"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

janeiro 14, 2013

JUSTIÇA SEJA FEITA! "ELA" TÁ MUDANDO O brasil. BRASIL REAL : Projeção de inflação em 2013 sobe pela segunda semana consecutiva


A projeção de inflação medida pelo IPCA para 2013 subiu pela segunda semana consecutiva, de 5,49% para 5,53%, de acordo com a pesquisa Focus divulgada na manhã desta segunda-feira pelo Banco Central. Há quatro semanas, a estimativa estava em 5,42%. Para 2014, a projeção segue em 5,50% há nove semanas.

A projeção de alta da inflação para os próximos 12 meses subiu de 5,52% para 5,53%, conforme a projeção suavizada para o IPCA. Há quatro semanas, estava em 5,46%. Nas estimativas do grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções, o chamado Top 5 da pesquisa Focus, a previsão para o IPCA em 2013 no cenário de médio prazo subiu de 5,52% para 5,73%.

 Para 2014, a previsão dos cinco analistas passou de 5,25% para 5,85%. Há um mês, o grupo apostava em altas de 5,57% e de 5,25% para cada ano, respectivamente.

Entre todos os analistas ouvidos pelo BC, a mediana das estimativas para o IPCA em janeiro de 2013 subiu de 0,75% para 0,78%, acima do 0,69% previsto há um mês. Para fevereiro de 2013, passou de 0,41% para 0,45%. Há quatro semanas, estava em 0,43%.

PIB

A previsão de crescimento da economia brasileira em 2013 recuou de 3,26% para 3,20% na pesquisa Focus. Para 2014, a estimativa de expansão caiu de 3,75% para 3,60%. Há quatro semanas, as projeções eram, respectivamente, de 3,40% e 3,81%.

A projeção para o desempenho do setor industrial em 2013 passou de 3,00% para 3,24%. Para 2014, economistas preveem avanço industrial de 3,90%, acima da projeção de 3,75% da pesquisa anterior. Um mês antes, a Focus apontava estimativa de expansão de 3,70% para 2013 e de 3,75% em 2014 para o setor.

Analistas mantiveram ainda a previsão para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB em 2013 em 34%. Para 2014, a projeção segue em 33%. Há quatro semanas, as projeções eram as mesmas para esses dois anos.

Selic

Os economistas mantiveram a previsão de que a taxa básica de juros (Selic) seguirá inalterada na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) desta semana, em 7,25% ao ano.

Esperam ainda que os juros encerrem 2013 no patamar atual, de 7,25% ao ano. Para o fim de 2014, a mediana das projeções segue em 8,25% ao ano há três semanas. Quatro semanas antes, estava em 8,50%.

A projeção para Selic média em 2013 segue em 7,25% ao ano. Para 2014, recuou de 8,38% para 8,35% ao ano, ante 8,50% há quatro semanas.

Câmbio

A projeção para a taxa de câmbio no final de 2013 recuou nas estimativas dos analistas consultados na última pesquisa Focus. Para o fim deste ano, a mediana das projeções passou de R$ 2,08, mesmo valor projetado quatro semanas antes, para R$ 2,07. Para o fim de 2014, segue em R$ 2,05.

Na mesma pesquisa, o mercado financeiro reduziu a previsão de taxa média de câmbio de R$ 2,07 para R$ 2,06 em 2013. Para 2014, caiu de R$ 2,05 para R$ 2,04. Há um mês, a pesquisa apontava que a expectativa de dólar médio estava em R$ 2,08 neste ano e R$ 2,03 no próximo.

A mediana das projeções para o câmbio dos analistas do Top 5 médio prazo para o fechamento de 2013 caiu de R$ 2,12 para R$ 2,06. Para 2014, recuou de R$ 2,10 para 2,07.

IGP-DI

A projeção para o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) em 2013 subiu de 5,37% para 5,39%.

Para o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que corrige a maioria dos contratos de aluguel, a expectativa passou de 5,31% para 5,35%. Quatro semanas atrás, o mercado previa altas de 5,27% para o IGP-DI e de 5,29% para o IGP-M.

Para 2014, a projeção para o IGP-DI segue em 5% há 23 semanas. Para o IGP-M, segue há 13 semanas também em 5%.

A pesquisa também mostrou que a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em 2013 caiu de 4,88% para 4,86%. Há um mês, a expectativa dos analistas era de alta de 4,95% para o índice que mede a inflação ao consumidor em São Paulo. Para 2014, segue em 5% há cinco semanas.

Economistas elevaram ainda a estimativa para o aumento do conjunto dos preços administrados - as tarifas públicas - para 2013 de 3,30% para 3,34%. Para 2014, a projeção caiu de 4,50% para 4,35%. Há quatro semanas, as projeções eram de, respectivamente, 3,50% e 4,50%.

Déficit

O mercado financeiro elevou a previsão de déficit em transações correntes em 2013. Pesquisa semanal Focus mostra que a mediana das expectativas de saldo negativo na conta corrente este ano subiu de US$ 62,10 bilhões para US$ 63,05 bilhões. Há um mês, estava em US$ 65,00 bilhões. Para 2014, a previsão de déficit nas contas externas segue em US$ 70 bilhões há 18 semanas.

Na mesma pesquisa, economistas elevaram a estimativa de superávit comercial em 2013 de US$ 15,00 bilhões para US$ 15,43 bilhões. Quatro semanas antes, estava em US$ 15,60 bilhões. Para 2014, segue em US$ 15,00 bilhões. Há quatro semanas, essa estimativa estava em US$ 16,00 bilhões.

A pesquisa mostrou ainda que as estimativas para o ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED), aquele voltado ao setor produtivo, foi mantida em US$ 60,00 bilhões para 2013 e para 2014, mesmos valores de quatro semanas atrás.

EDUARDO CUCOLO

UM TAL "BANHO DE REALIDADE" . NO brasil maravilha dos FARSANTES : 'Berço' do Fome Zero não muda com programas sociais.

As gêmeas Raíssa e Raiane Chaves tinham apenas 4 anos quando foram levadas ao colo do recém-empossado presidente Luiz Inácio Lula da Silva quando ele anunciou, há dez anos, a construção de uma ponte para ligar as duas partes do município de Itinga, no Vale do Jequitinhonha, norte de Minas Gerais. 

Hoje, ao atravessarem a ponte, elas comemoram o cumprimento da promessa - pois já podem ir até o centro da cidade sem arriscar a vida nas pequenas canoas usadas para a travessia. Ao mesmo tempo, no entanto, notam que pouca coisa mudou à sua volta.

Difícil não pensar naquela ponte como um símbolo de uma década das políticas de combate à miséria dos governos Lula e Dilma Rousseff, que ampliaram os benefícios de transferência de renda à maioria das famílias mais necessitadas, garantindo alívio imediato, mas que ao mesmo tempo ainda não aumentou as oportunidades de inclusão social dos beneficiados. 

Como o Estado mostrou ontem, um estudo encomendado pela Christian Aid, instituição de igrejas protestantes do Reino Unido e da Irlanda que financia organizações não governamentais empenhadas em combater a miséria, a desigualdade entre os mais ricos e os mais pobres no País ainda é uma das mais altas do mundo e a oportunidade de mobilidade social ainda é muito reduzida.

Com um dos mais baixos níveis no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) no País, Itinga, a 642 quilômetros de Belo Horizonte, foi um dos locais escolhidos por Lula para levar todo o seu ministério em 2003 para tomar um "banho de realidade", como definiu o então ministro da Casa Civil, José Dirceu. Ali, acompanhado do recém-eleito governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), Lula anunciou, além da construção da ponte, o início do programa Fome Zero. 

O programa acabou sendo lançado no mês seguinte em Guaribas, no Piauí.

Mas o benefício - mais tarde substituído pelo Bolsa Família - pouco mudou a vida do lugar. Com seus 14,4 mil habitantes, segundo o Censo do IBGE de 2010, a cidade tem 3.457 famílias inscritas no Cadastro Único do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, aptas a receber algum tipo de benefício. 

Desse total, 2.194 recebem o Bolsa Família, com benefício médio de R$ 158,43 em outubro do ano passado, mês em que o governo desembolsou R$ 347,6 mil com o programa no município.

Uma dessas famílias é a das gêmeas, chefiada pela mãe, a empregada doméstica Maria Cláudia Chaves. No seu trabalho ela ganha apenas R$ 150 mensais, renda que é complementada com os R$ 120 do Bolsa Família.

"Antes, a gente dependia da ajuda de vizinhos até para comer", lembra Raíssa. A menina observa que "um salário mínimo mudaria a vida" da família, mas nem mesmo as jovens enxergam perspectiva de um ganho desses na cidade. Hoje, elas estudam e dizem que frequentam assiduamente a escola - uma das exigências do programa -, mas garantem que não é apenas por causa do benefício. 

"Temos que estudar para ter um futuro melhor", pondera Raiane.

As duas fazem parte de um contingente de 3.107 pessoas matriculadas nas 31 escolas que funcionam na cidade. Apesar de serem parte expressiva da população, os estudantes são insuficientes para mudar o perfil educacional de Itinga. O Censo de 2000 apontou que 31,02% da população itinguense era analfabeta. 

Já o levantamento de 2010 mostrou que, das 11.949 pessoas com 10 anos ou mais, 8.767 (73,37%) não tinham nenhuma instrução ou só tinham o ensino fundamental incompleto.

Esse baixo nível de escolaridade se reflete na renda da população, segundo o secretário de Governo do município, Marcos Elias Neto. Em 2000, a renda per capita na cidade era de R$ 328,52. Hoje, esse valor caiu para R$ 314,81. "A prefeitura é a principal empregadora da cidade. E, quem estuda e tem condição, vai embora. Quem não tem condição, fica pelas ruas", observou.

Foi a falta de perspectiva que levou o motorista de ônibus Rogério Gusmão, de 46 anos, a trocar Itinga por São José dos Campos, em São Paulo. Hoje, ele vive entre São José e Recife, mas continua passando pela cidade natal, "apenas por causa dos amigos". 

Ele não tem como viver em Itinga:
 "A cidade não oferece nada. Só volto se for aposentado, para curtir a vida". 

Estadão

A REPÚBLICA É TORPE, LOGO, NA CASA DAS NULIDADES E POLITICALHA II... AS DIFERENTES " NECE$$IDADE$" DA POLITICALHA



Um gastou menos de R$ 20 mil; outro, mais de R$ 700 mil. 

A diferença entre as despesas dos deputados federais que fizeram o menor e o maior uso da cota destinada ao custeio da atividade parlamentar é de milhares de reais. Os três que mais colocaram a mão nos recursos referentes à verba indenizatória e às cotas postal, telefônica e de passagens aéreas gastaram, juntos, mais de R$ 2,3 milhões entre fevereiro de 2011 e dezembro de 2012. 

Já o trio que mais economizou, consumiu R$ 257 mil. No período, o contribuinte teve de pagar uma conta salgada de R$ 284,5 milhões para arcar com as despesas dos 513 deputados federais. E o valor ainda deve crescer, já que os parlamentares têm até 90 dias para pedir o reembolso dos gastos à Câmara.

O deputado Johnathan de Jesus (PRB-RR) foi o que mais usou a cota (R$ 778.665,55), seguido de perto por Paulo César Quartiero (DEM-RR) e Wellington Roberto (PR-PB). O parlamentar mais econômico foi Reguffe (PDT-DF), com despesa de R$ 19,4 mil. A segunda colocada foi Nice Lobão (PSD-MA) e o terceiro, Miro Teixeira (PDT-RJ).

O Correio tentou localizar os três mais gastadores: 
Johnathan de Jesus e Paulo César Quartiero não foram localizados. 

"Eu fui o terceiro que mais gastou do estado (da Paraíba) ou do Brasil?", perguntou Wellington Roberto ao ser informado sobre o levantamento. Quando soube que ficou no pódio geral, o deputado justificou os custos com o tamanho da base política.
"Temos 223 municípios. A coligação da qual faço parte elegeu mais de 50% dos prefeitos", disse Wellington Roberto, acrescentando que a maior parte das despesas feitas dizem respeito ao pagamento de pesquisas. "A maioria foi para saber como estão chegando os recursos que destinei aos municípios e o que o povo está achando. Faço pesquisas de três em três meses, seis em seis ou de mês em mês, depende da necessidade."

O deputado declarou que, apesar de não ter concorrido na eleição municipal do ano passado, apoiou candidatos a prefeito. Ele admite a possibilidade de ter solicitado pesquisas em algumas dessas cidades, mas negou ter feito uso eleitoral dos resultados. "Tenho que ter conhecimento da situação dos municípios. Estou fazendo um grande trabalho", comenta Wellington Roberto.

Segundo as normas da Câmara, os recursos da cota parlamentar podem ser usados para custear pesquisas socioeconômicas de auxílio a atividade parlamentar. O cientista político e professor da Universidade de Brasília (UnB) David Fleischer critica a flexibilidade.

 "Deveria haver uma regra que proibisse certos tipos de pesquisa", disse, referindo-se a sondagens que possam ser usadas para beneficiar candidatos em disputas eleitorais.

Com base em notas fiscais apresentadas pelos parlamentares nos pedidos de reembolso, o Correio mostrou, na edição de ontem, que o dinheiro que deveria ser usado exclusivamente para custear a atividade parlamentar também é usado para pagar despesas de campanha. Assis Melo (PCdoB-RS), por exemplo, encomendou pesquisa de opinião sobre a avaliação do eleitor de Caxias do Sul sobre seu desempenho. Meses depois, se lançou candidato na cidade — ele ficou em terceiro na disputa.

Primeiro secretário da Câmara, Eduardo Gomes (PSDB-TO) afirma que a Casa tem adotado medidas para reduzir a possibilidade de uso indevido da verba indenizatória, como a limitação do gasto mensal com combustível. "O ideal era que cada gabinete fosse equivalente a uma unidade orçamentária e cada deputado fosse uma espécie de prefeito."

Segundo Gomes, com a alteração, a fiscalização dos gastos ficaria a cargo de órgãos de controle externo à atividade da Câmara, como o Tribunal de Contas da União (TCU), evitando corporativismo. 

"Nesse modelo, o deputado teria de responder pelas irregularidades e sofreria punições.

JULIANA COLARES e AMANDA ALMEIDA Correio Braziliense

A REPÚBLICA É TORPE, LOGO, NA CASA DAS NULIDADES E POLITICALHA... Denúncias contra Alves expõem racha no PMDB. Candidato a presidir Câmara é acusado de enriquecimento ilícito


A sucessão de denúncias contra o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), surgidas no fim de semana, expõe um racha no partido, na avaliação de políticos peemedebistas, e é fruto de fogo amigo. Henrique Alves é candidato a presidir a Câmara dos Deputados a partir de fevereiro.

As denúncias, na avaliação desses peemedebistas, também agradariam ao PT e ao grupo palaciano, que enxergam na fritura de Henrique Alves a justificativa para romper o acordo de elegê-lo e lançar um nome próprio Arlindo Chinaglia (PT-SP) é o mais cotado para suceder a Marco Maia (PT-RS).

A denúncia que mais compromete Henrique Alves, publicada pelo jornal Folha de S.Paulo, revela que parte das emendas parlamentares do líder do PMDB beneficiou Aluizio Dutra de Almeida, tesoureiro do partido no Rio Grande do Norte e assessor do deputado na Câmara desde 1998. Almeida é sócio da Bonacci Engenharia e Comércio, empresa contratada para fazer pelo menos três obras no estado nordestino financiadas por emendas do líder do PMDB.

Em 2009, o deputado destinou recursos do Ministério do Turismo para a construção de praça em Campo Grande (RN), no valor de R$ 200 mil. Do Ministério das Cidades, Henrique Alves mandou R$ 192 mil para São Gonçalo do Amarante e R$ 137 mil para Brejinhos, ambos para pavimentação de ruas. Essas obras foram tocadas pela Bonacci. Almeida disse à Folha que a empresa participou de licitações e ganhou.

Já a revista "Veja" informou que Henrique Alves alugou carros da empresa Global Transportes, do Distrito Federal, que teria por trás o ex-assessor do PMDB César Cunha. A empresa está registrada no nome da ex-vendedora de tapetes Viviane dos Santos, que disse ter emprestado o nome à tia Kelen Gomes, responsável por emitir as notas para o gabinete do líder do PMDB.

Aí tem fogo, e é fogo amigo

Em nota, a assessoria de imprensa do líder informa que, apesar de a Global Transporte estar legalmente constituída e haver apresentado toda a documentação exigida para fornecer o serviço, o deputado determinou a apuração rigorosa da existência de possíveis irregularidades.

Quem era para estar apanhando era Renan (Calheiros, que disputa a presidência do Senado), mas, de repente, o mundo de Henrique é que desabou. Aí tem fogo, e é fogo amigo. Quem ia saber de emendas e locação de carros de Henrique? Geddel e Henrique nunca se bicaram, e ele, como ministro, sabia de todo o trâmite de emendas do PMDB avalia um dos interlocutores de Henrique Alves, relacionando as denúncias à guerra que se trava no partido pela liderança, envolvendo o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com apoio do grupo de Geddel Vieira Lima.

O PMDB está unido no mesmo propósito e não faria fogo amigo contra o Henrique. O mais provável é que seja fogo contra o PMDB. Talvez de quem não quer o PMDB no comando das duas Casas afirmou Eduardo Cunha, jogando a suspeita para o PT, onde setores do partido nunca esconderam uma articulação para lançar Chinaglia.

O jornal O Estado de S.Paulo também divulgou que Henrique Alves estaria protelando, com recursos, investigação em curso no Ministério Público Federal que apura denúncia de enriquecimento ilícito numa ação de improbidade administrativa. Segundo o Ministério Público, o deputado manteve ilegalmente dinheiro fora do país.

O jornal informa que há dois meses Henrique Alves recorreu ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região e conseguiu postergar uma decisão sobre a quebra de seus sigilos bancário e fiscal e de suas empresas. O processo corre em segredo de Justiça na 16ª Vara Federal, em Brasília.

No processo de separação judicial do deputado, sua ex-mulher Mônica Infante de Azambuja o acusou de manter US$ 15 milhões no exterior. Em 2002, quando essa acusação foi publicada, Henrique Alves perdeu o cargo de vice na chapa do tucano José Serra, que perdeu a eleição presidencial para o petista Luiz Inácio Lula da Silva.

Há um embate interno no PMDB, e as denúncias envolvem pessoas de dentro da liderança do partido. Eu venho justamente para mudar essas práticas. Quem está no dia a dia com ele é quem sabe disso tudo diz Júlio Delgado, candidato do PSB contra Henrique Alves.

Temer-Alves x Geddel-Cunha

Na essência, o motivo da divisão que colocou de um lado o vice-presidente Michel Temer e Henrique Eduardo Alves e, do outro, Geddel e Eduardo Cunha é uma divergência sobre o tipo de relação que a bancada do partido na Câmara deve manter com o governo da presidente Dilma Rousseff. Cunha e Geddel tentam ganhar espaço entre a grande maioria de deputados insatisfeitos, que perderam cargos e verbas federais desde o fim do governo Lula.

Após Henrique Alves avisar Eduardo Cunha, em uma dura conversa na liderança do PMDB da Câmara, de que não iria apoiá-lo na disputa pelo posto de líder pois havia restrições do Planalto a seu nome , o deputado fluminense aproximou-se dos irmãos Geddel e Lúcio Vieira Lima.

Ao longo dos dois primeiros anos da atual legislatura, Henrique Alves, que tinha Cunha como aliado, afirmou reiteradas vezes que os Vieira Lima eram os maiores críticos internos de sua gestão na liderança.

Eduardo Cunha e seu grupo não perdoam Henrique Alves pelo apoio nada velado a Sandro Mabel (GO), considerado cristão novo no partido. Já haveria um acordo: se o outro candidato Osmar Terra (RS) for para o segundo turno, Eduardo Cunha o apoia, e vice-versa, para derrotar Henrique Eduardo Alves.

O problema de Henrique é político. Ele se isolou de quem sempre foi dele. Ele, Eduardo Cunha e Michel viveram nestes três anos em regime de comunhão de bens e, de repente, ele cospe no prato em que comeu? E o problema não é discutir se as denúncias são plantação, é discutir o mérito das denúncias diz um dos interlocutores do grupo de Eduardo Cunha. 

 Paulo Celso Pereira/O Globo

janeiro 13, 2013

O TEMPO É O SENHOR DA RAZÃO ! brasil maravilha dos FARSANTES E SOB "GESTÃO" DA EXTRAORDINÁRIA INCOMPETENTE E PAU MANDADO, RESULTA EM : A "ECONOMISTA" 1,99 promove festa Trash na economia

A Trash 80's é uma popular festa paulistana cujo objetivo é reviver o ambiente dos anos 1980. 

A similar no Rio de Janeiro é a Festa Ploc - em referência a um antigo chiclete. Com dancinhas nostálgicas e até mesmo fantasias de personagens da época, o público relembra, com espírito escrachado, uma década tida como "cafona" ou "trash" (palavra inglesa para designar aquilo que é ruim, mas tem graça). 

Curiosamente, em Brasília está em curso outro revival daqueles tempos de excessos. Se as festas musicais são inofensivas, a presidente Dilma Rousseff e sua equipe econômica parecem interessados em recuperar o lado perigoso dos anos 1980: o da falta de rigor no controle da inflação, das políticas econômicas de curto prazo e emergenciais, do protecionismo e do intervencionismo.

O Brasil mudou - e muitas das antigas doenças econômicas foram sanadas.
 Mas o risco de repor em prática velhos conceitos da chamada escola desenvolvimentista, na vã esperança de que agora eles possam render frutos, continua alto.
 
Em 1989, o economista Roberto Campos deu uma entrevista a VEJA tratando, com a lucidez que lhe era peculiar, dos problemas que travavam o avanço do Brasil à época. Dizia Campos: 
“o estado se infiltra em toda a vida produtiva para atrapalhar. Criam-se obstáculos inimagináveis à importação, exigindo-se licença prévia para a compra no exterior (...) quando essa licença é uma coisa em desaparecimento no mundo”. 

O economista criticou o intervencionismo e o protecionismo, além de ironizar os entraves em vigor para a entrada de capital estrangeiro. “No Brasil, inventam-se ainda dificuldades enormes para a entrada do capital estrangeiro, como se estivéssemos nadando em dinheiro. 

Protegem-se certos setores, como a informática, da concorrência externa - e o que resulta disso é que o consumidor tem de engolir produtos de qualidade inferior e preço superior aos do mercado internacional”, disse. Apesar de ter ocorrido há mais de 20 anos, a entrevista poderia ser publicada nos dias de hoje sem que as análises de Campos soassem anacrônicas.

Nos anos 1980, quando o "dragão inflacionário" assolava a economia brasileira – em 1989, a inflação alcançou 1.764% ao ano – a presidente Dilma Rousseff, graduada em economia, se exercitava na política do Rio Grande do Sul. Em 1986, Dilma foi nomeada secretária da Fazenda de Porto Alegre, o que significa que ela tinha de lidar com as implicações da crise que flagelava o país. Mas essa experiência parece não a ter convencido de que os remédios então testados são ineficazes.

Desenvolvimentismo em xeque - Ao intervir no setor produtivo por meio de Medidas Provisórias e recorrer a artifícios protecionistas como as barreiras à importação, o governo Dilma reergue bandeiras do pensamento desenvolvimentista que nasceu na era Vargas e se manteve em voga até o final dos anos 80. 

“A orientação que está sendo passada agora pelo governo é muito alinhada com o que tinha a ditadura, que se estendeu até 1985. Naquela época, o capitalismo de estado era forte, com participação direta das estatais, que serviam como veículos do governo para movimentar a economia”, diz Sérgio Lazzarini, professor do Insper e autor do livro Capitalismo de Laços (Campus Elsevier).

Outra praga dos anos 80 foram os planos ou "pacotes" que mexiam com variáveis da economia em busca de soluções mágicas - e se enfileiram, em retrospecto, num rosário de fracassos. Em 2012, o governo interveio abertamente no câmbio, na indústria e na taxa de juros, na intenção de insuflar o crescimento no país. Em dezembro, a Selic fechou o ano na mínima histórica de 7,25%, enquanto o dólar subiu a 2,10 reais.

Desenvolvimentistas acreditam que juros baixos e câmbio desvalorizado sejam a base para um Produto Interno Bruto (PIB) invejável. Mas o resultado não veio como esperado - e o PIB não deve crescer mais do que 1%. "A maior lição dos anos 1980 é de que o governo deve buscar políticas de estímulo à produtividade, e não medidas de curto prazo", afirma Gustavo Loyola, ex-presidente do Banco Central e sócio da Tendências Consultoria.

"Elas acabam multiplicando as distorções e os obstáculos ao crescimento." 

  Medidas de "genius" :  
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A festa trash 80's de Dilma na economia
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janeiro 12, 2013

NÃO É PIADA NÃO, POBRE BRASIL REAL ! NO brasil maravilha DOS FARSANTES DA GERENTONA 1,99 :Injeção de recursos no BNDES ajudou a crescer o endividamento em R$ 600 bilhões em 2 anos . Dívida bruta saltou de 53,4% do PIB, em 2010, para quase 60% no fim de 2012


A estratégia da equipe econômica de injetar recursos no BNDES para turbinar a economia nos últimos anos foi uma das principais responsáveis por fazer com que a dívida bruta do governo saltasse de 53,4% do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos) em 2010 para quase 60% do PIB no fim de 2012. Isso representa um aumento de R$ 600 bilhões no período.

Em novembro de 2012, o total da dívida atingiu R$ 2,6 trilhões, número recorde. A partir do momento em que o Tesouro Nacional emite títulos para dar ao banco de fomento mais fôlego para emprestar ao setor privado foram mais de R$ 300 bilhões desde 2008 ele aumenta seu endividamento.

Segundo analistas ouvidos pelo GLOBO, a trajetória de alta ainda não traz preocupação, pois o Brasil tem hoje condições de arcar com seus compromissos. No entanto, é preciso ter cautela a longo prazo, uma vez que os recursos que o Tesouro repassa ao BNDES têm um custo de captação maior (variando com a Taxa Selic de 7,5% ao ano) do que a remuneração paga pela instituição, que varia com a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que está em 5% ao ano.

O Tesouro emitiu títulos para que o BNDES pudesse ampliar o volume de recursos destinados a investimentos. Mas, na prática, não foi o que se viu. Os investimentos vêm caindo disse o economista da consultoria Tendências Felipe Salto, afirmando que, mesmo assim, o custo das operações do BNDES atinge R$ 15 bilhões por ano.

Hoje, não há risco de insolvência. 
Mas a economia precisa voltar a crescer alertou o ex-diretor do Banco Central Carlos Thadeu de Freitas.

De acordo com ele, o governo está usando o BNDES para ajudar o setor produtivo, mas, se a atividade não mostrar uma recuperação, não haverá retorno para o governo por outros meios, como o aumento da arrecadação de impostos. Mesmo assim, Freitas destacou que não há qualquer sinal no mercado internacional de que o Brasil esteja acendendo a luz amarela:
 
O prêmio de risco brasileiro está baixo. 
Isso mostra confiança dos investidores no país.

Dívida líquida fica em 35% do PIB

Freitas lembrou que o mais grave seria se o governo estivesse se endividando para arcar com custeio.
Aí sim, seria um movimento autofágico afirmou.

Segundo Salto, o aumento da dívida bruta é reflexo de uma política fiscal expansionista, que mostra uma tentativa de crescer a qualquer custo. Para ele, a dívida bruta é o indicador que mostra melhor que as metas fiscais foram abandonadas.

Salto lembrou que a dívida líquida do setor público indicador que a equipe econômica prefere frisar para mostrar seu compromisso com o equilíbrio fiscal não mostra todo o impacto da política expansionista do governo, porque inclui não apenas as operações do Tesouro para capitalizar o BNDES, mas também o retorno dado pelo banco ao Tesouro.

A dívida líquida fechou 2012 em torno de 35% do PIB. Em 2010, era de 39,1%, caindo para 36,4% em 2011.

Além das capitalizações do BNDES, a dívida bruta foi afetada pela compra de dólares para aumentar as reservas internacionais e por operações do Banco Central para reduzir o volume de moeda no mercado.

A opção do governo pelo expansionismo se transformou na principal regra das finanças públicas disse Salto.

Os técnicos do governo afirmam que as capitalizações do BNDES e de outras estatais foram feitas para incentivar investimentos que vão voltar a crescer. Salto afirma que, embora elevado, o percentual da dívida não está distante do de outros países emergentes.

Martha Beck 
O Globo

janeiro 11, 2013

E NO brasil maravilha "DA" 1,99 III ... Brasil é um dos piores países para se investir no varejo


Levantamento realizado pela consultoria britânica EC Harris, do grupo Arcadis, confirma um movimento já percebido pelo varejo brasileiro: a escassez de investimentos de grandes redes internacionais no país. Com base nos dados, conclui-se que o Brasil é um dos piores países do mundo para investimentos no mercado varejista - apesar do razoável desempenho do comércio brasileiro nos últimos anos.

O país está no grupo das regiões onde existe mais alto grau de dificuldade para executar planos de expansão, de acordo com cruzamento de diferentes levantamentos coletados pela consultoria. Últimos relatórios de analistas estrangeiros apontam o Brasil como um mercado com alto potencial no setor, levando em consideração indicadores macroeconômicos, como renda e emprego. A EC Harris avalia fatores ligados ao setor (cadeia de suprimentos e acesso a imóveis) em sua avaliação.

Segundo o ranking, o Brasil ocupa a 28ª posição na lista dos 40 países avaliados com base no potencial de crescimento do setor por país. Está, portanto, no terceiro e último bloco da pesquisa. Entre os mercados emergentes, o Brasil perde para Chile (13º), 
Coreia do Sul (14º), 
Uruguai (19º), 
China (20º), 
África do Sul (22º), 
Turquia (23º) e México (24º).

Poucas varejistas de grande porte e larga escala têm anunciado investimentos no Brasil nos últimos anos - com exceção das marcas de luxo, que não operam em grande escala no país.
Ainda continuam fora do mercado local grandes redes internacionais como Tesco, 
Ikea, 
Home Depot, 
Gap, 
H&M, 
El Corte Inglés e Victoria"s Secret.
 Algumas dessas redes (H&M, Home Depot) chegaram a estudar a entrada no país no ano passado, como já informou o Valor, mas os planos não avançaram. "Eles fazem as contas e adiam os planos, pois os projetos sempre esbarram nos problemas de logística e no complexo sistema tributário", diz Antonio Coriolano, sócio da RetailConsulting.

Adriana Mattos | De São Paulo Valor Econômico

E NO brasil maravilha "DA" 1,99 II ... Elétricas perderam R$ 37,23 bi em valor de mercado desde anúncio de redução de tarifas. Queda foi de 18,03% até 10 de janeiro

  
O valor de mercado de 34 empresas de capital aberto brasileiras do setor de energia elétrica caiu 18,03% de 6 de setembro (dia em que o governo informou que iria reduzir as tarifas) a 10 de janeiro informou nesta sexta-feira a consultoria Economatica. 

A queda foi de R$ 37,23 bilhões. 
Em 6 de setembro, o valor de mercado das companhias era de R$ 206,40 bilhões e, em 10 de janeiro, R$ 169,17 bilhões.

No fim de 2012, as mesmas empresas fecharam com valor de mercado de R$ 171,6 bilhões, queda de R$ 34,8 bilhões ou 16,86%. A empresa com a maior queda nominal de 6 de setembro a 10 de janeiro foi a Cemig. No mês de setembro, a companhia tinha valor de mercado de R$ 28,42 bilhões; já em 10 de janeiro, R$ 18,56 bilhões, uma queda de R$ 9,85 bilhões 34,67%.

A empresa com a maior queda percentual na mesma data é a Eletrobras com queda de 48,46%. Em 6 de setembro, seu valor de mercado era de R$ 19,22 bilhões contra R$ 9,90 bilhões em 10 de janeiro.

Das 34 empresas analisadas, dez têm valor de mercado inferior a seu patrimônio líquido, e a Eletrobrás é a que tem a menor relação: o valor de mercado da empresa em 10 de janeiro era de R$ 9,90 bilhões contra um patrimônio liquido de R$ 79,58 bilhões. Segundo a consultoria, o mercado está pagando somente 12,45% do que a empresa vale.

A relação consolidada do setor com este indicador é de 94,22%, o que significa que o mercado está pagando pelas empresas do setor de energia elétrica 5,78% a menos do que elas valem.

E NO brasil maravilha "DA" 1,99... TESOURO "PERDE" R$ 4 BI NA OPERAÇÃO CONTÁBIL FEITA PARA GERAR SUPERÁVIT



A contribuição do Fundo Soberano do Brasil (FSB) para o superávit primário poderia ter sido bem maior do que os R$ 12,4 bilhões contabilizados pelo governo. Contabilmente, o Tesouro Nacional perdeu mais de R$ 4 bilhões com a venda de ações da Petrobras que pertenciam à carteira do Fundo Fiscal de Investimento em Estabilização (FFIE), braço privado do Fundo Soberano, ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O prejuízo contábil se deu pela forte desvalorização dos papéis da Petrobras entre 2010 e 2012. O desempenho negativo das ações, segundo analistas, está diretamente relacionado à decisão do governo de utilizar a petrolífera como instrumento de política pública. Na avaliação de um técnico do Ministério da Fazenda, porém, não há perda para o Fundo Soberano e nem para o Tesouro porque os papéis da Petrobras continuam nas mãos de uma empresa pertencente à União.

No fim de 2012, o governo federal decidiu resgatar recursos do Fundo Fiscal para garantir o cumprimento da meta de superávit primário de 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB). Isso porque, nem mesmo com a possibilidade de abatimento de investimentos seria possível atingir esse objetivo. Toda a operação envolveu o resgate de R$ 12,4 bilhões do fundo fiscal, dos quais R$ 8,834 bilhões se referem a ações da Petrobras e o restante à venda de títulos públicos.

Segundo levantamento feito pelo Valor com base em dados disponíveis na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e de relatórios de monitoramento do Tesouro Nacional, o Fundo Fiscal vendeu os papéis ao BNDES por um valor bem inferior ao que pagou em setembro de 2010.

A alienação das ações da Petrobras do Fundo Fiscal ao BNDES ocorreu em 31 de dezembro com base nos valores de mercado. No último dia de pregão de 2012 (28 de dezembro), as ações ordinárias da Petrobras eram cotadas a R$ 19,55 e as preferenciais a R$ 19,52.

Porém, em setembro de 2010, o Fundo Fiscal pagou R$ 31,25 por ação ordinária da Petrobras pertencente à Caixa Econômica Federal e R$ 29,65 em um lote maior adquirido em oferta pública. No total foram adquiridas 344.055.327 ações por R$ 10,325 bilhões. Em 31 de dezembro de 2012, parte dessas ações ordinárias - 292.201.481 - foram compradas pelo BNDES por R$ 5,697 bilhões. Somente com a venda de ações ordinárias, o prejuízo foi cerca de R$ 3 bilhões.

Situação parecida ocorreu com a alienação das ações preferenciais. Pelo lote de 161.596.958 papéis preferenciais, o Fundo Fiscal pagou R$ 4,249 bilhões em setembro de 2010. Porém, ao se "desfazer" de todas essas ações, teve direito a R$ 3,136 bilhões. Ou seja, uma perda de R$ 1,113 bilhão.

Apesar das críticas recebidas por causa do uso dos recursos do Fundo Soberano e de antecipação de dividendos das empresas estatais para garantir a meta de superávit primário de 2012, o governo insiste em dizer que não foi utilizado nenhum recurso ilegal. Além disso, o decreto que permitiu a venda de ações da Petrobras pertencentes ao FFIE ao BNDES contempla a possibilidade de recompra dos papéis pela União.

Se depender de decisão recente da CVM, porém, a recompra não poderá ser feita privadamente, como ocorreu na operação de saque do FFIE e deseja o governo. Terá de ser negociada em bolsa. A ideia da área econômica, segundo consulta feita à CVM, é de recompra dos papéis até 2015.

Criado em dezembro de 2008, o Fundo Soberano recebeu um aporte inicial de R$ 14,243 bilhões. Em 2010, por meio do Fundo Fiscal, grande parte dos recursos foram destinados à compra de papéis da Petrobras e Banco do Brasil . Foi justamente nesse ano que houve o pico de valorização dos ativos do FFIE, atingindo R$ 18,764 bilhões.

Em 2011 esse ganho foi revertido e o patrimônio líquido do Fundo Fiscal, único ativo do Fundo Soberano, caiu para R$ 15,546 bilhões. Antes da operação para gerar caixa para o Tesouro (28 de dezembro), o patrimônio líquido era de R$ 15,249 bilhões, ligeiramente inferior ao de 2011. Esse desempenho está atrelado ao comportamento dos investimentos em renda variável. O patrimônio líquido do FFIE fechou 2012 em R$ 2,853 bilhões. Mas para o Tesouro não há perda de patrimônio pois os recursos do resgate do FFIE estão contabilizados na conta única.

A aposta do governo era de que os papéis da Petrobras se recuperariam no longo prazo com a retomada do crescimento. Porém, o Executivo não pode esperar para se desfazer dos papéis. De acordo com a área econômica, esses investimentos - como Petrobras, que concentrava as aplicações do Fundo Fiscal -- sofreram com os efeitos da crise econômica mundial.

Analistas consultados pelo Valor afirmam que a perda do Fundo Soberano com Petrobras é reflexo da política intervencionista do governo. "A rentabilidade do Fundo Fiscal vai estar atrelada às intervenções do governo federal na Petrobras e no Banco do Brasil. E os papéis dessas empresas vão oscilar conforme essas intervenções", disse João Augusto Salles, da Lopes Filho e Associados.

No caso da Petrobras, cujo conselho de administração é presidido pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, a desvalorização dos papéis está relacionada, conforme analistas do setor, ao fato de o governo tentar impedir reajustes no preço da gasolina para evitar uma aceleração da inflação no país. Essa atitude acaba interferindo na capacidade de investimento.

Também para o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires, as ações da Petrobras recuaram devido à utilização excessiva das estatais pelo governo. O diretor do Instituto de Eletrotécnica da Universidade de São Paulo (USP), Ildo Sauer, acrescenta a falta de transparência: "Ninguém tem confiança."

Edna Simão | De Brasília Valor Econômico 

Inflação da baixa renda avança 0,76% em dezembroÍndice acumulou alta de 6,90% em 2012, acima da inflação oficial medida pelo IPCA, que ficou em 5,84%


A inflação percebida pelas famílias de baixa renda acelerou no mês de dezembro, segundo o Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1), usado para mensurar o impacto da movimentação de preços entre famílias com renda mensal entre 1 e 2,5 salários mínimos. O indicador subiu 0,76% no mês passado, após avançar 0,44% em novembro.

Com o resultado, o índice acumula alta de 6,90% no ano, taxa que coincide com a de 12 meses, informou nesta sexta-feira a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

A taxa do IPC-C1 em dezembro ficou acima da inflação média apurada entre as famílias mais abastadas, com renda mensal entre 1 e 33 salários mínimos, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Brasil (IPC-BR). Este indicador mostrou alta de 0,66% em dezembro. A taxa de inflação acumulada neste ano no IPC-C1 foi maior também do que a apresentada para o mesmo período pelo IPC-BR, que subiu 5,74% no período.

Três das oito classes de despesa componentes do IPC-C1 apresentaram acréscimos em suas taxas de variação:
os grupos Alimentação (0,47% para 1,40%),
Transportes (0,01% para 0,34%)
e Despesas Diversas (0,39% para 1,50%).

Nesses grupos, os destaques partiram dos itens:
hortaliças e legumes (-9,39% para 3,53%),
tarifa de táxi (0,00% para 11,27%)
e cigarros (0,49% para 3,18%).

Apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos Habitação (0,53% para 0,42%),
Vestuário (1,05% para 0,90%),
Comunicação (0,25% para 0,03%),
Saúde e Cuidados Pessoais (0,43% para 0,42%)
e Educação, Leitura e Recreação (0,36% para 0,35%).

Nestas classes de despesa as principais influências partiram dos itens tarifa de eletricidade residencial (1,27% para 0,72%),
calçados (0,85% para -0,01%),
tarifa de telefone móvel (0,81% para 0,07%),
medicamentos em geral (0,21% para 0,05%)
e passagem aérea (8,88% para 5,59%).