"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

maio 28, 2012

Presidente do Supremo afirma que chegou a hora de julgar o mensalão

Independentemente da polêmica envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-ministro da Defesa e do Supremo Nelson Jobim, o presidente do STF, Carlos Ayres Britto, afirmou nesta segunda-feira, 28, que é chegada a hora do julgamento do maior escândalo do governo Lula, conhecido como mensalão.

"Chegou a hora de julgar (o mensalão)", garantiu o ministro do STF, após participar do V Congresso Brasileiro da Indústria da Comunicação, na capital.


A respeito da polêmica envolvendo o ministro Gilmar Mendes, o ex-presidente Lula e o ex-ministro Nelson Jobim, Ayres Britto limitou-se a dizer:
"Foi um diálogo protagonizado por três agentes, dois desses agentes já falaram (Mendes e Jobim), falta o terceiro (Lula). Aguardemos a fala do terceiro". Segundo reportagem da revista Veja deste fim de semana, o ex-presidente Lula teria sugerido proteção a Gilmar Mendes, na CPI do Cachoeira, em troca do adiamento do julgamento do mensalão no STF, em encontro ocorrido no escritório de advocacia de Jobim.


Ainda sobre o julgamento do mensalão, Ayres Britto disse que ele será levado a julgamento assim que terminar o trabalho do ministro revisor deste processo, Ricardo Lewandowski. O presidente do Supremo lembrou que a corte já discute a logística e o cronograma do julgamento e afirmou que, a despeito de compreender a demanda da sociedade por esse julgamento, é "preciso que o processo ocorra sem predisposição para condenar ou absolver".

Daiene Cardoso, da Agência Estado

O APRENDIZ DE DÉSPOTA frustrado, O PARLAPATÃO ASQUEROSO , O FILHO... do brasil E SUA CANALHICE

A reentrada de Luiz Inácio Lula da Silva na vida política nacional tem se mostrado lastimável. Desde que se recuperou do câncer na laringe, para o que contou com a solidariedade incondicional de todos os brasileiros, ele tem adotado atitudes indignas para um ex-presidente.

Não difere em nada da postura indecente do partido dele, o PT.


O mais recente episódio envolvendo Lula em tenebrosas tratativas foi revelado pela revista Veja em sua edição desta semana. O ex-presidente sugeriu a Gilmar Mendes, um dos 11 ministros do STF, que postergasse o julgamento do mensalão para 2013, data considerada menos "inconveniente" por Lula.

Mas a conversa não parou por aí e foi seguida de uma chantagem explícita por parte do ex-presidente. Ele sugeriu que tem o controle da CPI que investiga as ligações do contraventor Carlinhos Cachoeira com o submundo da política e que, nesta posição, poderia livrar Mendes de qualquer apuração mais constrangedora.

"Se Gilmar aceitasse ajudar os mensaleiros, seria blindado na CPI.
Decupando acena, o que se tem é um ex-presidente oferecendo salvo-conduto a um ministro da mais alta corte do país, como se o Brasil fosse uma nação de beduínos do século XIX com sua sorte entregue aos humores de um califa", resume a revista.


Como de praxe, Lula negou o conteúdo revelado pela revista, assim como o fez também o ex-ministro Nelson Jobim, anfitrião do encontro.

Mas hoje Jorge Bastos Moreno esmiúça, n
O Globo, ainda mais a conversa, ocorrida em 26 de abril, uma quinta-feira:
"Gilmar teve a prova definitiva de que tinha sido escolhido pelo PT como símbolo da tentativa de desmoralizar o Judiciário".


Para tentar constranger a mais alta corte judiciária do país, Lula fia-se no fato de ter indicado seis dos 11 atuais ministros do Supremo. Acha que, por isso, teria ascendência e força suficientes para orientar-lhes os votos.

Trata-se de uma visão torpe de como devem funcionar as instituições num regime republicano. Lula acha que o que vale é o poder de mando.


A cruzada do ex-presidente para reescrever a história e tentar transformar o mensalão em farsa não tem limites. Vem desde que ele ainda ocupava o cargo mais alto do Poder Executivo. Mas Lula passou a dedicar-se especialmente à missão depois que voltou à planície.

É certo, por exemplo, que o ex-presidente esteve por trás da criação da CPI, cujo objetivo escancarado é desviar a atenção do julgamento do escândalo comandado por José Dirceu e seus outros 35 réus, atingir a imprensa e o Ministério Público, e constranger a oposição.

Lula é um líder partidário e suas atitudes deletérias acabam servindo de exemplo para seus simpatizantes. Se um ex-presidente se vê no direito de agir com tamanha desenvoltura para deflagrar um ilícito como o que propôs a Gilmar Mendes, o que esperar de seus seguidores?

A postura do PT não deixa dúvidas de que os maus hábitos, desde seu maior expoente, são a tônica por lá. É o que mostra, por exemplo, a suspeitíssima movimentação financeira do partido de Lula em 2011, ano em que os petistas encheram os cofres de dinheiro, arrecadado de empresas agraciadas com contratos firmados com o governo federal.

No ano passado, o PT obteve R$ 50,7 milhões em doações feitas por pessoas jurídicas. O valor corresponde a aproximadamente 20 vezes o que o PMDB e o PSDB, cada um, arrecadaram no mesmo período - respectivamente, o segundo e o terceiro maior montantes.

Equivale a 89,5% de tudo o que foi doado por empresas aos 29 partidos brasileiros em 2011, informa o Valor Econômico hoje.


Parte desta montanha de dinheiro - advindo de empresas com milionários contratos com o governo Dilma Rousseff, como mostrou O Globo no sábado - foi usada para pagar uma suposta dívida do PT com o Banco Rural, no valor de R$ 8,3 milhões.

O partido tenta dar ares de operação financeira ao que foi, na realidade, pura lavagem de dinheiro do mensalão. Irmana-se, portanto, a Lula na construção de sua própria farsa.


O comportamento do ex-presidente difere de tudo o que se espera de alguém que já ocupou o mais alto cargo da República. Afasta-se do que se poderia aguardar de quem gostaria de entrar para a história como o mais querido presidente brasileiro.

Mas que não restem dúvidas:
o mensalão existiu e o medo que os principais acusados têm de passar alguns anos na cadeia - corroborado pela atitude indecorosa de Lula - é a prova mais evidente disso.


Fonte: Instituto Teotônio Vilela
Atitudes indecentes

A INSUSTENTÁVEL NÃO LEVEZA DO CRESCIMENTO! PÃO&CIRCO R$1,99 - Mercado já prevê PIB abaixo de 3% em 2012



O mercado financeiro reduziu pela terceira semana consecutiva a estimativa de crescimento da economia brasileira em 2012.

De acordo com a pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira, a mediana das projeções para a expansão da economia em 2012 caiu de 3,09% para 2,99%.

Pela primeira vez em 2012, a projeção ficou abaixo de 3%. Para o ano que vem, a aposta de crescimento foi mantida em 4,50%. Um mês antes, as estimativas na pesquisa Focus eram de expansão de 3,22% neste ano e de 4,30% em 2013.

No mesmo levantamento, a projeção para o crescimento da indústria em 2012 manteve-se em 1,58%. Para 2013, a mediana das estimativas para a expansão industrial apresentou leve melhora e aumentou de 4,20% para 4,25%. Um mês antes, a pesquisa apontava expectativa de crescimento de 2,02% neste ano e de 4% em 2013.

Analistas reduziram ainda a previsão para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB em 2012, de 35,9% para 35,83%. Para 2013, a projeção seguiu em 34,5%. Há quatro semanas, as estimativas estavam, respectivamente, em 36,2% e 34,7% do PIB para cada um dos dois anos.

Dólar

A mediana das estimativas dos analistas para o preço do dólar no fim deste ano subiu de R$ 1,85 para R$ 1,90. Para 2013, o mercado manteve a estimativa de que a moeda deve fechar o ano em R$ 1,85. Há um mês, analistas previam dólar a R$ 1,80 no encerramento de 2012 e também de 2013.

Na mesma pesquisa, o mercado financeiro elevou a previsão para a taxa média de câmbio de R$ 1,86 para R$ 1,87 no decorrer de 2012, na quinta alta seguida. Para o próximo ano, a estimativa de dólar médio avançou de R$ 1,83 para R$ 1,84, a terceira alta consecutiva. Há um mês, a pesquisa apontava que a expectativa de dólar médio estava em R$ 1,80 para os dois anos.

Inflação

Os analistas do mercado financeiro diminuíram pela segunda semana seguida a previsão de alta do IPCA em 2012, de 5,21% para 5,17%. Com a diminuição, o número esperado pelos analistas se aproxima do previsto há um mês, quando o mercado trabalhava com 5,12% de alta.

Para 2013, a mediana das expectativas para o IPCA manteve-se idêntica à vista uma semana antes, em 5,60%. Há um mês, a expectativa de inflação estava em 5,53%.

No regime de metas de inflação, o BC deve trabalhar para entregar um IPCA de 4,50%, com um intervalo de tolerância de 2 pontos porcentuais para cima ou para baixo. Ou seja, inflação entre 2,5% e 6,5% no ano.

A projeção suavizada para o IPCA nos próximos 12 meses foi em sentido contrário à previsão para 2012 e subiu ligeiramente, de 5,51% para 5,52%, ante 5,53% previstos há quatro semanas.

No grupo dos analistas que mais acertam as projeções na pesquisa Focus, o chamado Top 5, a projeção para o IPCA em 2012 no cenário de médio prazo foi diminuída de 5,22% para 5,18%. Para 2013, o grupo segue com expectativa de alta de 5,80%.

Em ambos os casos, a atual previsão é maior que a vista há um mês, quando esses economistas apostavam em IPCA de 4,99% em 2012 e de 5,40% em 2013.

Entre todos os analistas ouvidos pelo BC, a mediana das estimativas para o IPCA em maio de 2012 caiu ligeiramente, de 0,48% para 0,47%, retornando ao patamar estimado há quatro semanas.

Para junho, a expectativa do mercado para a alta da inflação oficial caiu de 0,28% para 0,25%, ante 0,28% previstos quatro semanas antes.

Selic

O mercado financeiro manteve a previsão para o patamar do juro básico da economia nos próximos meses. A mediana das estimativas para a taxa Selic no fim deste mês seguiu em 8,50% ao ano, o que indica expectativa de corte do juro de 0,50 ponto porcentual.

Confirmada a expectativa, o Brasil passaria a conviver com o menor juro da história a partir da próxima quarta-feira à noite.

Para o fim de 2012, nada mudou na pesquisa Focus e o mercado segue com a expectativa de juro em 8%. Dessa forma, o mercado prevê que, além do corte previsto para esta semana, a taxa será reduzida em 0,50 ponto adicional.

Para 2013, também foi mantida a expectativa de que o juro voltará a subir para fazer frente à subida da inflação e deve fechar o próximo ano em 9,50%.

A pesquisa Focus mostrou, ainda, manutenção da previsão de juro médio no decorrer de 2012 em 8,72%. Para 2013, a mediana das expectativas de Selic média recuou de 9,23% para 9,20%, na nona queda seguida.

Há um mês, o mercado esperava Selic média de 9,28% neste ano e de 9,68% no próximo ano.

Fernando Nakagawa, da Agência Estado

INCC-M avança para 1,3% em maio, acumula variação de 3,63% no ano e de 7,16% em 12 meses.


O Índice Nacional de Custo da Construção - M (INCC-M), medido pela Fundação Getulio Vargas, subiu 1,3% em maio, de alta de 0,83% em abril. A inflação da construção civil agora acumula variação de 3,63% no ano e de 7,16% em 12 meses.

A inflação da mão de obra puxou o índice em maio ao subir 2,22%, de 1,08% em abril. Já o índice relativo a materiais, equipamentos e serviços desacelerou ao registrar variação de 0,35%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,58%.

O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

No grupo materiais, equipamentos e serviços, o índice correspondente a materiais e equipamentos subiu 0,35%, de 0,65% no mês anterior.
Os quatro subgrupos componentes apresentaram decréscimo em suas taxas de variação:
materiais para estrutura (0,68% para 0,40%),
materiais para instalação (1% para 0,35%),
materiais para acabamento (0,48% para 0,37%)
e equipamentos para transporte de pessoas (0,40% para 0,04%).

A parcela relativa a serviços passou de uma taxa de 0,32%, em abril, para 0,37%, em maio, com destaque para a aceleração do subgrupo serviços pessoais, cuja variação passou de 0,38% para 0,73%.

Em São Paulo, a mão de obra registrou variação de 3,97%, por conta de reajustes salariais ocorridos em função da bata base.
O Rio de Janeiro registrou impacto crescente, com a variação avançado de 4,26% para 4,75%.
Já em Porto Alegre, o impacto foi decrescente, tendo a taxa passado de 1,13% para 0,52%.

O Globo

E NO brasil DO CONSUMO "ESTIMULADO" E 100/200/300%"PREPARADO" : Refinanciamento de dívida de carro deve ganhar força


A inadimplência em níveis recordes nas carteiras de financiamento de veículos deve impor limitações ao desejo do governo de fazer a roda da economia girar com estímulos para aquisição de automóveis e comerciais leves.

A percepção é de que a oxigenação dos portfólios vai se dar mais pela renegociação de dívidas do que pelo escoamento de crédito novo.


Mesmo com banqueiros vindo a público dizer que o alívio de compulsório casado com incentivo fiscal proporcionam condições mais favoráveis à tomada de crédito, a percepção é de que, na prática, os critérios mais rigorosos na concessão de financiamento novo tendem a prevalecer.

"Os bancos estão calejados e carregam em seus balanços os estragos das facilidades de 2009 e 2010", diz o analista de um banco estrangeiro. "Os prazos podem até aumentar, porém mais pela repactuação de dívidas do que pela disposição das instituições de relaxar os critérios de seleção."

Conforme lembra, antes das medidas de estímulo anunciadas em 21 de maio, o diretor de um grande banco de varejo, bastante ativo no segmento de veículos, dizia não haver ambiente para mudar as práticas mais restritivas na oferta, adotadas desde o início do ano passado. "Ele foi enfático em dizer que a carteira não ia crescer este ano e não creio que tenha mudado de ideia após as medidas."

Em abril, a inadimplência das carteiras de veículos bateu em 5,9%, a mais alta da série histórica do BC. Num momento de depreciação no preços dos usados, esses índices invariavelmente acabam virando perda para as instituições que, mesmo quando retomam o bem, não conseguem reaver o valor integralmente financiado.

O analista do banco estrangeiro acrescenta que, como há no radar a possibilidade de incentivos fiscais para as renegociações de dívidas, essa prática também deve ficar, por ora, em banho-maria.
(...)
A expectativa inicial dos especialistas era de que a inadimplência começasse a dar sinais de acomodação em fevereiro e, em março, caísse. Wermeson França, economista da LCA Consultores, não esperava que a taxa batesse recorde pela terceira vez consecutiva em abril, mas também não se disse surpreso.

Diante da alta persistente do calote, ele acredita que os incentivos para a concessão de crédito tendem a ter efeito limitado. "Os bancos têm dinheiro para emprestar, o problema não é liquidez e sim o volume de calotes", diz.

França lembra ainda que as medidas de governo tendem a depreciar o valor dos veículos usados, o que também limitaria o apetite dos bancos para dar mais crédito.
"Não vejo outra saída a não ser continuar sendo rigorosos."

Adriana Cotias e Aline Lima Valor Econômico

Rombo do setor público ! 954/mil serv.( +R$5bi = total de R$61 bi) 41% + QUE OS 28milhões APOSENT. INSS.

O déficit previdenciário dos servidores federais deve ficar R$ 5 bilhões maior neste ano, atingindo R$ 61 bilhões. Isso quer dizer que os 954 mil servidores aposentados e pensionistas vão representar um rombo 41% maior que os 28,1 milhões de aposentados pela iniciativa privada, assistidos pelo Instituto Nacional de Seguro Social (NSS).

O novo regime de previdência do setor público federal, o Funpresp, que cria os três fundos de pensão dos servidores (um para cada Poder), entra em vigor nas próximas semanas, mas só vai começar a reduzir o déficit previdenciário a partir de 2030.

A lei que autoriza a criação dos fundos de previdência dos três poderes foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff no início do mês. Desde então, cada Poder constituiu um grupo de trabalho para elaborar o estatuto, o regulamento e o convênio de adesão de seu Funpresp - três requisitos exigidos pelo órgão regulador do setor de fundos de pensão, a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc).

A partir do momento em que os estatutos chegarem à Previc, o presidente do órgão, José Maria Rabelo, garantiu ao Valor que em menos de 30 dias dará o sinal verde. Após aprovação do estatuto pela Previc, o fundo é então criado. Isso significa que todo servidor federal nomeado depois dessa etapa está automaticamente incorporado ao novo regime previdenciário.

Os servidores que forem nomeados até lá ingressam no regime antigo, mas podem aderir ao Funpresp.


O Valor apurou que o governo pretende enviar, de uma vez só, os três documentos do Funpresp-Executivo, e não separadamente, como pode ser feito. Isso acelera o processo e pressiona os outros poderes a fazer o mesmo.

O Funpresp-Executivo vai representar mais de 60% do número de servidores (630 mil ativos, hoje), e, dentro de 20 anos, quando houver a recomposição plena dos servidores hoje na ativa (que estão sob o regime antigo), o fundo de pensão do Executivo será o maior do país, em termos de patrimônio - vai superar o líder Previ, dos funcionários do Banco do Brasil (BB).


No auge, a partir de 2030, os três Funpresp devem acumular cerca de R$ 231 bilhões - mais de um terço do patrimônio de todos os fundos de pensão do Brasil somados. "O Funpresp vai constituir um efeito poderoso sobre o mercado financeiro e a economia real, especialmente neste novo cenário de juros baixos.

Isso é muito importante para o governo", afirmou uma fonte do Palácio do Planalto, que salientou o crescente interesse da presidente em "disseminar" o novo modelo de previdência no setor público.


"Se os Estados e municípios realmente seguirem o exemplo, como fez São Paulo, o Brasil terá criado um importante estoque de capital para investimentos", disse um assessor presidencial.

Inicialmente, o governo pretendia abrir a possibilidade de Estados e municípios participarem do Funpresp. Assim, o regime não seria restrito à previdência complementar dos servidores federais, mas aberto a qualquer funcionário público.

A ideia, no entanto, foi barrada pelo Ministério da Fazenda. Isso porque a adesão de Estados e municípios poderia complicar a fiscalização. Além disso, "se eles dessem calote, a União teria que pagar a diferença", ressalta a fonte.

Valor Econômico

maio 27, 2012

E NO brasil maravilha DA CARINHOSA(MENTE)FRENÉTICA/EXTRAORDINÁRIA /GERENTONA ENGANADORA : O Brasil que não viaja de avião: 150 milhões E 1 MORTE A 40Horas(2011)

O governo vem concentrando necessários esforços para que os aeroportos se tornem mais eficientes a fim de atender ao público que vem para Copa e Olimpíadas.
Nos próximos dias, transfere o controle dos primeiros grandes terminais para grupos privados.


Enquanto isso, o transporte por ônibus, trem e barco em milhares de cidades brasileiras vai de mal a pior, retrato de um governo que investe pouco no setor: 0,4% de seu Produto Interno Bruto (PIB), menos da metade da média mundial de 0,96%, segundo dados da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Assim, viajar de ônibus, barco ou trem no Brasil pode ser uma aventura. Em 2011, foi uma morte a cada 40 horas, num país que majoritariamente não viaja de avião: o setor aéreo transportou 89,9 milhões de pessoas, enquanto quase 150 milhões usaram os outros três meios.
Para mostrar o cotidiano desses passageiros que estão fora do foco político do governo, O GLOBO embarcou nas mais longas linhas de ônibus, barco e trem em operação no país e começa neste domingo uma série de reportagens, que também vai analisar desafios do setor.

EM REPÚBLICA DE ENGANADORES... VER PRA CRER ! Ministros dizem que Supremo não se submeterá a pressões.

Consultados pelo GLOBO, três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) afirmaram que a Corte não se submeterá a pressões, seja de quem for, para alterar o rumo do julgamento do mensalão, que ainda depende o relatório do ministro revisor Ricardo Lewandowski para ter a data marcada.

Segundo reportagem da revista Veja desta semana, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva procurou ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar adiar o julgamento do mensalão em troca de blindagem na CPI do Cachoeira.


O presidente do STF, ministro Carlos Ayres Britto, disse que não viu malícia na conversa que manteve com o presidente Lula, durante almoço no Palácio da Alvorada ,a convite da presidente Dilma Rousseff, quando Lula perguntou sobre o jurista Celso Antônio Bandeira de Mello e emendou "qualquer dia desses a gente toma um vinho".

- O meu testemunho é favorável a distinção do Lula. Ele nunca me fez o menor pedido. Já conversei com Celso Antônio. Tomamos café da manhã hoje. Lula nunca tocou nesse assunto com Celso Antônio. Prefiro acreditar que o Gilmar fez uma interpertação equivocada disso. Todos nós somos pessoas vacinadas. Somos curtidos nesse tipo de enfrentamento, de insinuação. Isso não influencia a subjetividade do julgador. Por mais que seja política a ambiência do mensalão, o julgamento vai ser técnico, impessoal, objetivo, em cima das provas dos autos - disse Ayres Brito.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a Presidência do PT negaram-se ontem a comentar a polêmica aberta pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. Quando indagado se Lula falaria sobre a questão, um assessor do ex-presidente disse:
"Ligue para Brasília e peça para o Gilmar explicar a história".
O presidente nacional do PT, Rui Falcão, também não deu declarações.


O ministro Marco Aurélio Mello disse não ter sido procurado pelo presidente Lula, mas destacou que mesmo que esse pedido tenha sido feito a outros ministros não mudará o andamento do processo.

- Eu geralmente guardo com as pessoas uma cerimôna maior. Não que me isole, sou um juiz aberto a ouvir, mas claro que ouço em audiência marcada no gabinete. O diálogo pode ser mantido, mas respeitando o predicado maior da magistratura que é a independência.

O presidente Lula tem uma forma toda própria de tocar sua atuação e respeitamos essa forma, mas ela não pode evidentemente ter influencia no campo do julgamento - justificou o ministro, completando:


- Para mim juiz é ciência e consciência possuídas. Nada mais.
Lula fez os pedidos como cidadão cumum, é porque ele não guarda qualificação de advogado. Quem o ouviu deve partir dessa premissa de que quem está falando é o cidadão comum e deve dar o desconto cabível.
E tenho certeza que os colegas darão.


Segundo a reportagem, o ministro Ricardo Lewandowski - revisor do caso - é outro que teria sido procurado pelo ex-presidente, mas teria provocado contrariedade em Lula ao sinalizar que deve acelerar o julgamento.

Procurado, o ministro negou qualquer interferência de Lula no processo e informou que espera liberar o processo o mais rápido possível. Fontes do Supremo acreditam que a tendência é que isso aconteça no próximo mês.


Ao Blog do Moreno, o ex-ministro Nelson Jobim negou que Lula tenha pressionado Gilmar Mendes.

E A CPI DA "SOBRIEDADE E FOCO"? Eu entendo que a CPI está patinando, analisa Pedro Taques

Membro do chamado grupo de parlamentares independentes da CPI do Cachoeira, o senador Pedro Taques (PDT-MT) aponta resistências na comissão para investigar de verdade o caso e diz que, sem a quebra de sigilos e a busca de documentos para comprovar os fatos ilegais relacionados à organização criminosa do bicheiro Carlinhos Cachoeira, a CPI dará em nada.

Membro do Ministério Público Federal por 15 anos, Taques é contra a convocação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, mas diz que qualquer cidadão pode representar contra ele no Conselho do MP.


O GLOBO:
Como o senhor vê essa polêmica sobre a dificuldade de a CPI investigar Gurgel?


PEDRO TAQUES:
Fui do Ministério Público Federal durante 15 anos. Eu me desonerei do MP. Não me licenciei nem me aposentei. Vejo que essa polêmica não tem fundamento legal. É uma falsa polêmica. A CPI tem fatos determinados: investigar a organização criminosa capitaneada por Carlinhos Cachoeira com parlamentares e autoridades. O procurador-geral da República está sendo investigado? Não. Ele pode ser convocado para depor na CPI? Entendo que não, porque existe uma lei que lhe dá prerrogativas, sob pena de ele se transformar em testemunha. Daí a CPI entendeu que deveria pedir esclarecimentos, e ele os enviou. Se a CPI achar que não foram suficientes, volta a discutir. Não podemos mudar o foco da CPI.


O GLOBO:
O Conselho do Ministério Público pode investigar se houve mesmo prevaricação do procurador e da subprocuradora Cláudia Sampaio ao não encaminhar o caso em 2009?


PEDRO TAQUES:
Pode! Qualquer cidadão é parte legítima para representar contra qualquer autoridade, inclusive do MP.


O Globo :
E agora se descobre um repasse de R$161 mil de Cachoeira para o escritório de advocacia do ex-procurador Geraldo Brindeiro. Isso acaba dando mais munição para quem quer desmoralizar o Ministério Público na CPI?

PEDRO TAQUES:
Sim. Não interessa qual seja a verdade. O que interessa é que a verdade possa aparecer. Eu entendo esse fato como grave. Por que isso? Existem conversas que falam da advocacia ou não, não sei, do ex-procurador geral com pessoas ligadas ao Cachoeira. E isso precisa ser esclarecido, sem fazer prejulgamento. Procurador, membro do MP, pode advogar? Em regra, não. Mas existem exceções. Aqueles que ingressaram na instituição até 1988 podem. É o caso do Brindeiro.


O GLOBO:
Mas (trabalhar) para uma organização criminosa?


PEDRO TAQUES:
Isso precisa ser analisado. Eu não vejo como razoável que um colega, mesmo membro da instituição, possa advogar para essa organização.


O GLOBO:
Há um fogo cruzado do PT e do senador Collor em cima do MP, e isso acabou criando um espírito de corpo no Supremo em solidariedade a Gurgel. Isso pode ser um tiro no pé e contaminar o julgamento do mensalão?


PEDRO TAQUES:
Não tenho essa avaliação de espírito de corpo. Vi uma manifestação legal do procurador-geral da República falando dessa desconfiança. Os ministros do Supremo também, alguns se manifestaram nesse sentido. Não tenho informação para saber se isso foi um espírito de corpo.


O GLOBO:
Mas o senhor acha certo vincular mensalão e CPI?


TAQUES:
Eu entendo que não.
O mensalão já foi denunciado, as alegações finais já foram feitas, e o julgamento, marcado para o mês que vem.


O GLOBO:
O senhor tem dito que é uma CPI chapa-branca. Os depoentes se calam, e não se aprovam convocação de governadores e quebra de sigilos. Onde vai dar?


TAQUES:
Não vai dar em nada! Nós precisamos afastar (quebrar) sigilos de empresas, precisamos buscar documentos. Nós provamos esses crimes através de documentos.


O GLOBO:
Mas a CPI não quer buscar esses documentos?


TAQUES:
Eu entendo que a CPI está patinando, ouvindo depoimentos de pessoas que têm direito constitucional de nada falar. A CPI tem que buscar documentos e proteger o patrimônio público, que é o que estamos fazendo, através dessa ação popular pedindo o bloqueio dos bens da construtora Delta.


O GLOBO:
Tem um acordão dos partidos para evitar a convocação dos governadores? O senhor percebe isso?


TAQUES:
Sim, eu estou... Eu não tenho comprovação disso. Mas estamos demorando muito para decidir a convocação dos governadores. Temos que decidir.


O GLOBO:
Mas existe vontade na CPI de fazer isso?


TAQUES:
Até agora essa vontade não veio.


O GLOBO:
Há reclamação no Congresso de que o relator Odair Cunha (PT-MG) estaria direcionando seu trabalho para pegar a oposição. Ele está sendo imparcial?


TAQUES:
Temos que respeitar o presidente e o relator, mas, em nome da verdade, as perguntas feitas pelo relator a um dos depoentes (ex-vereador Wladimir Garcez) foram todas só para um lado, sim. Só fez perguntas para um lado. Um membro da CPI precisa ser imparcial. Lógico que a CPI é um instrumento político. Mas não pode ser instrumento de uma guerra político- partidária.


O GLOBO:
O episódio do deputado Vaccarezza com o governador Sérgio Cabral torna o parlamentar suspeito de continuar na Comissão?


TAQUES:
Gostaria de uma explicação do deputado Vaccarezza na CPI, não na imprensa.
Aquele torpedo é no mínimo estranho.

maio 26, 2012

brasil maravilha COM CONSUMO "ESTIMULADO" : Brasileiros devem R$ 2 tri

Financiamentos aumentam, endividamento dos consumidores com o cheque especial chega a R$ 22,8 bilhões em abril e inadimplência cresce

Nunca as pessoas e as empresas se endividaram tanto no Brasil. SãoR$ 2,1 trilhões emprestados pelos bancos, até abril, para financiar de tudo:
da casa própria ao supérfluo, passando pelos recursos para as companhias — um montante capaz de comprar quase metade (49,6%) do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) de 2012.

Esse endividamento deve crescer ainda mais até o fim do ano, impulsionado pelo anseio do governo de salvar o crescimento a qualquer custo e pela batalha entre o Palácio do Planalto e o setor bancário pela expansão do crédito.

Mesmo com a inadimplência das pessoas físicas alcançando 7,6%, nível próximo do pico histórico de 2009, a equipe econômica tem forçado o sistema financeiro a liberar ainda mais crédito para o consumo. No cheque especial, as famílias bateram um recorde e terminaram abril devendo R$ 22,8 bilhões a uma taxa média de 174,1% ao ano — juro elevado o suficiente para levar o consumidor à bancarrota.

Somente no mês passado, a média diária de liberações nessa linha cresceu 9%, movimento favorecido pela redução dos juros, que recuaram 10,9 pontos percentuais. No cartão de crédito, a média diária de operações aumentou 11%, R$ 1,3 bilhão por dia.

O segmento de financiamento de veículos é o único que mostrou desempenho contrário: as concessões diárias caíram 4,6%. Nessa área, beneficiada pelas medidas anunciadas pelo governo nesta semana, o volume de calotes está em 5,9%, patamar considerado alto, que também segue tendência de elevação:
a taxa cresceu 0,2 ponto percentual em abril e 2,7 pontos nos últimos 12 meses.

Armadilhas
Técnicos do governo, porém, acreditam que o número de maus pagadores deve recuar, sobretudo porque os juros, empurrados pelo governo, estão diminuindo. "Estamos observando uma expansão do crédito a um custo mais barato, e isso deve contribuir para uma queda da inadimplência", argumentou Túlio Maciel, chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC).

Ele listou ainda o mercado de trabalho robusto e a expansão da renda como fatores que devem reduzir o percentual de atrasos.

Além disso, os juros devem continuar a cair. Em abril, a taxa média do sistema para as pessoas físicas recuou para 42,1% ao ano e, na prévia do indicador até 14 de maio, para 40,1%. Na média do mercado, o juro caiu para 33,7%.

A despeito do custo menor das operações, os consumidores ainda têm caído nas armadilhas do dinheiro supostamente farto. O analista de suporte Lindemberg Rocha Aguiar, 40 anos, está preso às dívidas do cartão de crédito há quatro anos e meio. Ele contou que costumava pagar sempre o valor mínimo das faturas mensais e que, no fim, a conta chegou a R$ 5 mil.

"O banco entrou em contato comigo, mas eu não tinha condições de pagar o valor todo", disse.


Pelos cálculos do BC, a fatura total dos brasileiros com o sistema financeiro corresponde a 42,95% da renda anual das famílias — o maior endividamento já registrado. Maciel, no entanto, avalia que ainda não há com o que se preocupar.

"O crédito vai crescer, mas não haverá comprometimento da qualidade. Os bancos estão mais seletivos", observou.


Segundo o economista, depois de 2010, quando houve uma febre de financiamentos de veículos, seguida de uma elevação da inadimplência , as instituições passaram a avaliar melhor o risco e a concessão de crédito está mais difícil.

Felipe França, economista do banco ABC Brasil, tem visão semelhante. "O grande problema da inadimplência e do crédito vem sendo a parte de automóveis. Os financiamentos para o setor têm impedido uma recuperação mais expressiva do crédito", pontuou.

"As demais modalidades têm um nível de endividamento elevado, mas devem responder ao crescimento da renda e à redução dos juros."


Crescimento
Para que os níveis de calote recuem a níveis mais toleráveis pelo mercado, na visão de especialistas, o país tem de crescer acima do ritmo atual. Nas previsões mais otimistas, o PIB deve aumentar 3,1% em 2012; nas mais pessimistas, 2,5%.

Segundo o Itaú Unibanco, que divulga uma expectativa mensal para o PIB, o primeiro trimestre deve ter tido alta de 0,6%.

Os economistas da instituição avaliam que o cenário vai melhorar no resto do ano.

"As medidas anunciadas recentemente para incentivar as vendas de veículos, em especial a redução do IPI, devem ter impacto positivo na atividade econômica", explicou Aurélio Bicalho, economista do Itaú Unibanco.

"Os estímulos ao crescimento — aumento do salário mínimo, redução da taxa de juros e elevação das despesas do setor público — vão ter efeito na economia já no segundo trimestre, e, com maior intensidade, na segunda metade do ano, período em que a economia deverá mostrar taxas mais altas de crescimento", disse.


Colaborou Ana Carolina Dinardo/Correio Braziliense