dilma e Serra, chegará ao fundo do poço que o presidente Lula se deu ao desfrute de frequentar na semana passada.

Pela simples razão de que é impossível.

A novidade não esteve na distorção dos fatos - isso já faz parte da rotina.

O ineditismo foi o desmantelo da farsa.

Melhor dizer, das farsas, pois foram duas: uma engendrada com vagar, outra montada às pressas. Ambas malsucedidas, não duraram 24 horas.

No começo da semana, quando já se anunciara o adiamento do fim da sindicância da Casa Civil sobre Erenice Guerra para depois das eleições, eis que a Polícia Federal ressuscitou o caso da quebra do sigilo fiscal de parentes e correligionários do candidato Serra, anunciando a identificação do responsável: Amaury Ribeiro Jr., jornalista que à época do crime trabalhava no jornal Estado de Minas.

O PT tentou legitimar, assim, uma versão que fazia circular desde junho quando se descobriu que os dados fiscais do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, apareceram em um dossiê que chegou ao jornal Folha de S. Paulo como originário do PT.

A versão - não de todo inverossímil, diga-se - era a de que as informações haviam sido reunidas por Amaury a serviço do Estado de Minas para municiar Aécio Neves de dados contra José Serra, que, por sua vez, mandara investigá-lo.

Segundo um delegado e o superintendente da PF, Amaury dissera em seu depoimento que o trabalho visava a "proteger" Aécio.

Antes da entrevista dos dois, o presidente da República anunciava que naquele dia a Polícia Federal teria novidades.

Pois no dia seguinte, sabe-se que nem Amaury estava a serviço do Estado de Minas na ocasião nem citara no depoimento o nome de Aécio Neves. Ou seja, o presidente Lula comandara uma falácia e a PF aceitara se prestar ao serviço, acrescentando que as investigações estavam encerradas.

Foi desmentida em seguida pelo Ministério Público, que avisou que a polícia não estava autorizada a determinar o rumo e os prazos das investigações.

Não satisfeito, depois da pancadaria promovida por petistas contra uma passeata do candidato tucano no Rio, o presidente resolveu acusar o adversário de ser um farsante.

Precipitou-se, insultou o candidato em termos zombeteiros, desqualificou um médico de respeitável reputação, foi de uma falta de modos ainda pior que o habitual.

Isso tudo para quê?

Para ser logo em seguida desmentido pelos fatos exibidos no noticiário de televisão com a maior audiência do País, o Jornal Nacional.

Tudo isso sem necessidade, pois pelas pesquisas sua candidata está com 12 milhões de intenções de voto de vantagem sobre o adversário.

Tudo isso pelo exercício de um estilo abusivo que não conhece limites, mas que daqui a oito dias começará a perceber que o poder passa e a ausência dele dói.

DORA KRAMER - O Estado de S.Paulo

outubro 23, 2010

ELEITORES BRASILEIROS! E FALA SÉRIO!

Grupo Guararapes - Estamos Vivos!




Entendam-se as razões que fazem o GRUPO GUARARAPES recomendar e votar no SERRA.

Até o coordenador da campanha de DILMA NO NORDESTE AFIRMA QUE ELE É O MAIS COMPETENTE.


CIRO AFIRMOU QUE O PMDB “É UM AJUNTAMENTO DE ASSALTANTES E QUE O CHEFE DESSA TURMA É O MICHEL TEMER”.
UMA QUADRILHA.

O PROCURADOR GERAL DA REPÚBLICA AFIRMOU QUE O MENSALÃO É O RESULTADO DE UMA QUADRILHA QUE ASSALTOU A NAÇÃO BRASILEIRA.

DUAS QUADRILHAS SE JUNTARAM E ESTÃO APOIANDO A SENHORA DILMA. O QUE SERÁ DO BRASIL?
VOTEM COM CONSCIÊNCIA! VOTEM SERRA!
SALVEM O BRASIL DAS QUADRILHAS.


Entrevista DE CIRO GOMES no programa É NOTÍICIA DA SBT.

“Ciro sobre o PMDB:

“É que, hoje, quem manda no PMDB não tem o menor escrúpulo: nem ético, nem republicano, nem compromisso público, nada! É um ajuntamento de assaltantes na minha opinião. Eu acho que o Michel Temer hoje é o chefe dessa turma.”

Aliança do PT com o PMDB

“Nas eleições gerais de 2010, vamos ter clareza, a aliança do PT com o PMDB é para traficar minutos de televisão; é para asfixiar o debate, não é para governar. Porque, para governar, a gente faz aliança depois”.

Sobre o Ibope

“O Ibope, o Montenegro vende até a mãe para ganhar dinheiro. Esse aí eu conheço de longuíssima data! Mas vende [pesquisa] e vende mesmo!”

Sobre Lula e o PT golpista

“Olhe aqui: o Lula e o PT ficaram contra a Constituição brasileira de 1988. Vamos lá! O Fernando Henrique começou a experiência de governança dele, como presidente da República, já com a obra fundamental para a história brasileira em curso, que era o Plano Real. E o PT ficou contra! O Lula ficou contra! O Lula ficou contra o governo Fernando Henrique a ponto de o PT, não Lula, ter feito uma campanha golpista: “Fora FHC”

Quem é o melhor candidato?

“Agora, perguntado, evidentemente, a gente tem de dizer a verdade. Todo mundo sabe que eu sou adversário do Serra desde sempre. Agora, o Serra é mais preparado do que a Dilma. Por quê? Porque já foi governador, porque já foi prefeito, porque já foi ministro duas vezes, já foi deputado, já disputou eleições, já ganhou, já perdeu, e ela nunca disputou nenhuma eleição.”

É de assombrar o que diz (ou desdiz) o agora novo coordenador da campanha de Dilma. Promessa de pegar uma fatia do bolo, caso a marionete do Lula ganhe o 2º turno?

– Que Deus livre o Brasil, que quer continuar uma Democracia.

BRASIL ACIMA DE TUDO!
GRUPO GUARARAPES
VOTE SERRA!
CONSIGA 5 VOTOS E O SERRA SERÁ ELEITO!

Estamos Vivos!
Grupo Guararapes
Personalidade Jurídica sob reg. Nº 12 58 93,
Cartório do 1º registro de títulos e documentos, em Fortaleza.

outubro 22, 2010

DÍVIDA PÚBLICA FEDERAL VAI PARA R$1,626 trilhão UM AUMENTO DE R$8,06 bilhões.

Juros que corrigem débito atingem R$9,2 bi em setembro. Participação de estrangeiros bate novo recorde: 10,23%

A retirada de títulos públicos do mercado no valor de R$1,14 bilhão não foi suficiente para segurar a dívida pública federal em setembro.

O estoque subiu 0,5% e fechou o mês em R$1,626 trilhão. Em termos nominais, o aumento foi de R$8,06 bilhões.


Isso porque o resgate líquido de papéis feito pelo Tesouro Nacional foi parcialmente compensado pelos juros que corrigem o endividamento e que somaram nada menos que R$9,2 bilhões no mês passado.

O total emitido pelo Tesouro em setembro somou R$103,714 bilhões, sendo que R$67,8 bilhões foram referentes a títulos usados para capitalizar o BNDES e a Petrobras.

Essas duas operações fizeram parte de uma manobra do governo para conseguir fechar suas contas em 2010, mas não tiveram impacto sobre o estoque da dívida mobiliária.

Manobra para capitalizar Petrobras teve efeito nulo

Como a Petrobras tinha que pagar a União pelos direitos de exploração de petróleo do pré-sal (a chamada cessão onerosa), os papéis dados pela estatal no montante de R$67,9 bilhões cancelaram o efeito da emissão.

O coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Fernando Garrido, disse que o aumento da tributação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para a entrada de investimentos estrangeiros no país não deve afetar a administração da dívida.


Ele lembrou que a intenção do governo foi reduzir a especulação de aplicadores em operações de curto prazo:
- O IOF tende a afetar os investimentos de curto prazo.

A tendência é de continuidade no aumento gradual da participação de estrangeiros na dívida pública, pois a maioria busca aplicações com prazos mais longos.

A participação dos estrangeiros no estoque da dívida subiu de 10,06% (R$150,6 bilhões) em agosto para 10,23% em setembro (R$154,1 bilhões). É o maior nível da série histórica do Tesouro, iniciada em 2006.

(...)

Só a dívida mobiliária interna cresceu 0,64% em setembro e atingiu R$1,534 trilhão.

O impacto de R$10,69 bilhões de juros no estoque do mês foi parcialmente compensado por um resgate líquido de papéis de R$89 milhões.


Já a dívida externa caiu 1,86% em relação a agosto e ficou em R$91,76 bilhões.


Em setembro, os títulos prefixados aumentaram sua participação na dívida.

Essa parcela do estoque subiu de 34,62% em agosto para 36,07%.

Já o endividamento atrelado à taxa Selic caiu: de 32,36% em agosto para 30,91% em setembro.


O Tesouro conseguiu ainda alongar a dívida.


O total do estoque com vencimento a curto prazo (12 meses) baixou de 26,37% para 25,03%.
Já o prazo médio do endividamento passou de 3,59 anos para 3,57 anos.

O Tesouro também informou que conseguiu captar R$1,1 bilhão no mercado internacional.


Pela primeira vez desde 2007, o governo emitiu bônus denominados em reais (BRL).
Os papéis, que vencem em 2028, foram comprados por investidores americanos, europeus e asiáticos.

Martha Beck O Globo

SALVE O BRASIL! NÃO DÊ CRÉDITO AO MENTIROSO, CRETINO, CÍNICO, E BÊBADO!

CANSADOS DE HIPOCRISIA

Estamos chegando ao fim da campanha eleitoral.
Assistimos a cenas que deixam o cidadão consciente deprimido.

Mente-se, rouba-se e tudo passa a ser aceito como normal, tal o estado de indiferença Da sociedade brasileira.

O GRUPO GUARARAPES de tudo fez para despertar o cidadão para a responsabilidade do voto.

Mostrou o perigo que estamos correndo com a eleição, não da senhora DILMA, e sim da continuidade de um bando de péssimos brasileiros que se apossaram do governo.

Faz-se uma LEI chamada Ficha Limpa e colocando-se mil e uma condições que facilitam o registro de participantes de quadrilhas.

Quem afirma que existe uma quadrilha que faz parte do governo é o Exmo. Sr. Procurador Geral da República do Brasil, no caso do MENSALÃO.

São 40 quadrilheiros ou sendo mais claro: 40 ladrões. Como ainda não foram julgados podem concorrer.

ISTO NÃO É HIPOCRISIA?

Uma nova dúvida na hipocrisia da lei ficha limpa.

Vamos supor que o senhor FERNANDINHO BEIRA-MAR tenha cumprido a sua pena condenatória.

Poderá ele concorrer a um cargo eletivo, mesmo da presidência da república?

O GRUPO GUARARAPES pensa que não, pois o seu comportamento social não o recomenda e que será um desastre para o País.

E quem colaborou em roubo de cofre e confessou em entrevista que assaltou banco e pegou em arma, pode?

ISTO NÃO É HIPOCRISIA?

Um Presidente da República renuncia ao cargo para não ser cassado, tal a sua implicação na administração pública e pode voltar a exercer cargo público?

Ele é um cidadão limpo para o cargo público?
Se ele pode por que outros que renunciaram para não serem cassados não podem?

ISTO NÃO é HIPOCRISA?

A Justiça, que não pode ser Hipócrita, pois é o sustentáculo da sociedade e a garantia do cidadão, pode ficar assistindo a tudo isto acontecer no País sem tomar nenhuma providência que salve a DEMOCRACIA?

Que justiça é esta que permite quadrilheiros, ladrões, fichas sujas, mentirosos, cínicos, cretinos serem candidatos num Estado e noutros não?

ISTO NÃO É HIPOCRISIA?

Que Poder Judiciário é este que não defende a Constituição?

Diz a CF: art 4º V e VIII- Defesa da paz e repúdio ao terrorismo e ao racismo.

Quem pegou em arma e quebrou a paz no País e se orgulha de ter sido terrorista pode ter fé pública?
E quem coloca o boné de aprovação de quem invade a propriedade privada que é garantida pela Constituição pode ser candidata, também?

ISTO NÃO É HIPOCRISIA DA NOSSA JUSTIÇA?

Perante tanto desmando pergunta-se:

POR QUE A JUSTIÇA BRASILEIRA NÃO CUMPRE A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA no seu artigo 142, que lhe dá o direito de iniciativa de solicitar às Forças Armadas para salvar a Nação do caos?

É POR MEDO, POR HIPOCRISIA OU DESCONHECIMENTO DA LEI?
ESTAMOS VIVENDO O MEDO, A HIPOCRISIA E A COVARDIA DOS HOMENS!

POBRE PAÍS!

VAMOS VOTAR NO SERRA E VIVER NUM PAÍS LIVRE!

Estamos Vivos!
Grupo Guararapes!
Personalidade Jurídica sob reg. Nº 12 58 93, Cartório do 1º registro de títulos e documentos, em Fortaleza.

EMPREGOS : GOVERNOS É QUE GERAM MAIS. SETOR PRIVADO COM QUEDA DE ATIVIDADE ECONÔMICA. É O ANO APOTEÓTICO.


Os dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) de setembro, divulgados ontem pelo IBGE, comparados aos resultados da PME de março, apontam para um fato instigante: foi a administração pública (excluídas as empresas estatais) nas três esferas de governo - federal, estadual e municipal - a responsável pelo maior número de postos de trabalho abertos no país e, também, pelo forte aumento da massa salarial.

Confrontando os dados de setembro com os de março - mês em que começou a aparecer uma mudança de tendência nas apurações da PME, a administração pública criou 291 mil vagas.

A indústria foi responsável pela abertura de 137 mil novos postos de trabalho; os serviços, 43 mil; e o comércio, 7 mil.

Curiosamente, o setor da construção civil, um dos mais aquecidos do país e grande empregador de mão de obra de menor qualificação, destruiu 67 mil vagas no mês passado, em relação aos empregos gerados em março.

Eram 1, 706 milhão de empregos em março e esses caíram para 1, 639 milhão em setembro, segundo a pesquisa do IBGE que abrange as seis regiões metropolitanas

Construção civil perde fôlego, segundo o IBGE

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados esta semana, corroboram com essa tendência. Ele faz uma radiografia da situação do mercado de trabalho em todo o território nacional, e não só nas regiões metropolitanas.

As últimas informações do cadastro (com ajuste sazonal) já indicavam que a economia gerou menos emprego em setembro deste ano do que em setembro de 2008, mês em que eclodiu a crise financeira global.

A indústria abriu 25 mil empregos novos no mês passado, menos da metade dos 57 mil postos de março; a administração pública manteve o mesmo ritmo de contratação, 82 mil; e a construção civil perdeu fôlego, caindo de 32 mil para 19 mil vagas em março e setembro, respectivamente.

É importante lembrar, também, que o governo, no fim de março, eliminou uma série de incentivos fiscais concedidos no auge da crise financeira mundial - para a compra de automóveis novos, linha branca, móveis.

E logo no mês seguinte, o Comitê de Política Monetária (Copom), fez o primeiro aumento da taxa de juros Selic do pós-crise: de 8,75% para 9,5% ao ano.

Depois disso, o comitê anunciou outros dois aumentos de juros : para 10,25% em junho e para 10,75% em julho, interrompendo aí o ciclo de aperto monetário.

De lá para cá, a administração pública aumentou de 15,6% para 16,6% sua participação no estoque de ocupados no país, ao mesmo tempo em que no segmento privado a desaceleração da contratação e da produção já aparece, embora ainda não de forma muito visível.

Embora o período eleitoral seja marcado por uma legislação que restringe a contratação de mão de obra pelo setor público nos três meses que antecedem o primeiro turno, muitos desses postos de trabalho já haviam sido objeto de concursos.

Os concursados foram sendo chamados a assumir as vagas ao longo dos meses. Os dados do IBGE, porém, não chegam a esse nível de detalhamento - se quem entrou foi por concurso ou por outras formas - assim como não é possível identificar as esferas de governo que mais contrataram.

Ainda com base nos dados de setembro sobre a performance de março, a massa salarial teve um crescimento de 7,2%.

Também nesse caso, quem mais contribuiu para sustentar o crescimento foi a administração pública, onde o aumento da massa de salários foi de 15,6%.

Fora dela, o aumento foi bem mais modesto: 4,5%.

Na construção civil, os salários cresceram 3,9% em setembro sobre março; no setor de serviços, 2,8%; e no comércio, apenas 1,5%.

Esses indicadores sugerem que o crescimento econômico e, portanto, a oferta de emprego e aumento dos rendimentos estão ocorrendo, no setor privado, de forma bem mais moderada do que parece à primeira vista.

Se essa for a avaliação correta da conjuntura, certo está o Banco Central, que vem, desde junho, alertando para uma queda abrupta do nível de atividade econômica desde abril, que já teria levado o PIB para um crescimento abaixo do seu potencial.

Tudo isso confirmado, seria mínimo o risco de descasamento entre oferta e demanda e, portanto, de um repique inflacionário à vista.

De qualquer forma, os dados da pesquisa de emprego do IBGE merecem uma análise acurada dos especialistas em mercado de trabalho e dos analistas econômicos, pois fornecem indícios de que a política fiscal é que está produzindo empregos e renda em ritmo muito além do que o motor do crescimento - o setor privado - consegue.

Claudia Safatle Valor Econômico/ é diretora adjunta de Redação e escreve às sextas-feiras.

A REPÚBLICA DA CACHAÇA E A DESFAÇATEZ DO PORCO FALANDO DO TOUCINHO.

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Em primeiro lugar, o presidente Luiz Inácio da Silva é a última pessoa com autoridade moral para falar em farsas ou em "mentira descarada", visto que é protagonista da maior delas: a falácia segundo a qual recebeu uma "herança maldita" e que estabilidade econômica, a abertura do Brasil para o mundo, o crescimento e a entrada de milhões do mercado consumidor deve-se exclusivamente ao seu governo.

Há pouco seu governo inteiro junto com sua candidata à Presidência produziram "mentiras descaradas" ao repudiarem as denúncias de que havia na Receita quebras de sigilo fiscal de adversários políticos e que um esquema de tráfico de influência e corrupção estava montado a partir da Casa Civil.

Lula também se precipitou ao atribuir as quebras de sigilo a uma "briga de tucanos". Baseava sua tese no fato de o mandante ser repórter do Estado de Minas sem saber que à época Amaury Ribeiro estava em férias a serviço de outrem.

O presidente da República dá razão ao antecessor que o chama de "chefe de uma facção", quando escolhe insuflar a violência no lugar de contribuir para apaziguar os ânimos.

É o que faria um estadista.

Justiça se faça, Lula não ficou só em sua tentativa de ridicularizar o episódio. Muitos na imprensa partiram para ironias, achando um exagero a reação de José Serra atingido, afinal, só por "uma bolinha de papel".

Foram duas imagens captadas em dois momentos diferentes, comprovou-se ao longo do dia.

Mas, ainda que o candidato tucano tenha feito drama, continuam sendo inaceitáveis os ataques de militantes contrariados com a passagem do tucano pelas ruas de Campo Grande (RJ). Brincar com isso é má-fé, tratar como banal a violência eleitoral e, sobretudo, não entender o valor em jogo.

Impedir um ato de campanha com tumultos é violência.

Bem como foi violência atirar um balão cheio de água sobre o carro onde estava a candidata Dilma Rousseff ontem em Curitiba.

O balão não a atingiu, mas poderia ter atingido. Ainda assim resta a intenção: agredir.

O presidente da República condenará uma violência, mas aprovará a outra?

Ou dirá que estava apenas condenando o "teatro" do adversário? Nisso não é crítico autorizado.

É partícipe e mesmo condutor de uma caminhada em direção ao retrocesso: a nos tornarmos permissivos com o uso da violência na política, assim como já estamos no rumo de revogar a integralidade do preceito do livre pensar.

Ovos da serpente.

É assim que começa: a Assembleia Legislativa do Ceará aprovou projeto de um conselho para atuar entre outras funções no "exercício fiscal sobre a prática da comunicação".

Em Goiás, a TV Brasil Central, do governo do Estado, não pode entrevistar adversários políticos.

O projeto de controle da mídia foi iniciativa de uma deputada estadual do PT cearense, aprovado por unanimidade, e ainda precisa passar pelo crivo do governador Cid Gomes.

A censura foi denunciada, num gesto inédito, ao vivo pelo jornalista Paulo Beringhs, proibido de entrevistar o candidato ao governo Marconi Perillo (PSDB), chamado no dia anterior de "mau caráter" pelo presidente Lula em palanque.

Liberdade e luta. Já que Chico Buarque puxou o assunto ao manifestar seu encanto com o fato de o governo Lula "não falar fino com Washington nem falar grosso com Bolívia e Paraguai", vamos ao fato: o governo brasileiro não deveria é falar fino com ditaduras.

Aliás, o mundo da cultura, que sofreu pesadamente os efeitos da durindana local, nos últimos anos não se incomodou - se o fez não foi em voz alta - com a maleabilidade das vértebras do presidente Lula diante de tiranos.

A complexidade das relações exteriores não cabe em um jogo de palavras.

Já a condenação aos crimes das ditaduras às quais o Brasil se dobra para espanto do mundo requer apenas dois atributos: coerência e solidariedade.

Independentemente da opinião eleitoral.

Dora Kramer - O Estado de S.Paulo
Brincadeira tem hora.

outubro 21, 2010

RELUZIU ! AS TREVAS DO PARTIDO TORPE "BABAM" PARA ASSENHOREAR, POBRE VALE.

O presidente da Vale, Roger Agnelli, atribuiu a grupos do PT a nova onda de rumores sobre sua substituição, no caso de vitória da candidata governista Dilma Rousseff.

É tudo parte do "jogo político, jogo de eleição", segundo o empresário. Há muita gente, disse, empenhada em ganhar uma cadeira na diretoria da empresa.

"E é geralmente gente do PT", acrescentou.


Como em outras ocasiões, Agnelli, mesmo apontando interesses de setores petistas e defendendo as privatizações, esforçou-se para evitar o confronto com o presidente Lula e com sua candidata à sucessão presidencial.


Mas o caso não se limita à ambição de alguns correligionários do presidente da República nem a rumores passageiros.

As pressões sobre a administração da Vale, a maior empresa privada do Brasil, vêm de longe e seu principal articulador tem sido sempre o presidente da República.

Agnelli mencionou a existência de petistas inconformados com as privatizações, mas descreveu como "boa" sua relação com o partido. Sua atitude é compreensível.

Mas os fatos são conhecidos.


O conflito ganhou notoriedade quando a empresa, no pior momento da crise econômica, em 2008, anunciou a demissão de 1.300 empregados.


Na mesma época, a Embraer, outra grande empresa privatizada, decidiu reduzir o quadro de funcionários.

Do Palácio do Planalto partiram censuras e pressões sobre as duas companhias.

Foram claras tentativas de interferência na gestão de duas empresas com maioria de capital privado e ações negociadas em bolsa.

Sem dar a necessária atenção a esses fatos, o presidente da República tentou orientar os diretores das duas companhias e cobrar-lhes explicações por seus atos. Não se trata, portanto, apenas de grupos do PT.

Também o presidente Lula ainda mostra dificuldade em aceitar a desestatização de grandes - e hoje muito mais eficientes - empresas brasileiras.

Além de criticar as demissões, ele pressionou a presidência da Vale para aumentar os investimentos no Brasil e, particularmente, para ampliar a atuação do grupo na siderurgia.

Também quanto a esse ponto o executivo Roger Agnelli tenta "pôr água na fervura", dizendo compreender o empenho do presidente da República em promover a expansão da indústria do aço.
Mas nenhuma quantidade de "água fria" mudará os fatos.

Um presidente da República pode manifestar desejos e até convidar dirigentes de empresas para a discussão de planos, mas não tem o direito de tentar interferir em suas decisões estratégicas e de pressioná-los para que aceitem seu comando.

Como não conseguiu intervir tanto quanto pretendia, o presidente Lula manobrou para substituir o presidente da Vale.
Também essa manobra foi amplamente noticiada.

Mas o governo não tem ações suficientes para derrubar o presidente da empresa. Somando as participações da BNDESPar e dos fundos de pensão de estatais, o governo conseguiria 61,51% dos votos, mas seriam necessários 67% para a destituição de Roger Agnelli.


Um grande empresário tentou comprar uma fatia importante das ações, para facilitar a substituição do presidente da Vale. Não conseguiu, mas mostrou até onde vai sua disposição de agradar a um chefe de governo.


O presidente Lula não conseguiu assumir o comando da Vale nem o da Embraer.
Seus companheiros não deixaram, no entanto, de fazer campanha pela reestatização das duas empresas.


Mas o presidente da República pelo menos conseguiu assumir a chefia de fato da Petrobrás, determinando seus planos de investimento e contestando publicamente os dirigentes da empresa.


Eles só decidiram investir em refinarias no Nordeste, disse Lula, porque ele mandou. Não o teriam feito, se fossem guiados pelos critérios empresariais.

Nenhum desses dirigentes mostrou desconforto por ter sido criticado.

O presidente Lula e seus companheiros decerto gostariam de ter executivos com a mesma disposição em outras grandes companhias, a começar pelas privatizadas.

Será uma de suas prioridades, se o PT continuar instalado no Palácio do Planalto.

O estado de São Paulo

FORMAÇÃO DE QUADRILHA, ESTELIONATO, FALSIDADE IDEOLÓGICA E LAVAGEM DE DINHEIRO. O BRASIL DO BEM PRECISA SE LIVRAR DO PARTIDO TORPE E SUA CORJA.


Quatro anos depois das primeiras evidênciaslevantadas pelo Ministério Público do Estado sobre graves irregularidades na Cooperativa Habitacional do Sindicato dos Bancários de São Paulo (Bancoop), o promotor José Carlos Blat denunciou à Justiça, na terça-feira, o atual tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e cinco outros possíveis envolvidos.

Vaccari presidiu a entidade entre 2005 e fevereiro último, depois de participar de sua diretoria desde a sua fundação - por Ricardo Berzoini, ex-presidente do PT -, em 1996.

O promotor pediu abertura de processo criminal contra o petista por formação de quadrilha, estelionato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Dos principais escândalos que enlaçam companheiros do presidente Lula, é o segundo a chegar ao Judiciário. O primeiro foi o do mensalão, que tramita a passos lentos no STF.

Outros mais recentes ou descobertos há pouco - a quebra do sigilo fiscal de aliados e familiares do tucano José Serra e as traficâncias da família da então ministra Erenice Guerra, a sucessora de Dilma Rousseff na Casa Civil - estão em fase de investigação ou sindicância.

Pelo que parece ter sido apurado há suficiente material para levar os casos aos tribunais. O conjunto da obra retrata os padrões de atuação da máfia que se guia pela mentalidade do "é tudo nosso" - ou seja, do PT.

Desses múltiplos delitos, o da Bancoop foi o que fez mais vítimas diretamente - os 3 mil cooperados que caíram no conto da casa própria a preços 40% inferiores aos do mercado e mais 5 mil que não conseguem quitação ou escritura.

Eles compraram na planta e foram pagando a prestações imóveis que jamais lhes seriam entregues, ou foram entregues sem condições de serem ocupados ou revendidos.

Dos 55 empreendimentos oferecidos pela cooperativa, apenas 14 foram concluídos.

Dezoito nem saíram do papel.

Mas o dinheiro entrou. Os dirigentes da Bancoop, a começar de Vaccari, são acusados de deixar um rombo de R$ 168 milhões nas contas da entidade.

"Uma parte foi para o PT", sustenta Blat.

Assim como o então procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, chamou a turma do mensalão de "sofisticada organização criminosa", o seu colega paulista concluiu que "a quadrilha que se estabeleceu na direção da Bancoop contava com sofisticada manipulação de dados dos balanços contábeis".

Empresas fantasmas, por exemplo, teriam sido criadas para transferir dinheiro da cooperativa - sugado dos incautos mutuários - para bolsos pessoais e campanhas eleitorais petistas.

No que deve ser a ponta de um iceberg, Blat identificou um repasse de R$ 200 mil para o PT.

Provavelmente não se chegará a saber o total, parte dele provindo de saques em dinheiro na boca do caixa, somando R$ 31 milhões.

O escândalo da Bancoop voltou à tona enquanto surgiam novas informações sobre a tentativa de montagem de um dossiê contra o candidato José Serra - para o que se destinariam, afinal, as cópias das declarações de renda extraídas do Fisco - e o alcance das movimentações do grupo de Erenice Guerra no âmbito do governo.

Segundo a Folha de S.Paulo, a Polícia Federal apurou que um jornalista ligado à pré-campanha de Dilma Rousseff, Amaury Ribeiro Júnior, encomendou a um despachante, por R$ 12 mil, a compra de dados sigilosos de parentes de Serra e membros do PSDB.

O PT custeava a hospedagem do jornalista em Brasília. Fim da fábula de que ele servia a rivais tucanos de Serra.

Já a sindicância do governo sobre o grupo de Israel Guerra, filho da ex-ministra, parece ter feito algum progresso, embora não fique pronta antes do segundo turno.

Verificou-se que a patota de Israel usou também funcionários e equipamentos da Secretaria de Assuntos Estratégicos e do Gabinete de Segurança Institucional, ambos da Presidência da República, em suas operações de lobby.

Um novo nome suspeito de envolvimento com o esquema é o do assessor da Casa Civil, Gabriel Laender.

Procurador de Justiça no Espírito Santo, advogara para a empresa da qual o marido de Erenice era diretor.

No ano passado, passou a trabalhar no governo.

Quem o nomeou foi Dilma Rousseff.

O Estado de S.Paulo

BRASIL QUAL É O SEU NEGÓCIO? PARTE II - EIKE BATISTA/ NUNCA FOI TÃO FÁCIL"ENRICAR"


O procurador do Ministério Público Marinus Marsico protocolou na última terça-feira uma representação pedindo que o Tribunal de Contas da União (TCU) investigue "possível ato antieconômico" por parte dos gestores da BNDESPar - braço de participações do BNDES - em um contrato firmado em abril de 2009 com a LLX Logística, do megaempresário Eike Batista. Marinus suspeita de favorecimento, diante das cláusulas fixadas.

Ele analisou a operação, que envolveu a compra de novas ações emitidas pela LLX por R$150 milhões (contrato de promessa de subscrição de ações).

E concluiu que os acionistas da LLX obtiveram ganho de R$89,2 milhões valendo-se da opção de recompra das ações pelo valor original corrigido, sem considerar o valor de mercado, alternativa que não é usual em operações semelhantes do BNDES.

O procurador analisou 17 operações com características semelhantes entre o BNDES e empresas privadas, e em apenas duas havia opção de recompra das ações, sendo uma delas o contrato com a LLX.

- O que se observa é que a cláusula era desnecessária, não fazia sentido - diz Marsico.

Em abril de 2009, as ações foram entregues ao BNDES pelo valor unitário de R$1,80.

Cinco meses depois, a BLLX exerceu exerceu o direito de recompra de 50% do total e pagou R$2,30, quando no mercado os papéis já valiam, em média, R$4,44, destaca o procurador.
O ganho estimado decorre dessa diferença.

"Ao oferecer o direito de compra aos referidos acionistas, o sistema BNDES arcou com o custo de oportunidade correspondente a R$90 milhões.
(...) não havia qualquer tipo de cláusula estabelecendo direito semelhante ao banco no caso de o valor das ações decair para um patamar abaixo do preço de compra. Ao que tudo indica, todo o risco da operação foi assumido pela entidade governamental. Aos acionistas contratantes só havia a possibilidade de ganho", afirma o procurador.

LLX nega favorecimento. BNDES afirma ter tido lucro

Marinus aponta outros indícios de favorecimento à empresa de Eike pelo BNDES. Ele se refere "à possível sobreposição de medidas de apoio do banco ao grupo LLX", citando a compra de ações e empréstimos concedidos pelo BNDES à empresa, aparentemente para o mesmo fim.

"Tais informações levam-nos a (...) indagar sobre possíveis prejuízos ao princípio constitucional da impessoalidade na concessão das medidas de apoio à sociedade empresária", afirma.

A LLX nega qualquer tipo de favorecimento. Segundo a empresa, os acionistas tinham interesse em adquirir todas as ações ofertadas, mas o banco teria colocado a subscrição das ações como condição para a concessão de novos empréstimos:

"O BNDES nos procurou e pediu para participar da operação. Era o pior momento possível para fazer a capitalização. O BNDES colocou a capitalização como condição para financiar projetos da empresa. Cedemos o direito de preferência sob a condição de recompra de 50% pelo valor original".

O BNDES defendeu que a operação proporcionou "um lucro significativo para o Sistema BNDES".

"Cabe ressaltar que os acionistas da LLX cederam gratuitamente à BNDESPar seu direito de prioridade na subscrição das ações no aumento de capital da companhia. Em contrapartida, a BNDESPar cedeu a opção de compra sobre 50% dos papéis adquiridos, permitindo que o banco recebesse remuneração de IPCA, mais 15% ao ano, além de prêmio adicional de 20%, em aproximadamente quatro meses, resultando em cerca de 27% de retorno no período, sobre metade do investimento".

Regina Alvarez O Globo