"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

dezembro 13, 2012

??????? Celso de Mello é internado em hospital de Brasília ????


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello está internado em um hospital de Brasília. A assessoria de imprensa do Tribunal confirma a internação, mas não informa em que unidade da capital federal está o ministro e nem qual a condição de saúde do decano.

Haverá sessão na Corte nesta quinta-feira, mas, sem a presença de Celso de Mello, a continuação do julgamento do mensalão pode ser adiada e outros assuntos podem entrar na pauta. Isso já ocorreu na sessão de quarta-feira, quando o ministro não compareceu ao plenário. Segundo o ministro Marco Aurélio, o colega teve problemas de saúde e mandou dizer que não participaria da sessão.

No caso do mensalão, o Supremo tem que decidir ainda se os deputados condenados no processo perdem o mandato. O placar é de 4 a 4 e o voto de desempate é do decano Celso de Mello, que já adiantou que deverá seguir o entendimento do relator Joaquim Barbosa pela perda de mandato imediata por condenação criminal.

A questão de perda de mandato dos deputados federais João Paulo Cunha (PT-SP), Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT) é polêmica porque a Constituição Federal tem duas interpretações sobre o tema. A primeira refere-se à condenação em ação criminal, que é a hipótese para suspensão de direitos políticos. Na segunda interpretação é aberta exceção no caso de parlamentares, atestando que somente as respectivas Casas Legislativas podem decretar a perda de mandato após processo interno específico. O presidente da Câmara, Marco Maia, já disse que haveria uma crise institucional caso o STF casse o mandato dos deputados.

No dia 6, a discussão começou na Corte Suprema com os votos do presidente da instituição e relator da ação, Joaquim Barbosa, e revisor, Ricardo Lewandowski. Eles apresentaram votos opostos. Barbosa defende a perda de mandato imediata por condenação criminal, enquanto Lewandowski diz que não cabe ao Supremo a intervenção política.

Sem o voto computado oficialmente, o ministro Celso de Mello sinalizou, nas duas últimas sessões, que deverá acompanhar o entendimento de Barbosa. Para o relator, a perda do mandato deve ser decretada judicialmente pelo STF, e ao Congresso Nacional cabe apenas ratificar a determinação.

Até agora, votaram com Barbosa os ministros Luiz Fux, Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello. Para eles, não é possível que um réu preso possa exercer mandato parlamentar normalmente. Os ministros argumentaram também que a decisão da Suprema Corte tem eficácia imediata e não pode ser submetida à análise política do Legislativo.

O voto de Lewandowski foi seguido pelos ministros Rosa Weber, Dias Toffoli e Cármen Lúcia. Eles consideram que o mandato foi concedido ao parlamentar pelo povo e somente os representantes eleitos podem tomá-lo. Também dizem que não defendem a impunidade, mas apenas que é o Congresso Nacional que deve dar a palavra final sobre o assunto.

Em relação a João Paulo Cunha, o placar pela perda de mandato ganhou a adesão do ex-ministro Cezar Peluso - que se aposentou em agosto ao completar 70 anos e deixou o voto por escrito somente para o parlamentar, pois não teve tempo de julgar os outros dois na mesma situação. O sentido do voto foi colocado em dúvida por Lewandowski, para quem não está claro que a adesão é imediata à corrente de Barbosa.

12:00 - Atualização : 
O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF) , foi internado às 21h de quarta-feira, em um hospital de Brasília, com uma gripe forte. Os médicos não descartam a possibilidade de pneumonia, mas o diagnóstico ainda não está fechado. O ministro esta sendo submetido a exames médicos. O estado de saúde de Celso de Mello adiou mais uma vez o julgamento do processo do mensalão.

O Globo

BRASIL REAL X brasil maravilha dos FARSANTES : VERSO E REVERSO OU : Um país de vulneráveis


O mais recente es­tudo do gover­no sobre a mo­bilidade econô­mica e social no Brasil, divul­gado pela Secretaria de Assun­tos Estratégicos (SAE), infor­ma que 52% da população inte­gra hoje a classe média, contra 38% em 2002.

Além disso, a SAE diz que, dos 36 milhões de brasileiros que entraram nessa classe, 75% são negros, propor­cionando um "equilíbrio ra­cial" no estrato:
agora, 51% dos que compõem a classe média são negros. Para a SAE, esses importantes resultados estão relacionados de forma direta com a redução da desigualdade de renda, inegavelmente um dos grandes legados da admi­nistração petista.


No entanto, outro estudo recente, do Ban­co Mundial (Bird), ajuda a ma­tizar um pouco o entusiasmo com tais números e a mostrar que talvez ainda seja cedo para dizer que o Brasil se tornou, de fato, um país de classe média. Quando muito, é um país de "renda média", isto é, com ren­da relativamente mais bem dis­tribuída, mas não o suficiente para determinar uma efetiva mudança de classe social.

Para o Bird, é de classe mé­dia quem ganha de US$ 10 a US$ 50 por dia. Por esse crité­rio, 32% dos brasileiros fazem parte desse segmento.

A maio­ria da população estaria locali­zada em dois grupos inferio­res:
38% são considerados "Vul­neráveis" - que saíram da po­breza, mas correm risco acen­tuado de voltar a essa condi­ção
- e 28% são qualificados co­mo pobres.

Os "vulneráveis" ganham de US$ 4 a US$ 10 por dia; já os pobres recebem me­nos de US$ 4, a chamada "li­nha de pobreza moderada".

Pe­los critérios do governo brasi­leiro, a classe média é formada por aqueles que ganham de US$ 6 a XJS$ 26 por dia, um conceito que inclui os "Vulnerá­veis" citados pelo Bird. Na pes­quisa do Banco Mundial, quem ganha US$ 6 por dia - que é o "piso" da classe média pelos cálculos do governo - tem cer­ca de 30% de possibilidade de voltar a ser pobre. 
 
O Bird entende que é funda­mental levar em conta a chama­da "segurança econômica" pa­ra definir uma classe social. Is­so significa que, caso se queira uma definição "robusta e me­nos arbitrária", não se pode in­cluir na classe média aqueles que correm considerável risco de voltarem a ser pobres em al­gum momento.

Entende-se por segurança econômica a es­tabilidade e a "resistência a choques", isto é, a crises con­junturais. Para o Bird, o nível máximo de insegurança supor­tável por uma família de classe média é uma probabilidade de 10% de cair na pobreza em cin­co anos, e não de 30%, como dá a entender o critério adota­do pelo governo.

A discrepân­cia é gritante, mas não é ape­nas esse o problema. 

 
Na opinião do Bird, a classe média brasileira apresenta-se quase toda ela vulnerável, no longo prazo, porque está se en­dividando demais, graças ao fá­cil acesso ao crédito proporcio­nado por medidas pontuais do governo, e investindo pouco na acumulação de bens, que po­deriam garantir a segurança econômica em caso de turbu­lência.

Além disso, o levanta­mento mostra que a chamada "mobilidade intergeracional", isto é, a melhoria da qualidade de vida dos filhos em relação à dos pais, é muito limitada no Brasil e no restante da América Latina.

Não há perspectiva de que os jovens consigam obter resultados pessoais desvincula­dos dos problemas inerentes à sua origem familiar e econômi­ca. O problema central, desta­ca o Bird, é a péssima qualida­de do ensino público, que freia o movimento ascendente des­sa parcela da população, limi­tando suas oportunidades de trabalho e de renda.

No geral, os avanços verifica­dos nos últimos tempos são for­midáveis. A desigualdade na América Latina experimentou fantástica redução em curto es­paço de tempo: 
de 2003 a 2009, a classe média cresceu 50% na região.

No entanto, o estudo do Bird mostra que a desejável transformação do Brasil num país de classe média, tal como se apresenta no festivo discur­so do governo federal, não vai se dar por simples voluntaris­mo estatístico.

Tal mudança no perfil do País só ocorrerá de fa­to e se tornará sustentável se fo­rem enfrentadas urgentemente as graves deficiências dos servi­ços públicos brasileiros, a co­meçar pela educação.
 
Um país de vulneráveis
O Estado de S. Paulo

SOFISMA ! O brasil maravilha DOS FARSANTES DA POLÍTICA DO GATO POR LEBRE OU ME ENGANA QUE EU GOSTO PARA FRANCESES


Talvez por efeito do belo outono parisiense, os mi­nistros Guido Mantega, da Fa­zenda, e Fernan­do Pimentel, do Desenvolvi­mento, mostraram-se especial­mente inspirados em seus pro­nunciamentos na capital fran­cesa, onde participaram do Fó­rum pelo Progresso Social e de contatos com empresários lo­cais. 
 
Segundo Mantega, a crise externa retardou a recuperação da economia brasileira e impe­diu a indústria" de aumentar suas exportações, apesar do câmbio mais favorável do que era há um ano. Pimentel foi além e classificou como bom, diante do cenário internacio­nal, um crescimento econômi­co de i%. 
 
E acrescentou uma ressalva: 
esse número, apesar de bom, é inferior ao desejado. 
Deve ter sido um esclarecimen­to tranquilizador para quem pensa em investir no Brasil. No próximo ano, prometeram os ministros, o resultado será bem melhor, com expansão na faixa de 4% a 4,5%. Podem ter entusiasmado algum ouvinte menos familiarizado com os la­tino-americanos e outros paí­ses em desenvolvimento.

Aqueles mais informados so­bre o outro lado do Atlântico devem ter-se perguntado por que o Brasil cresce menos que os demais países sul-america­nos, exceto o Paraguai, prejudi­cado por grave seca. Terão es­ses países conseguido, por al­gum milagre, isolar-se do con­turbado mercado internacio­nal? Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Peru, Uruguai e Vene­zuela cresceram em 2011 a ta­xas entre 4,2% e 7,8%, enquan­to o Brasil só avançou 2,7%. 

 
O desempenho desse grupo é me­nos brilhante, em 2012, mas os resultados ainda ficam na faixa de 3,5% a 6% ou pouco mais, e as perspectivas de quase todos para 2013 são melhores que as do Brasil. Até em zonas mais próximas do núcleo da crise há países, como Estônia, Letônia e Turquia, com desempenho médio superior ao brasileiro.

A comparação com os demais emergentes é muito útil para a avaliação da política adotada no Brasil, dos resultados e das possi­bilidades de expansão econômi­ca a médio e a longo prazos. To­dos estão expostos às condições do mercado internacional - re­dução da demanda nas econo­mias mais avançadas, desacelera­ção na China e em outros gran­des emergentes, política monetá­ria expansionista nos EUA e na Europa e concorrência mais du­ra no comércio global.

Muitas economias emergen­tes e em desenvolvimento, no entanto, têm mantido um cres­cimento médio superior ao do Brasil, mais regular e com infla­ção menor. Surtos inflacioná­rios ocasionais têm sido contro­lados, na maior parte dos ca­sos, com razoável rapidez.


É difícil, portanto, levar a sé­rio os ministros brasileiros, quando atribuem o desempe­nho medíocre do País principal­mente às condições do merca­do externo. Quase sempre evi­tando detalhes, admitem al­guns problemas internos, mas prometem para breve o resulta­do das reformas iniciadas nos últimos tempos (em alguns ca­sos, mais prometidas do que iniciadas).
 "As medidas estão surtindo efeito", disse o minis­tro da Fazenda, embora mais lentamente, ressalvou, do que o governo desejava. O quarto trimestre, segundo ele, está sendo melhor que o terceiro e o País entrará em 2013 com a economia em aceleração.

O ouvinte mais atento deve ter percebido mais um detalhe inquietante: 
o ministro da Fa­zenda, assim como seus colegas, em gerai se abstém de discrimi­nar as medidas conjunturais e as políticas de maior alcance. 

Deixa pouco claras, portanto, as possibilidades de crescimento duradouro. 
 O País pode crescer 4% ou mais em 2013. 
E depois?

A presidente Dilma Rousseff também andou inspirada. De­pois de mais uma vez ensinar aos europeus como vencer a crise, reafirmou sua confiança no futuro da economia brasilei­ra. O País, garantiu, será mais que um exportador de commo­dities, embora deva manter-se como potência alimentar e mi­neral. Mas o Brasil, antes das escolhas estratégicas do petismo, faturava bem mais com a exportação de manufaturados do que com a venda de primá­rios. 
 
A diplomacia comercial adotada a partir de 2003 e o desprezo às condições de com­petição mudaram esse quadro. A presidente, em seu arroubo parisiense, parece ter esqueci­do essa história.

O Brasil para franceses/O Estado de S. Paulo

P artido T orpe considera inevitável investigação contra O CACHACEIRO. Ex-presidente vai se defender em caravanas pelo país

Com as novas acusações feitas por Marcos Valério, operador do mensalão, em depoimento dado em setembro ao Ministério Público, dirigentes do PT e fontes palacianas, inclusive os mais próximos ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, consideram nos bastidores que será inevitável uma investigação contra ele.

Para enfrentar os escândalos dos últimos meses, Lula disse a amigos que sua ação de defesa mais enfática começará em fevereiro ou março de 2013, quando voltará a fazer pelo país as caravanas que ficaram famosas em suas primeiras campanhas ao Palácio do Planalto. O ex-presidente considera que a melhor forma de responder às acusações é conversar diretamente com o povo e defender o seu legado.
Diante da crise política que vem minando a imagem do ex-presidente, o PT também aposta que a reedição das caravanas, com o esperado fortalecimento do apoio popular, pode blindar Lula do ataque da oposição e ajudar o partido. O sinal vermelho no QG Lulista foi aceso após o último escândalo envolvendo Lula, o da Operação Porto Seguro, que indiciou Rosemary Noronha, ex-funcionária da Presidência da República em São Paulo e próxima ao ex-presidente.

Este episódio soma-se ao julgamento do mensalão, que provoca sério desgaste a Lula e ao PT, e, agora, a seus desdobramentos, como o novo depoimento de Marcos Valério ele sustenta, segundo o jornal O Estado de S. Paulo, que Lula sabia do esquema e teve contas pessoais pagas por ele.

Candidatura de lula em 2014 fora dos planos

Segundo interlocutores do ex-presidente, ele quer muito levar adiante o projeto das caravanas, para resgatar sua imagem. A ideia é mostrar que se trata do mesmo Lulinha de antes e defender uma perspectiva de futuro, já que o núcleo petista admite que o partido sai avariado das sucessivas denúncias e escândalos. Com a retomada das viagens, que Lula empreendeu pela primeira vez durante os anos 1990, pretende-se conseguir uma mobilização popular para manter alta a aprovação do ex-presidente e fortalecê-lo como cabo eleitoral do partido.

Essas mesmas fontes, que têm contatos frequentes com o ex-presidente, afirmam que não há hipótese de Lula ser candidato a presidente em 2014. Com as caravanas, o seu intuito seria somente o de consertar o estrago em sua imagem durante este ano, considerado duro politicamente, para continuar sendo eficiente como garoto propaganda do PT e do grupo aliado.

Muitas desses interlocutores de Lula já estão defendendo, reservadamente, que o PT abra mão da cabeça de chapa da disputa presidencial de 2018, embora seja ainda enorme no partido a resistência a essa tese. O próprio Lula, em conversas com seu grupo e com a presidente Dilma Rousseff, reconhece que o PT chegará desgastado em 2018 já se levando em conta a eventual reeleição de Dilma em 2014.

Com a crescente preocupação de petistas a respeito dos movimentos do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, dirigentes petistas já trataram com Lula a ideia de que o presidente de honra do PSB um aliado histórico do PT já deve ter uma sinalização de que, no campo governista, terá preferência em 2018. É uma forma, dizem os petistas, de impedir desde já que o PSB leve adiante o projeto de candidatura própria ou caia nos braços da oposição, e se mantenha no apoio à reeleição da presidente Dilma.

Negociação com psb pode afastar PMDB

A intenção de Lula seria, segundo seus amigos no PT, promover uma forte, mas ainda discreta, negociação com o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, para que ele permaneça aliado em 2014, com perspectiva de poder em 2018. É também um sinal de que pode haver distanciamento do PMDB, que já anunciou projeto de candidatura própria em 2018.

No núcleo mais próximo a Lula e Dilma, avalia-se que a alternância do poder com o PSB seria mais natural, o que poderia ajudar a renovar o projeto do PT comprometido pelo impacto de denúncias de corrupção e pelo longo tempo de permanência à frente do Palácio do Planalto.

Os planos de Lula retomar as chamadas caravanas da cidadania e articular alianças para eleições foram expostos por ele em conversas recentes com os companheiros de partido e, estrategicamente, vem sendo comentados em rodas políticas. Soam como um aviso aos opositores de que Lula não vai se abater facilmente e pretende explorar seu capital político, fortalecendo sua popularidade.

Mesmo com todos os desmentidos enfáticos de petistas, é grande a preocupação no núcleo do governo e do PT com as novas declarações do operador do mensalão ao Ministério Público. Mais até do que o escândalo anterior, que envolveu a funcionária de confiança de Lula em São Paulo.

O Globo

dezembro 12, 2012

E NO VALE TUDO DA CANALHA... Diretório do PT(Partido Torpe) omitiu despesas com empresa ligada a Freud Godoy


O juiz Paulo Furtado de Oliveira Filho, da 6ª Zona Eleitoral de São Paulo, desaprovou nesta quarta-feira a prestação de contas do prefeito eleito da capital paulista, Fernando Haddad. Em outro processo analisado pelo mesmo juiz, em relação ao diretório municipal do PT, havia a omissão de despesa com serviço da empresa Caso Sistemas de Segurança, ligada a Freud Godoy, apontado por Marcos Valério como intermediário no repasse de dinheiro do esquema do mensalão para pagamento de despesas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 
Na decisão, o juiz apontou que o interessado não apresentou documento comprovando que o gasto não era destinado à campanha, mas a uma despesa rotineira do partido. A empresa oferece serviços ao PT de São Paulo.

Na decisão referente ao prefeito, o juiz observou irregularidades na contratação de empresas durante a campanha eleitoral. Uma das citadas é a AJM de Azevedo Eletrônicos-EPP, que forneceu material no valor de R$ 4,6 milhões. 
Segundo o magistrado, a empresa não emitiu notas fiscais eletrônicas e teria entregue material muito acima da sua capacidade de estocagem, uma vez que, segundo a Justiça Eleitoral, ela estaria instalada em imóvel de pequeno porte. O juiz afirmou ainda que a campanha eleitoral locou veículos de som, no mesmo valor, com empresas diferentes, o que, segundo ele, permite concluir que houve despesa paga em duplicidade.

Em sua decisão, o magistrado também avaliou que as irregularidades são graves, considerou que as informações prestadas são inconsistentes e afirmou que o documento apresentado à Justiça Eleitoral não permite a verificação da origem de recursos que foram arrecadados para a quitação de gastos durante a disputa municipal. A campanha eleitoral do prefeito eleito, a mais cara do país, produziu uma dívida de R$ 26 milhões. Cabe recurso às duas decisões.

O magistrado ressaltou ainda problemas na prestação de contas referentes a contrato de R$ 30 milhões com a empresa Polis Propaganda & Marketing LTDA, que representou 44,70% dos gastos de campanha. Na decisão, ele lembrou que a empresa recebeu durante a disputa eleitoral 30% do valor contratado. O restante foi assumido pelo PT, para pagamento futuro. 
Na véspera do segundo turno, a empresa emitiu 21 notas fiscais seqüenciais, no valor de R$ 1 milhão cada. O juiz eleitoral observou que, diante da ausência de uma planilha contendo a descrição dos serviços, não é possível compreender a razão pela qual a empresa recebeu apenas 30% do valor e o motivo dela ter emitido as notas fiscais.

Em nota, a coordenação da campanha eleitoral do prefeito informou que irá ingressar com recursos da decisão e vai apresentar a documentação relativa aos serviços prestados pelas duas empresas.

PERUEIRO ! É DA HORDA PETRALHA : PT da Câmara vai à corregedoria do MP contra conduta de procuradoras



O líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (SP) entrou nesta quarta-feira com pedido de abertura de investigação de conduta funcional da subprocuradora da República Cláudia Sampaio e a procuradora da República Raquel Branquinho.

Segundo a reclamação assinada por Tatto, as procuradoras não observaram o "dever funcional ao agir de forma abusiva, temerária e descabida com o fornecimento à imprensa de depoimentos colhidos na sede da Procuradoria Geral da República".

Ele pede ainda a instauração de procedimento disciplinar contra as duas procuradoras para apurar se houve infração ética e aplicar as devidas sanções. Pede ainda cópia integral do depoimento de Marcos Valério.

No documento o líder petista afirma que o depoimento de Marcos Valério, o operador do mensalão, dado às duas procuradoras no dia 24 de setembro deste ano, foi acessado e publicado pelo jornal o Estado de S. Paulo no dia 1 de novembro.

E destaca que na reportagem, os repórteres afirmam ter tido acesso à íntegra deste depoimento, que foi assistido também pelo advogado de Marcos Valério, que teria procurado de forma voluntária a PGR para falar e tentar obter redução na pena de condenação de 40 anos imposta pelo STF.

Na reclamação, o líder diz que algumas questões precisam ser respondidas, como as razões que levaram as procuradoras a fornecerem a cópia do depoimento ao jornal e se houve efetiva violação do dever funcional de quem deveria guardar segredo sobre fatos que possam resultar em prejuízo para eventual inquérito.

"Ao desempenhar as funções inerentes às competências atribuídas ao Ministério Público, as procuradoras se desincumbiram da observância de preceitos éticos que regem as suas atividades, agindo, pois, com abuso e de forma descabida", diz um trecho da reclamação.

"O depoimento de um cidadão, voluntária e extemporaneamente dado ao processo investigativo ao qual se relacionavam as informações inéditas que supostamente ofertou deveria ter sido zelosa e reservadamente tratado para evitar afronta a direitos, ofensa à honra ou incitação a práticas maledicentes por um público geral desafeito à responsabilidade no trato de tais notícias."

Marco Aurélio defende investigação de denúncias de Valério contra Lula. E Celso de Mello DIZ QUE ESTARÁ PRESENTE NA SESSÃO DE QUINTA.

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu nesta quarta-feira a abertura de nova investigação para apurar denúncias feitas pelo operador do mensalão, Marcos Valério, em setembro. Segundo depoimento prestado pelo réu ao Ministério Público, noticiado pelo jornal O Estado de S.Paulo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sabia do esquema e recebeu dinheiro do valerioduto.

- A simples notícia de uma prática criminosa já sugere abertura de investigação. Quando juiz, defrontando-se com processo de natureza civil, verifica que um fato pode configurar crime, ele deve extrair e mandar para o Ministério Público - declarou, ao ser afrontado com a declaração do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, de que não haveria indício suficiente para abrir nova investigação.

O ministro reiterou que o depoimento de Valério não tem poder para influenciar o processo do mensalão, que já está na fase final de julgamento. Teria de ser aberto novo inquérito judicial para investigar as novas revelações.

- Caberá ao Ministério Público verificar a veracidade do depoimento. Concluindo de forma negativa, arquivará. Se ele entender que há indícios de prática criminosa, ele poderá aprofundar as investigações - explicou.

Marco Aurélio crê que o julgamento do mensalão será concluído na próxima semana a última de funcionamento do STF antes do início do recesso de fim de ano. As férias do tribunal só terminam no início de fevereiro. A sessão desta quarta-feira não foi dedicada ao processo, porque o ministro Celso de Mello não estava presente. 
 
O ministro telefonou para o presidente da Corte, Joaquim Barbosa, dizendo que estava com febre alta e não teria condições de trabalhar. Mas garantiu que estará presente na sessão desta quinta-feira.

O CACHACEIRO ASQUEROSO, O FILHO... do brasil(deles) E SUAS MÁS COMPANHIAS

 Numa república séria, numa democracia madura, num ambiente em que a sociedade e seus valores são respeitados, ninguém pode estar livre dos rigores da lei. A folha corrida de suspeitas acumuladas contra Luiz Inácio Lula da Silva já não permite que os petistas o considerem acima do bem e do mal. Quem escolheu viver em tão más companhias tem muitas contas a prestar.

Como era de se esperar, os petistas reagiram ontem com as indignações de praxe à divulgação do depoimento prestado por Marcos Valério à Procuradoria-Geral da República (PGR), em setembro, em que ele informa que Lula não apenas sabia dos empréstimos tomados pelo PT para irrigar o mensalão, como também que o dinheiro sujo pagou contas pessoais do ex-presidente.

Por ora, o discurso petista limita-se a desacreditar o depoente, que tem contra si o fato de ser um condenado pela Justiça a mais de 40 anos de prisão - e justamente por ter ajudado o PT a montar a maior rede de corrupção que se tem notícia na história do Brasil. Derrubar os argumentos que Valério apresentou, ninguém ousou.

O próprio acusado limitou-se a afirmar, de Paris: 
"É mentira". 
Apresentar contraprovas, fatos, argumentos? 
Nem pensar. 
Nem mesmo a presidente da República arriscou. 

Também na capital francesa, Dilma Rousseff saiu em defesa de Lula, sem, no entanto, comprometer-se um milímetro sequer em desmentir o que o operoso colaborador do PT no mensalão disse aos procuradores da República em setembro.

"Eu repudio todas as tentativas, e essa não seria a primeira vez, de tentar destituí-lo [a Lula] da imensa carga de respeito que o povo brasileiro lhe tem. (...) Eu considero lamentáveis essas tentativas de desgastar a imagem do presidente Lula", disse a presidente em Paris. Em momento algum, Dilma arriscou-se a "repudiar" o mérito das acusações.

O senador José Sarney tampouco pôs a mão no fogo. 
Questionado, disse que Lula é "patrimônio do país, da História do país por sua vida e tudo que ele tem feito". 
O próprio PT preferiu dizer-se, uma vez mais, "alvo constante de se­tores da sociedade que perde­ram privilégios". 
A ladainha não muda.

A linha de defesa dos petistas e seus aliados não é nova: se contra eles são apresentados fatos e argumentos, retrucam atacando as premissas da acusação. Valério não está tentando destruir a "imensa carga de respeito" que parte dos brasileiros eventualmente ainda nutra por Lula, tampouco tentando dilapidar um questionável "patrimônio do país". Sequer parece alguém que tenha "perdido privilégio" - exceto o da liberdade.

O publicitário e operador-mor do mensalão está simplesmente dizendo que um gigantesco esquema de corrupção contou com a participação direta do então presidente da República. Por que os petistas não respondem a isso?

Talvez seja pela dificuldade de se desvencilhar, depois de anos de conluio, de figuras como o próprio Valério, outrora colaborador imprescindível às pretensões de poder do PT. Ou talvez, ainda, por ter de se precaver do que pode sair da boca de outra de suas más companhias, como Carlos Cachoeira. 

Ontem, ao sair de mais uma prisão, o bicheiro avisou: 
"Sou a garganta profunda do PT". 
Haverá um Watergate brazuca no horizonte?

Não há outra resposta possível: 
há que se apurar a fundo e esclarecer todas as suspeitas. 
Como pediu a oposição ontem e como defenderam pelo menos três ministros do Supremo Tribunal Federal, entre eles o presidente Joaquim Barbosa, para quem o Ministério Público deve abrir investigação sobre o envolvimento de Lula no mensalão. 

Numa república séria, assim deve ser: 
aos fatos, ações objetivas.

Além do que Valério já revelou, há muito material novo a exigir detida apuração. A própria PGR parece ter dado crédito robusto ao que o publicitário disse em seu depoimento de setembro. Tanto, que, posteriormente, um novo depoimento já teria sido tomado pelo próprio procurador-geral, Roberto Gurgel, segundo informa hoje Dora Kramer.

Há muita informação a conferir verossimilhança ao que denunciou Marcos Valério. Há a comprovação, já feita pela CPI dos Correios, de que, de fato, o "faz-tudo" de Lula recebeu R$ 98,5 mil de uma empresa do publicitário, a SMP&B, em 21 de janeiro de 2003. Além disso, hoje a Folha de S.Paulo revela que a empresa de Freud Godoy continua recebendo gordo dinheiro do PT: até 2011, foram mais de R$ 1 milhão do fundo partidário.

Há, ainda, a revelação, no 'Painel' da Folha, de que o PT bancou não apenas o advogado de Valério, mas uma penca deles, no processo do mensalão, corroborando o que o publicitário dissera ao MP. E há, para coroar, a informação de que funcionava no Banco do Brasil um "pedágio" para desviar dinheiro da publicidade oficial para as campanhas petistas, revelado por O Estado de S.Paulo em sua manchete de hoje.

Tudo isso apenas em se tratando do escândalo da hora. Porque o que envolve Lula nos maus lençóis do Rosegate também produziu nova fornada de novidades na forma de e-mail em que a fiel servidora do ex-presidente cobra "650 em dinheiro" ao então diretor da Agência Nacional de Águas Paulo Vieira para pagamento de um apartamento, conforme mostrou ontem o "Jornal Nacional".

Marcos Valério, 
Carlos Cachoeira, 
Freud Godoy, 
Henrique Pizzolato, 
Rosemary Noronha, 
Paulo Vieira e outros tantos mais fizeram o que fizeram porque tinham carta branca do PT para agir. 
Alguns deles, além do aval do PT, dispunham da bênção do presidente da República. 

Quem escolhe com quem anda, diz quem é. Cabe agora a Luiz Inácio Lula da Silva explicar o que fez, durante os oito anos em que governou o Brasil, em tão más companhias. Boa coisa não foi.

Fonte: Instituto Teotônio Vilela
Lula e suas más companhias 

Marcos Valério agora avisa que não vai dar novos depoimentos


Como no jogo de xadrez, o empresário Marcos Valério, conde-\ nado a 40 anos, 4 meses e 6 dias de prisão como operador do men­salão, agora manda um recado: não quer mais prestar novos de­poimentos porque se considera "absolutamente convencido que é inútil colaborar com a Justiça".

Pelo criminalista Marcelo Leo­nardo, seu advogado de defesa desde antes do mensalão, ele se revelando inútil", afirmou Leo­nardo, veterano criminalista es­tabelecido em Belo Horizonte.

Os argumentos do operador do mensalão indicam que sua meta, quando fez a delação ao Ministério Público Federal, era mesmo alcançar redução de pe­na no processo do mensalão ou até o perdão judicial - em 24 de setembro já tinha sido condena­do pelo Supremo Tribunal Fede­ral, mas o tamanho da pena a ele imposta ainda não havia sido estabelecida. Tais benefícios são concedidos ao réu que colabora com a Justiça, apontando parti­cipações e atos de outros inte­grantes de uma organização cri­minosa.

"Ele não tem nenhuma dispo­sição de colaborar com a Justiça porque entende que é inútil", rei­tera o advogado. "Na Ação Penal 470 (mensalão) colaborou com as investigações desde o início, foi ele quem fez referência a em­préstimos, quem forneceu uma lista com os nomes de todas as pessoas beneficiárias do esque­ma, esclareceu datas, valores e formas de recebimento e, apesar disso, apesar de ter colaborado tão intensamente, foi quem rece­beu a maior condenação."

Marcelo Leonardo afirma que seu cliente não teve nenhuma vantagem por ter contribuído com a Justiça e o Ministério Pú­blico no processo do mensalão. "Nada ele obteve, nenhum bene­fício de redução da pena. Daí sua avaliação de que é inútil conti­nuar colaborando com a Justiça. Não tem nenhuma disposição de prestar quaisquer outras de­clarações a quem quer que seja."

"Se for chamado por autori­dade que tenha poder de convo­car ele comparecerá, como tem comparecido a todos os luga­res onde foi formalmente inti­mado ao longo dos últimos 7 anos. Ainda recentemente (Marcos Valério) já prestou ou­tras declarações a diferentes autoridades." 
O Estado de S. Paulo

REPÚBLICA TORPE = RAPINAGEM ! Banco do Brasil cobrava pedágio para o PT, afirma Marcos Valério


Condenado a mais de 40 anos de prisão no julgamento do mensalão, o publicitário Marcos Valério, no mesmo depoimento ao Ministério Público Federal em que disse ter pago despesas pessoais do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também afirmou que dirigentes do Banco do Brasil cobraram, desde 2003, um pedágio das agências de publicidade contratadas pelo banco. 

Segundo o depoimento, publicado nesta quarta-feira pelo jornal Estado de São Paulo, 2% de todos os contratos eram repassados para o caixa do PT.
Segundo o Estado de S.Paulo, em dois anos, os repasses do Banco do Brasil às cinco agências de publicidade com quem mantinha contrato superaram R$ 400 milhões - uma delas era a DNA Propaganda, de Valério.

O suposto esquema de desvio de dinheiro público que teria de ir para a publicidade foi criado por Henrique Pizzolato, ex-diretor do BB, e Ivan Guimarães, ex-presidente do Banco Popular do Brasil, que integra a estrutura do Banco do Brasil, de acordo com o depoimento de Valério.

O ex-diretor do Banco do Brasil negou nesta terça-feira que tenha cobrado pedágio das agências de publicidade. Guimarães não foi localizado pela reportagem.

Já condenado pelo STF a mais de 40 anos de prisão, o publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza acusou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ter despesas pessoais pagas pelo esquema do mensalão em 2003. A informação, publicada nesta terça-feira pelo jornal Estado de S. Paulo, faz parte do depoimento prestado por Valério ao Ministério Público após a condenação pelo Supremo. Em Paris, onde participa de evento com a presidente Dilma,

Além de ter afirmado que o ex-presidente teve despesas pessoais pagas pelo esquema do mensalão, Valério também disse aos procuradores que Lula foi informado, em reunião no Palácio do Planalto, das operações financeiras para pagar propina a deputados da base governista e deu ok. No depoimento, o operador do mensalão afirmou ter sido ameaçado de morte por Paulo Okamotto, hoje diretor do instituto de Lula. E disse ainda que os R$ 4 milhões pedidos por seus advogados foram pagos pelo PT. Segundo o depoimento do publicitário, o pagamento foi "a contrapartida" pela participação dele no esquema.

Sobre os repasses ao ex-presidente, Valério afirmou que foram feitos dois pagamentos, mas só detalhou um deles, no valor de R$ 98.500, em janeiro de 2003, quando Lula já havia assumido a presidência. O pagamento foi feito à empresa de segurança Caso, do ex-assessor da Presidência Freud Godoy, classificado pelo jornal como faz-tudo de Lula. Valério disse que o ex-presidente era o destinatário do dinheiro, que seria usado para despesas pessoais, mas também não especificou que gastos seriam esses.

Em viagem à capital francesa, o ex-presidente negou o conteúdo das declarações do publicitário Marcos Valério, Lula fez um único comentário sobre o depoimento de Valério, que o acusa de envolvimento no esquema do mensalão:

É uma mentira disse a jornalistas, que faziam a cobertura do evento.

A presidente Dilma Rousseff, que assim como Lula está em Paris, saiu em defesa do ex-presidente. Ela afirmou que se trata de tentativas de desgastar a imagem do presidente Lula.

O Globo