"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

outubro 28, 2014

POIS É ! EM ELEIÇÃO QUE O TERRORISMO ELEITORAL/DIFAMAÇÃO/CALÚNIA/MENTIRA/USO DA MÁQUINA "GANHÔ"... Banqueiros, esperança e estelionato eleitoral.

Os jornais trazem uma lista de nomes possíveis para o ministério da fazenda, o que era esperado dado que o atual ministro da fazenda já foi demitido pela sua chefe atual, a presidente Dilma, e pelo seu ex-chefe, o ex-presidente Lula, e está em vias de se matricular, por sugestão da presidente Dilma, no PRONATEC.

O interessante da lista que circula nos jornais hoje são os nomes de banqueiros. Segundo o jornal Valor Econômico, o ex-presidente Lula fez três indicações para o cargo de ministro da fazenda: 
(1) Luiz Carlos Trabuco, presidente do Bradesco, 
(2) Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central, 
e (3) Nelson Barbosa, ex-secretário-executivo do Ministério da Fazenda.

O que se pode falar dos três nomes acima? 
Todos são competentes e estão à altura do cargo. 
Mas há um problema para os simpatizantes do PT explicarem: 
os três representam um grande estelionato eleitoral.

Trabuco e Meirelles fazem parte do seleto grupo que, nas propagandas do PT, fumava charuto e ria sobre a proposta de independência do Banco Central, enquanto a comida desaparecia da mesa dos mais pobres. Será interessante ver a presidente nomear qualquer um dos dois que são banqueiros e têm carreira como altos executivos de instituições financeiras privadas.

A terceira opção, Nelson Barbosa, não é banqueiro e participou do governo Dilma como o secretário executivo do Ministério da Fazenda até 2013. Dos três nomes acima seria o único que poderia obedecer a presidente Dilma. Os outros dois são ricos e não se curvariam a vontade da presidente eleita. 
Mas aqui há outro problema.

Nelson, desde que saiu do Ministério da Fazenda, tem sido muito claro nas suas palestras sobre o que o próximo governo, que agora sabemos que é o atual, deverá fazer para recuperar o superávit primário. Na lista entram aumento da TJLP, redução dos empréstimos do Tesouro para bancos púbicos, extinção ou revisão do abono salarial, revisão do sistema de pensões, aumento da CIDE e IPI, etc.

Apesar de Nelson não ser banqueiro, o seu conjunto de políticas, em especial a redução dos empréstimos para bancos púbicos, aumento da TJLP, além da revisão do seguro desemprego e o fim do abono salarial, são sim medidas que são o oposto daquelas que a presidente prometeu ao longo da sua campanha. A presidenta sempre prometeu não apenas manter como ampliar os subsídios.

Infelizmente, os cenários possíveis não agradarão a todos. A nomeação de qualquer um dos candidatos acima representará uma forte guinada no discurso de campanha – um típico estelionato eleitoral. A campanha da presidente Dilma ficaria com a indesejada fama de ter enganado duplamente o seus eleitores – enganou quando não discutiu as reformas que faria e enganou quando demonizou os candidatos de oposição quando os mesmos mostravam a necessidade de ajustes.

O outro cenário, a nomeação de alguém muito próximo a presidente Dilma, como o governador da Bahia Jacques Wagner para ministro da fazenda, teria o fato positivo de ir ao encontro da sua propaganda eleitoral, mas o fato negativo que não acalmaria o mercado e poderia acelerar o nosso rebaixamento pelas agências de risco e problemas adicionais como inflação elevada, juros altos, etc. A não ser que Jacques Wagner montasse um “dream team” econômico na linha do que fez o ex-ministro Antônio Palocci no primeiro governo Lula. Mas neste caso o ministro seria da casa, mas os formuladores da politica econômica de fora. Novamente, estelionato eleitoral.

Pode parecer paradoxal, mas a única forma de o segundo governo Dilma começar bem é se houver um claro estelionato eleitoral e todos nós soubermos que o ex-presidente Lula terá mais influência do que realmente teve no primeiro mandato da presidente Dilma. 

Mas e o estelionato eleitoral? 
Se a economia se recuperar e o Brasil voltar a crescer, os eleitores esquecerão rapidinho o estelionato eleitoral, mas não a oposição.


outubro 27, 2014

O comunismo real

Nos dicionários e na cabeça do povinho semi-analfabeto das universidades, a diferença entre capitalismo e comunismo é a de um “modo de produção”, ou, mais especificamente, a da “propriedade dos meios de produção”, privada num caso, pública no outro. 

Mas isso é a autodefinição que o comunismo dá a si mesmo: 
é um slogan ideológico, um símbolo aglutinador da militância, não uma definição objetiva. Se até os adversários do comunismo a aceitam, isto só prova que se deixaram dominar mentalmente por aqueles que os odeiam – e esse domínio é precisamente aquilo que, no vocabulário da estratégia comunista, se chama “hegemonia”.

Objetivamente, a estatização completa dos meios de produção nunca existiu nem nunca existirá: 
ela é uma impossibilidade econômica pura e simples. 
Ludwig von Mises já demonstrou isso em 1921 e, após umas débeis esperneadas, os comunistas desistiram de tentar contestá-lo: 
sabiam e sabem que ele tinha razão.

Em todos os regimes comunistas do mundo, uma parcela considerável da economia sempre se conservou nas mãos de investidores privados. De início, clandestinamente, sob as vistas grossas de um governo consciente de que a economia não sobreviveria sem isso. Mais tarde, declarada e oficialmente, sob o nome de “perestroika” ou qualquer outro. Tudo indica que a participação do capital privado na economia chegou mesmo a ser maior em alguns regimes comunistas do que em várias nações tidas como “capitalistas”.

Isso mostra, com a maior clareza possível, que o comunismo não é um modo de produção, não é um sistema de propriedade dos meios de produção. 
É um movimento político que tem um objetivo totalmente diferente e ao qual o símbolo “propriedade pública dos meios de produção” serve apenas de pretexto hipnótico para controle das massas: 
é a cenoura que atrai o burro para cá e para lá, sem que ele jamais chegue ou possa chegar ao prometidíssimo e inviabilíssimo “modo de produção comunista”.

No entanto, se deixaram a iniciativa privada à solta, por saber que a economia é por natureza a parte mais incontrolável da vida social, todos os governos comunistas de todos os continentes fizeram o possível e o impossível para controlar o que fosse controlável, o que não dependesse de casualidades imprevisíveis mas do funcionamento de uns poucos canais de ação diretamente acessíveis à intervenção governamental.

Esses canais eram: 
os partidos e movimentos políticos, a mídia, a educação popular, a religião e as instituições de cultura. Dominando um número limitado de organizações e grupos, o governo comunista podia assim controlar diretamente a política e o comportamento de toda a sociedade civil, sem a menor necessidade de exercer um impossível controle igualmente draconiano sobre a produção, a distribuição e o comércio de bens e serviços.

Essa é a definição real do comunismo: 
controle efetivo e total da sociedade civil e política, sob o pretexto de um “modo de produção” cujo advento continuará e terá de continuar sendo adiado pelos séculos dos séculos.

A prática real do comunismo traz consigo o total desmentido do princípio básico que lhe dá fundamento teórico: 
o princípio de que a política, a cultura e a vida social em geral dependem do “modo de produção”. Se dependessem, um governo comunista não poderia sobreviver por muito tempo sem estatizar por completo a propriedade dos meios de produção. Bem ao contrário, o comunismo só tem sobrevivido, e sobrevive ainda, da sua capacidade de adiar indefinidamente o cumprimento dessa promessa absurda. Esta, portanto, não é a sua essência nem a sua definição: 
é o falso pretexto de que ele se utiliza para controlar ditatorialmente a sociedade.

Trair suas promessas não é, portanto, um “desvio” do programa comunista: 
é a sua essência, a sua natureza permanente, a condição mesma da sua subsistência.

Compreensivelmente, é esse mesmo caráter dúplice e escorregadio que lhe permite ludibriar não somente a massa de seus adeptos e militantes, mas até seus inimigos declarados: 
os empresários capitalistas. 

Tão logo estes se deixam persuadir do preceito marxista de que o modo de produção determina o curso da vida social e política (e é quase impossível que não acabem se convencendo disso, dado que a economia é a sua esfera de ação própria e o foco maior dos seus interesses), a conclusão que tiram daí é que, enquanto estiver garantida uma certa margem de ação para a iniciativa privada, o comunismo continuará sendo uma ameaça vaga, distante e até puramente imaginária. 

Enquanto isso, vão deixando o governo comunista ir invadindo e dominando áreas cada vez mais amplas da sociedade civil e da política, até chegar-se ao ponto em que a única liberdade que resta – para uns poucos, decerto – é a de ganhar dinheiro. Com a condição de que sejam bons meninos e não usem o dinheiro como meio para conquistar outras liberdades.

Ao primeiro sinal de que um empresário, confiado no dinheiro, se atreve a ter suas próprias opiniões, ou a deixar que seus empregados as tenham, o governo trata de fazê-lo lembrar que não passa do beneficiário provisório de uma concessão estatal que pode ser revogada a qualquer momento. 
O sr. Silvio Santos é o enésimo a receber esse recado.

É assim que um governo comunista vai dominando tudo em torno, sem que ninguém deseje admitir que já está vivendo sob uma ditadura comunista. 
Por trás, os comunistas mais experientes riem:
“Ha! Ha! Esses idiotas pensam que o que queremos é controlar a economia! 
O que queremos é controlar seus cérebros, seus corações, suas vidas.”

E já controlam.

Olavo de Carvalho é ensaísta, jornalista e professor de Filosofia

Resistir, a Favor do Brasil - " Refresco, ela não vai ter."

MATRIX

O Brasil tem agora um líder como há muito não tinha. 50 milhões de eleitores delegaram a Aécio a missão de fiscalizar o governo, resistir aos ataques e impedir retrocessos

Aécio Neves obteve ontem 51.041.155 votos. 
Foi o preferido de 48,36% dos brasileiros que foram às urnas escolher o presidente que governará o Brasil pelos próximos quatro anos. Sai desta eleição como o maior líder que a oposição teve desde a eleição de Fernando Henrique Cardoso.

A candidatura tucana sagrou-se vencedora em 11 estados - Acre, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e São Paulo - e no Distrito Federal. Ampliou, portanto, as conquistas do primeiro turno, quando vencera em 10 unidades da Federação.

Aécio também foi o mais votado em 2.040 municípios brasileiros - 279 a mais que no primeiro turno. Venceu em 7 das 12 cidades com mais de 900 mil eleitores e também superou a presidente reeleita Dilma Rousseff nas cidades grandes (venceu em 46 das 77) e médias (foi o mais votado em 100 das 179).

Em todas as dimensões, este foi o melhor desempenho de um candidato tucano desde que o PT venceu as eleições presidenciais pela primeira vez, em 2002. Os expressivos resultados de Aécio se somam à excelente votação do PSDB para o Congresso e à robusta frente de governos estaduais tucanos, com cinco governadores eleitos - quatro dos quais reeleitos.

A candidatura tucana chega ao fim desta eleição com nitidez programática e ideológica como há muito não se via. Os eleitores enxergaram em Aécio a liderança que personifica os valores que acreditam, os anseios que alimentam e a mudança que defendem, em favor de um país melhor, mais ético, mais equilibrado e justo. 

Aécio perdeu a eleição, mas o Brasil ganhou uma liderança como há muito não tinha. Os mais de 50 milhões de brasileiros que o escolheram o queriam no Palácio do Planalto, mas lhe incumbiram de uma missão: comandar a fiscalização ao governo reeleito, resistir aos ataques à democracia e aos preceitos republicamos do PT e impedir novos retrocessos.

Aécio e o PSDB saem desta eleição muito maiores do que entraram. Têm um mandato claro delegado pelos milhões de brasileiros que os escolheram: opor-se todos os dias, desde o primeiro dia, ao governo que ora conquistou novo período de governo. Os brasileiros não desistirão do Brasil.

À presidente reeleita, cabe consertar os estragos que impôs ao país nos últimos anos, superar a divisão que estabeleceu entre os brasileiros a fim de novamente triunfar nas urnas e recolocar o Brasil nos trilhos. Para o bem dos brasileiros, resta torcer para que Dilma Rousseff não seja a Dilma Rousseff que conhecemos nos últimos anos e que se mostrou ainda menos digna na campanha eleitoral que ora termina. Refresco, ela não vai ter.

Este e outros textos analíticos sobre a conjuntura política e econômica estão disponíveis na página do Instituto Teotônio Vilela

POVO "ASSISTIDO" SERÁ SEMPRE RESPONSÁVEL PELO USO ABJETO DA MISÉRIA E INSTITUCIONALIZAÇÃO DA POBREZA. E MINHA MINAS 14,40% SEM O ESPÍRITO PATRIÓTICO, UMA DECEPÇÃO DOÍDA.


UM TEMPO PESSOAL PARA REFLEXÃO.

outubro 24, 2014

A resposta oficial de VEJA às agressões da candidata-presidente Dilma


Sobre a fala da presidente no horário eleitoral

A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição, ocupou parte de seu horário eleitoral para criticar VEJA, em especial a reportagem de capa desta semana. Em respeito aos nossos leitores, VEJA considera essencial fazer as seguintes correções e considerações:

1) Antecipar a publicação da revista às vésperas de eleições presidenciais não é exceção. Em quatro das últimas cinco eleições presidenciais, VEJA circulou antecipadamente, no primeiro turno ou no segundo.

2) Os fatos narrados na reportagem de capa desta semana ocorreram na terça-feira. Nossa apuração sobre eles começou na própria terça-feira, mas só atingiu o grau de certeza e a clareza necessária para publicação na tarde de quinta-feira passada.

3) A presidente centrou suas críticas no mensageiro, quando, na verdade, o cerne do problema foi produzido pelos fatos degradantes ocorridos na Petrobras nesse governo e no de seu antecessor.

4) Os fatos são teimosos e não escolhem a hora de acontecer. Eles seriam os mesmos se VEJA os tivesse publicado antes ou depois das eleições.

5) Parece evidente que o corolário de ver nos fatos narrados por VEJA um efeito eleitoral por terem vindo a público antes das eleições é reconhecer que temeridade mesmo seria tê-los escondido até o fechamento das urnas.

6) VEJA reconhece que a presidente Dilma é, como ela disse, “uma defensora intransigente da liberdade de imprensa” e espera que essa sua qualidade de estadista não seja abalada quando aquela liberdade permite a revelação de fatos que lhe possam ser pessoal ou eleitoralmente prejudiciais.

Transcrito de Reinaldo Azevedo/Veja

DEFINITIVAMENTE : AGORA É AÉCIO


É hora de iniciar uma nova era de prosperidade, com rigor e segurança, respeito à democracia, devoção à ética e, sobretudo, aos brasileiros. Hora de unir novamente o Brasil

Daqui a dois dias, 141 milhões de brasileiros irão novamente às urnas para decidir quem será o novo presidente do Brasil. No primeiro turno, mais da metade dos eleitores escolheram Aécio Neves e Marina Silva e votaram pela mudança. Votaram por um projeto claro, por um novo país, mais justo, mais fraterno, mais unido e desenvolvido.

Esses milhões de brasileiros também votaram contra os desmandos e desgovernos da atual gestão. Foram às urnas contra a política intervencionista da atual presidente, cujo resultado catastrófico está explícito na economia, ora em recessão, e contra o projeto de poder de um partido que não hesita em subordinar instituições do Estado a interesses eleitoreiros.

Ainda mais importante: 
esses milhões de brasileiros votaram a favor de um candidato com um plano de governo consistente. Além de contar com quadros técnicos comprovadamente competentes, a candidatura tucana tem as melhores ideias para fazer o país avançar. Aécio Neves é o caminho seguro para o Brasil mudar de verdade.

Mudar de verdade é fazer as reformas estruturais que o país tanto precisa para retomar os trilhos do desenvolvimento, com crescimento sustentável e inflação controlada; é oferecer aos cidadãos serviços públicos de melhor qualidade e cuidar de quem mais precisa; é combater o desperdício e o inchaço da máquina pública. É governar com competência.

Mudar de verdade é premiar o mérito e valorizar o esforço individual; é oferecer igualdade de oportunidades e mais transparência; é garantir mais saúde, segurança, educação e levar desenvolvimento a todas as regiões do país. É governar para todos.

Mudar de verdade é colocar o interesse nacional acima das conveniências partidárias ou pessoais; é não compactuar com o malfeito e deplorar a corrupção; é valorizar permanentemente as instituições democráticas, a liberdade e a solidariedade. É governar com ética.

Para além de suas virtudes de liderança, o Brasil, mais que nunca, precisa da habilidade conciliadora e da força transformadora de Aécio Neves. A partir de 1º de janeiro, o novo presidente terá como missão a necessidade de voltar a unir um país cindido pelo discurso raivoso e irresponsável que, a cada eleição, tenta dividir o Brasil entre "nós e eles", "Norte e Sul", "ricos e pobres". Os brasileiros sabem que na construção de uma nação forte não há espaço para esse tipo de retórica rasa, apelativa, destrutiva. É preciso união.

Após 12 anos de PT no poder, a candidatura tucana está pronta para resgatar o Brasil de uma sequência de gestões ruins. Neste momento, os eleitores ávidos por mudanças unem-se em busca da superação do ciclo fracassado do atual governo. É hora de iniciar uma nova era de prosperidade, com transparência e segurança, respeito à democracia, devoção à ética e, sobretudo, aos brasileiros.
 É hora de unir novamente o Brasil
É hora de Aécio.


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BRASIL REAL 24/OUTUBRO/2014

ENQUANTO A GERENTONA 1,99 DOS RECORDES NEGATIVOS DO CACHACEIRO TÁ NA "GANDAIA" : NO brasil maravilha dos VELHACOS... Déficit das contas externas quase triplica e chega a US$ 7,9 bi, maior desde 1947

Nem mesmo a alta de quase 10% do dólar – que poderia impulsionar as exportações e frear os gastos – fez com que o Brasil não registrasse o pior rombo nas contas externas em setembro. Muito pelo contrário. O déficit cresceu nada menos que 186% em relação ao mesmo período do ano passado. 

O resultado de todas as trocas de serviços e comércio com o restante do mundo ficou negativo em US$ 7,9 bilhões: 
o maior desde 1947, quando o BC começou a registrar os dados. 
O rombo acumulado nos últimos 12 meses representa 3,7% do Produto Interno Bruto (PIB). É a pior relação desde fevereiro de 2002

O déficit de setembro veio muito acima do previsto pelo BC. A aposta da autarquia era de um resultado negativo de US$ 6,7 bilhões. Essa disparada do rombo das contas externas foi provocada pelo déficit da balança comercial em setembro de US$ 940 milhões. O país ainda gastou US$ 4,7 bilhões em serviços. Praticamente a metade disso é de gastos com viagens internacionais.

Apesar do dólar mais caro, o brasileiro bateu novamente um recorde de despesas em viagens ao exterior. Só em setembro, o turista deixou US$ 2,4 bilhões lá fora: nunca o Banco Central registrou uma gastança desse tamanho nesse mês. É ainda o segundo maior gasto para qualquer mês. Só perde para julho, período de férias escolares.

— Houve uma redução da corrente de comércio tanto das exportações quanto das importações. Agora, em setembro, houve queda maior das exportações. A gente pode atribuir isso a perda de preços de itens importantes da nossa pauta — explicou o chefe do departamento econômico do BC, Túlio Maciel.

No ano, as chamadas transações correntes acumulam um rombo de US$ 62 bilhões. É outro recorde. Em outubro, deve ser registrado um novo déficit de 6,6 bilhões, segundo a projeção do BC. Mesmo com a sequência de dados negativos, o Banco Central repete que não há preocupação em relação à situação das contas externas brasileiras.

— O fundamental aqui é olhar as condições de financiamento. E essas condições estão confortáveis — garantiu Maciel.

Ele refere-se aos investimentos que chegam no país. 
Apesar de estar mais dependente de capitais especulativos, o Brasil recebe uma boa quantidade de recursos de boa qualidade. E em setembro, houve surpresa positiva: os investimentos estrangeiros diretos, aqueles que chegam para ampliar a capacidade de produção das fábricas, foram de US$ 4,2 bilhões.
 A expectativa do BC era de uma entrada de US$ 3 bilhões.

Gabriela Valente/O Globo

outubro 23, 2014

PARA REGISTRO ! ENFIM OS BUNDÕES À DESCOBERTO DA DELINQUENTE DE RAPINA E DO CACHACEIRO VIGARISTA DEDO DURO : OS SALAFRÁRIOS SABIAM DA ROUBALHEIRA NA PETROBRAS, DIZ YOUSSEF. SE FOR VERDADE, É MATÉRIA DE IMPEACHMENT SE ELA FOR REELEITA.

Aquilo que os petistas tanto temiam desde o começo aconteceu: a operação Lava Jato bateu em Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República, e em Dilma Roussef, Eles sabiam da roubalheira vigente na Petrobras. É o que o doleiro Alberto Youssef assegurou à Polícia Federal e ao Ministério Público no curso do processo de delação premiada. Está na capa da VEJA, que começa a circular daqui a pouco. 

Eu poderia engatar aqui aquela máxima de Carlos Lacerda sobre Getúlio Vargas, só para excitar a imaginação de Lula, trocando a personagem. Ficaria assim: “A Sra. Dilma Rousseff não deve ser eleita. Eleita não deve tomar posse. Empossada, devemos recorrer à revolução para impedi-la de governar.”

Mas aqueles eram tempos em que as pessoas prezavam muito pouco as instituições, a exemplo de certos partidos que estão por aí. Eu não! Eu prezo a lei e a ordem. Eu prezo a Constituição do meu país. Eu prezo os Poderes constituídos.

Se as acusações de Youssef se confirmarem, é claro que Dilma Rousseff tem de ser impedida de governar caso venha a ser reeleita, mas em razão de um processo de impeachment, regulado pela Lei 1.079, que estabelece:

Art. 2º Os crimes definidos nesta lei, ainda quando simplesmente tentados, são passíveis da pena de perda do cargo, com inabilitação, até cinco anos, para o exercício de qualquer função pública, imposta pelo Senado Federal nos processos contra o Presidente da República ou Ministros de Estado, contra os Ministros do Supremo Tribunal Federal ou contra o Procurador Geral da República.

E o texto legal estabelece os crimes que resultam em perda de mandato. Entre eles, estão:
- atuar contra a guarda e o legal emprego dos dinheiros públicos;
- não tornar efetiva a responsabilidade dos seus subordinados, quando manifesta em delitos funcionais ou na prática de atos contrários à Constituição;
- proceder de modo incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo;

Se é como diz Youssef — e lembro que ele está sob delação premiada; logo, se mentir, pode se complicar muito — , pode-se afirmar, de saída, que Dilma cometeu, quando menos, essas três infrações, sem prejuízo de outras.

Trecho do diálogo de Youssef com o juiz:
— O Planalto sabia de tudo!
— Mas quem no Planalto?, perguntou o delegado.
— Lula e Dilma, respondeu o doleiro.

Se Dilma for reeleita e se for verdade o que diz o doleiro, DEVEMOS RECORRER ÀS LEIS DA DEMOCRACIA — não a revoluções e a golpes — para impedir que governe. Afinal, nós estamos em 2014, não em 1954.

BRASIL REAL SEM O MARQUETINGUE DOS VELHACOS E CANALHAS! NO brasil CAMISINHA maravilha DOS FARSANTES : Desemprego menor em setembro não reflete a realidade, avaliam analistas

A queda na taxa de desemprego, de 5% para 4,9%, entre agosto e setembro, não significa que o mercado de trabalho brasileiro esteja saudável. Segundo o sócio da Canepa Asset Management, Alexandre Póvoa, a variação não passa de um efeito estatístico, influenciado pelo aumento da inatividade.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta manhã de quinta-feira, o número de inativos subiu 3,7% em relação a setembro de 2013. Cerca de 690 mil pessoas entraram na inatividade neste período. No total, 19,2 milhões de brasileiros, nas seis regiões metropolitanas pesquisadas, compõem a população não economicamente ativa. São inativas as pessoas que não têm trabalho e não tomaram nenhuma providência para encontrá-lo porque não têm interesse em trabalhar. Entram ainda na conta aposentados que deixaram de trabalhar e pessoas incapacitadas.

"A taxa de desemprego está em um ponto de inflexão e deve começar a piorar gradativamente, o que será mais visível em 2016", comenta Póvoa, da Canepa. Ele aponta que a indústria demitiu 59 mil pessoas em setembro, mostrando uma fragilidade muito grande. O setor de serviços, o grande empregador do país, também começa a fraquejar. Os serviços prestados a empresas, por exemplo, tiveram aumento de apenas 0,2% no contingente de trabalhadores de agosto para setembro. A expectativa do economista é que logo aparecerão o efeito do desemprego nos serviços

A estabilidade da massa de renda real habitual dos ocupados (48,4 bilhões de reais) em setembro ante agosto mostra ainda que muitas empresas estão já chegando no limite da manutenção de sua base de funcionários. Vladimir Caramaschi, estrategista-chefe do Crédit Agricole Brasil, explica que, com as demissões vistas em alguns setores e a massa real estável, o número de vagas diminuiu e a população economicamente ativa também diminuiu.

Os dados dessazonalizados (sem interferências temporárias) do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) já apontam para uma forte queda na criação de empregos. Em setembro, o Brasil abriu 123.785 vagas formais de trabalho - o pior resultado para o mês desde 2001. O resultado corresponde à diferença entre 1.770.429 admissões e 1.646.644 desligamentos. 

"Uma hora isso deve se refletir nos números do IBGE", segundo Póvoa, da Canepa. "Em algum momento o denominador (número de pessoas procurando emprego) vai se estabilizar e o desemprego vai subir". A população economicamente ativa, formada por quem está empregado ou à procura de uma colocação no mercado (24,3 milhões de pessoas), recuou 1% em setembro deste ano na comparação com o mesmo mês de 2013.

Assim, os economistas acreditam que a ligeira desaceleração da taxa de desemprego em setembro nas seis regiões metropolitanas do país é reflexo apenas de efeitos estatísticos e não indica que o mercado de trabalho esteja aquecido. "Isso não é sinal de força de trabalho", afirmou Caramaschi, do Crédit Agricole.

Segundo o IBGE, a taxa de desemprego de setembro é a menor para o mês desde 2002. Para Caramaschi, o debate sobre o motivo do arrefecimento do nível do desemprego é amplo, mas pode ter algum reflexo dos programas sociais, que acaba por permitir que a pessoa tenha condições de se dedicar aos estudos, por exemplo. "É uma discussão em aberto, mas o que podemos perceber." 

O fechamento de vagas indica que a atividade econômica do país está mais fraca e acaba batendo no emprego. Para os especialistas, esse cenário não deve ser revertido tão cedo. "Independentemente de quem vença a eleição, alguns ajustes macroeconômicos terão de ser feitos no ano que vem e que possivelmente não devem trazer benefícios ao mercado de trabalho", finalizou Caramaschi.

Veja.com
(Com Estadão Conteúdo)

ENQUANTO ISSO NO JEITO DA ENGANAÇÃO PETRALHA DE "GUVERNÁ"... O QUE A GERENTONA 1,99 DESAVERGONHADA DO CACHACEIRO VIGARISTA TANTO ESCONDE?


Adiar ou manipular dados oficiais, subordinando descaradamente instituições de Estado a interesses de governo, tornou-se ação recorrente de governos do PT. É uma mistura indigesta de censura, falta de transparência e desrespeito aos cidadãos. O que a administração Dilma tanto esconde?

Por receio de que números negativos possam atrapalhar a campanha de Dilma Rousseff, o governo federal engavetou a divulgação de indicadores sobre economia e educação, informa hoje a Folha de S.Paulo. A prática tem se tornado recorrente: o que é ruim, o governo esconde. De preferência, até depois das eleições.

Depois de retardar a divulgação do Ideb relativo a 2013, com óbvia intenção de ocultar que Minas continua tendo o melhor ensino fundamental do país, o governo petista agora atrasa a publicação do desempenho dos alunos em português e matemática, que normalmente é apresentado até o mês de agosto. Já a divulgação de índices sobre o desmatamento da Amazônia, cujos números são divulgados todos os meses, foi postergada para novembro.

A censura do governo do PT às estatísticas também atinge dados econômicos. A previsão é de que o resultado da arrecadação de tributos de setembro, que não deve vir favorável ao governo, seja divulgado somente depois das eleições de domingo. Tradicionalmente os números mensais vêm a público até dia 25 de cada mês.

O Ipea também sofre com a excessiva ingerência do Planalto. Na semana passada, em decisão inédita, o órgão simplesmente proibiu a publicação de estudo sobre a evolução do número de miseráveis no país. Em resposta, um diretor do órgão pediu exoneração.

Não se trata da primeira pesquisa engavetada pelo Ipea. Em setembro, o órgão havia barrado a divulgação de estudo que mostrava o crescimento da concentração de renda no país desde 2006.

Há algumas semanas, funcionários do IBGE entraram em pé de guerra com o governo porque viram suas pesquisas serem cerceadas depois que os primeiros resultados da nova Pnad Contínua mostraram um retrato do desemprego mais feio do que o discurso oficial pinta. A pesquisa chegou a ser suspensa - depois o governo recuou.

O Brasil está às vésperas de eleger o governo que comandará o país pelos próximos quatro anos. Numa atitude inédita, a candidata oficial sequer apresentou seu programa de governo, embora prometa "novas ideias". Na realidade, oferece ao país um salto no escuro.

Ninguém sabe ao certo quais rumos Dilma Rousseff pretende dar ao país, se reeleita. Do jeito que as coisas andam, não dá sequer para saber como está o país hoje. O que é certo é que, com o PT, a censura a tudo que não seja favorável ao governo tornou-se a tônica, um tempo de muitas trevas e poucas luzes.


Este e outros textos analíticos sobre a conjuntura política e econômica estão disponíveis na página do Instituto Teotônio Vilela
O que Dilma tanto esconde?