"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

fevereiro 09, 2012

Inflação tem alta

A inflação do país voltou a subir em janeiro. Segundo levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV), o Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou alta de 0,30% no mês, em dezembro esse indicador havia caído 0,16%.

No acumulado de 12 meses, o IGP-DI alcançou 4,29%.

Os preços ao produtor deram as maiores contribuições para a elevação da carestia, com variação de 0,01% ante uma taxa negativa de 0,55% em dezembro.


Os valores ao consumidor também tiveram participação decisiva ao marcar alta de 0,81% no primeiro mês de 2012. O peso maior para o custo de vida das famílias veio do grupo educação, leitura e recreação, cujo reajuste foi de 4,9%.

Apenas os cursos formais ficaram 8,16% mais caros.
A construção civil também pesou no bolso:
teve taxa de 0,89%, acima dos 0,11% do mês anterior.

Materiais e equipamentos subiram 0,24%, os serviços registraram alta de 1,20% e a mão de obra encareceu 1,34%.

Correio Braziliense

MANDEM A CONTA - PARA O CACHACEIRO ABJETO PARLAPATÃO , O FILHO...DO BRASIL

Há um interessante debate sobre a privatização dos aeroportos feita pelo governo Dilma, mas há também o entendimento de que a mudança é positiva.

E desde já, se a coisa funcionar mais ou menos, fica assim:
o governo ganha dinheiro com os aeroportos, ao vender as concessões (R$ 26 bilhões numa tacada inicial!) e receber participação nos lucros e ainda consegue turbinar os investimentos nessa área crucial de infraestrutura.


Ou seja, se tivesse feito isso há mais tempo, o governo poderia ter utilizado em outros setores carentes, saúde, por exemplo, o dinheiro que gastou em aeroportos e o que teria recebido nas privatizações.


E o público estaria mais bem servido.


Por que não se fez antes?
Porque o então presidente Lula não deixou.

A conversa sobre privatização dos aeroportos não é nova, sobretudo no mundo privado.

No governo FHC, tratouse disso no segundo mandato, quando o presidente já estava desgastado e privatizar era pior do que qualquer outra coisa.


Em suas duas campanhas vitoriosas, Lula voltou a demonizar a privatização, com tal força que os próprios tucanos fugiram dela como diabo da cruz.


Mas no segundo governo Lula, a partir de 2007, o tema voltou, quando a administração lidava com o caos aéreo que explodira no final de 2006.

Foi quando as autoridades finalmente admitiram que todo o sistema aéreo era, literalmente, uma permanente ameaça de desastre:
recursos mal administrados;
os aeroportos sem estrutura adequada;
falta de pessoal especializado,
como os controladores de tráfego aéreo;
radares com zonas cegas;
falhas nas comunicações via rádio.


Feitas as contas, estava na cara que os recursos necessários para atacar todos esses problemas estavam muito acima da capacidade do governo federal.
Conclusão óbvia:
era preciso trazer dinheiro, empresas e gente nova para o setor.

Vender concessões era a óbvia saída.

Pelo menos três ministros do governo Lula disseram a este colunista que a privatização era inevitável.
A necessidade venceria as resistências ideológicas.
Modelos foram analisados pelos técnicos da administração federal, alguns chegaram a ser anunciados.

Por exemplo:
em julho de 2007, o então ministro da Defesa, Nelson Jobim, deu prazo de 90 dias para que a Agência Nacional de Aviação Civil, Anac, e a Infraero apresentassem o projeto para o terceiro aeroporto de São Paulo.


Ficou pelo caminho.

A coisa simplesmente morreu, não se falou mais nisso.
Já havia então um projeto preparado por um grupo de empresas privadas para a construção desse aeroporto na região de Araucária.

Aliás, o projeto continua de pé, e voltou a ser lembrado agora que o governo fez três concessões privadas de aeroportos já existentes.


Por que não autorizar a construção de um outro, inteiramente e desde o início privado? Resumindo: a presidente Dilma e seu pessoal celebraram os leilões de Guarulhos, Viracopos e Brasília.


Disseram, corretamente, que se inicia uma nova era, com mais investimentos e mais eficiência.


Por que não fizeram antes se todos estavam no governo Lula? Porque Lula disse que tudo se resolveria com o PAC, no qual destinou uns R$ 5 bilhões à Infraero, para os 12 aeroportos da Copa.


Reparem como não fazia sentido além da propaganda.

Só para a privatização de Guarulhos, o governo exigiu da nova concessionária compromisso de investimentos de...
R$ 5 bilhões.

Para Brasília, mais de R$ 8 bilhões.

Resumo da ópera:
Lula é responsável por um atraso de cinco anos nessa privatização.

Carlos Alberto Sardenberg O Globo
Mandem a conta para Lula

fevereiro 08, 2012

PRIVATARIA PETRALHA : Projeto do governo pode ir para o lixo

Os consórcios vencedores do leilão dos aeroportos na segundafeira não pretendem utilizar os projetos escolhidos pela Agência nacional de Aviação Civil (Anac) à Estruturadora Brasileira de Projetos (EBP), que serviram de referência para a modelagem do edital de licitação dos terminais.

A avaliação dos consórcios é de que os projetos propostos pela EBP têm falhas e, em geral, superestimam os valores dos investimentos necessários para as ampliações e melhorias que terão de executar.

— Eles (a EBP) não foram profundos o suficiente para fazer bons projetos — diz um consultor sobre os estudos.


No caso de Viracopos, em Campinas, uma fonte próxima ao consórcio vencedor, liderado pela Triunfo Participações, confirma que será utilizado projeto próprio para as obras de ampliação do aeroporto, cuja capacidade deve ser triplicada nos 30 anos da concessão.


O projeto a ser implantado em Campinas permitirá ainda otimizar custos, reduzindo os investimentos — de R$ 12 bilhões previstos pela EBP, para em torno de R$ 8 bilhões.


A diferença cobre o valor de outorga, de R$ 3,82 bilhões, a ser pago em 30 anos.

Pelas regras da privatização, os vencedores não são obrigados a usar a proposta da EBP, mas terão de pagar por seus projetos.

Para Guarulhos, a conta será de R$ 7 milhões; para Viracopos, R$ 7,6 milhões; e para Brasília, R$ 2,5 milhões.


A busca das receitas não tarifárias, com a melhor exploração das áreas comerciais e prestação de serviços, é fundamental para a equação econômico-financeira dos consórcios, que pagaram ágio médio de 348% no leilão.


Com isso, será possível cobrir os R$ 810 milhões anuais para quitar os R$ 16 bilhões pela outorga do terminal, e realizar os investimentos.

No futuro, as receitas de Guarulhos deverão triplicar.

O Globo

NO NORDESTE E SEM "MARQUETINGUE! A TRANSPOSIÇÃO QUE A GERETONA/FRENÉTICA E EXTRAORDINÁRIA DE NADA E COISA NENHUMA , HOJE "PRESIDENTA MAMULENGA" , NÃO VAI VER.

Dilma Rousseff está hoje no Nordeste.
Não foi à região para inaugurar nada, nem anunciar nenhuma novidade.

Foi apenas ver de perto um dos fracassos mais retumbantes da qual foi protagonista, não apenas como presidente, mas desde que "gerenciava" o governo Lula:
as obras da transposição do rio São Francisco.


O cenário que a aguarda é de desolação.
Obras paralisadas; empreendimentos que se desintegram semanas depois de serem "concluídos"; municípios inteiros submetidos à penúria; comunidades que agora vivem pior do que antes da chegada dos canteiros das empreiteiras.


A transposição é projeto muito antigo, e também polêmico. Parte dos estados nordestinos era contra; parte muito a favor. Lula decidiu tocá-la a partir de 2007. Vangloriou-se de estar fazendo algo que, desde Dom Pedro, não se conseguia.

"Eu digo sempre que o Lula de dona Lindu conseguiu fazer a obra que o Imperador, filho do rei Dom João VI, não quis fazer", disse ele, em um de seus últimos atos na presidência, em dezembro de 2010.

Lula não conseguiu coisa nenhuma; para existir, a transposição ainda tem de comer muita poeira.


Atualmente, a maior parte dos 14 lotes de obras está parada, à espera de aditivos contratuais. Desde o ano passado, as máquinas foram sendo desligadas. O total de empregados caiu de 9 mil para 3.900, se tanto.

As construtoras argumentam que os valores negociados com o governo mostraram-se insuficientes para bancar as obras. Para voltar ao trabalho, espetaram uma nova fatura bilionária no governo petista, que topou pagar.


Os custos da transposição já subiram mais de 50% sem que uma gota de água irrigasse o semiárido. O valor passou dos R$ 4,5 bilhões iniciais para os atuais R$ 6,9 bilhões.

Um dos pecados originais da transposição foi ter sido iniciada sem que houvesse sequer projetos básicos das obras. Em campo, a realidade que as empreiteiras encontraram era bem diferente da prevista.


O improviso já resultou em acidentes graves, como o desmoronamento de parte do túnel de Cuncas, que com seus 15 km corta a divisa entre Ceará e Paraíba, em abril do ano passado.

Em localidades como Montevidéu, no município de Salgueiro (PE), as obras afetaram o açude que garantia o abastecimento para a população, agora sem água.


A obra da transposição é alvo de pelo menos dez investigações do Ministério Público Federal. As primeiras ações foram propostas em 2005 e os inquéritos apuram desde fraudes em licitações até a remoção de índios de locais por onde passam as obras.

Hoje, cinco anos depois do seu início, apenas 58% da transposição foi feita, segundo o Jornal do Commercio, de Recife, em série de reportagens que vem sendo publicada desde domingo.

Inicialmente, a conclusão deveria ocorrer neste ano, mas já se sabe que, na melhor das hipóteses, ficará para o sucessor de Dilma inaugurar os 713 quilômetros de canais do empreendimento, em 2015.


"A transposição do São Francisco é uma amostra exemplar do padrão de gestão petista. Decisões são tomadas não com base em cálculos econômico-financeiros ou estudos sobre a importância e a urgência do projeto para a região e para o país, mas tendo em conta os interesses do PT e de seus aliados de ocasião", comentou O Estado de S.Paulo em editorial no primeiro dia de 2012.

Dilma ordenou a seus assessores que mantivessem sob discrição sua ida ao Nordeste hoje. Ela passará por Pernambuco - Floresta e Cabrobó - e Ceará - Juazeiro do Norte e Mariti.

Tudo bem diferente da caravana pomposa na qual acompanhou Lula em outubro de 2009 - cercada de ministros, uísque, roda de viola e tapetes vermelhos - para promover sua candidatura presidencial.


O mais nefasto é o uso e o abuso que o PT faz do dinheiro público para enganar o público, iludir pessoas que só pedem um pouco de atenção oficial e comunidades que gostariam de progredir honestamente.

A transposição é obra necessária, mas as gestões de Lula e de Dilma a transformaram em mais um estelionato a figurar na ficha corrida do partido.


Fonte: Instituto Teotônio VilelaA transposição que Dilma não vai ver

"PRIVATARIA" À MODA PETRALHA : Omissão estranha

Submetida a uma saraivada de críticas, umas por desconfiança sobre a viabilidade das concessões dos aeroportos de Guarulhos, Campinas e Brasília vis-à-vis os preços pagos na licitação, outras por razão política, devido à privatização ter se dado sob a égide do PT, que sempre esconjurou a venda de empresas estatais no governo Fernando Henrique, sabia-se que a operação patrocinada pela presidente Dilma Rousseff despertaria polêmicas.

Inesperadas foram as omissões.


Esperava-se mais que informações burocráticas dos responsáveis por uma operação nada trivial, inclusive da presidente, considerando-se o previsível mal-estar que a venda das concessões geraria junto aos setores da esquerda — e não só, pois, até pela comunicação petista, parte da sociedade tem um sentimento contrário às privatizações.

A ausência do primeiro escalão do governo para comunicar a mudança de política e comemorar o seu sucesso, constatado pelos altos ágios na licitação, sugere a intenção, deliberada ou não, de minimizar as repercussões.

Foi como se o governo temesse sair do armário e ser visto como exorcista das privatizações demonizadas pelo PT.


As explicações ficaram para os técnicos envolvidos com os leilões, como o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt, e o presidente da Infraero, Gustavo do Vale, que pouco disseram.

Consultores e dirigentes de grupos que foram ao leilão é que deram explicações sobre as eventuais inconsistências, por exemplo, entre a geração de caixa do aeroporto de Guarulhos, de R$ 500 milhões/ano atualmente, segundo o Valor, e o preço de R$ 16,2 bilhões pago pela sua concessão por 20 anos pela Invepar (da empreiteira OAS e dos fundos de pensão Previ, Petros e Funcef), associada à estatal ACSA, da África do Sul.

Ficou a impressão de um lance sem fundamento.


Entre o fluxo de caixa atual e os pagamentos anuais pela outorga, da ordem de R$ 810 milhões, há uma divergência de valores, que vai crescer com o compromisso exigido do concessionário de investir em Guarulhos, ao longo do período de concessão, R$ 4,7 bilhões.

Falta de articulação
O lance mais próximo fora de R$ 12 bilhões.
Noutro sinal de falta de articulação, jornais atribuem a "alto funcionário", sem nomeá-lo, a notícia de que o governo esperava menos de R$ 6 bilhões pela outorga de Guarulhos.
Nas entrelinhas, sugeriu irresponsabilidade.


A esta altura, o melhor que se espera do governo é que divulgue a simulação de rentabilidade com a operação de Guarulhos, validando a premissa da Invepar segundo a qual a Infraero deixa dinheiro sobre a mesa ao não realizar todo o potencial de receitas na gestão do aeroporto.
Se não for isso, vai-se estar diante de um problemão.


Vacina da transparência
A transparência é a melhor vacina.
Que também assuma, assim, que os grandes operadores de aeroportos no mundo não compareceram por discordar da permanência da Infraero nas sociedades que vão gerir as concessões, com 49% do capital, sem gastar e sem poder de veto.


Também poderia dizer que as três grandes empreiteiras nacionais — Odebrecht, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez — foram ao leilão, mas não apresentaram lances agressivos por terem outros planos.

Em São Paulo, Camargo e Andrade Gutierrez projetaram um aeroporto 100% privado, entre Guarulhos e Viracopos, já tendo derrubado a tese da Aeronáutica de que ele tumultuaria o espaço aéreo na região.


A lição de Chacrinha
Governos são reconhecidos não só pelo sucesso de suas iniciativas, mas pela eficácia da comunicação. Ela falta quando se ataca o BNDES por poder financiar até 80% das concessões.

Isso não implica bancar o custo da outorga, como nas privatizações do governo FHC, mas só o investimento, conforme a sua missão de apoiar a iniciativa privada.


Alega-se também que se, há funding para empresas privadas, haveria para a Infraero fazer o que se espera que façam as concessionárias. Sem questionar o mérito da aptidão gerencial da Infraero, posto em causa pelo governo Dilma, fato é que financiar empresa estatal bate direto na dívida pública, se o dinheiro não vier de fontes fiscais.

Já as operações do BNDES geram créditos, além de dividendos para o caixa do Tesouro. Os juros que desfalcam o orçamento fiscal, assim, tendem a ser menos pressionados diante de uma trajetória cadente da dívida líquida como proporção do PIB. Chacrinha, o grande animador de tevê, já dizia:
"Quem não se comunica se trumbica".


Os cintos afivelados
A batalha da opinião pública sobre as concessões dos aeroportos é função da eficácia da gestão dos concessionários. É quando se vai conhecer a competência da Agencia Nacional da Aviação Civil (Anac).

Se falhar em antecipar problemas, Dilma enfrentará turbulência.


Não será fácil aos consórcios realizar as metas, até porque, como deve instruir o contrato de outorga, as tarifas aeroportuárias não poderão ter aumento que não seja devido à inflação. Elas acabaram de ter reajustes.

Estranho, por isso, que porta-vozes das empresas aéreas insinuem que as passagens vão aumentar.
Tal descoordenação é suspeita, supondo-se que Dilma aprovou as licitações depois de concluir que estava tudo amarrado.

Talvez seja hora de ela mandar o pessoal de bordo continuar com o cinto afivelado.

Antônio Machado Correio Braziliense

fevereiro 07, 2012

SENADO FEDERAL - MINISSÉRIE : O porco sabe o pau que se esfrega... POBRE BRASIL.


Não vai ser fácil a vida do senador Jader Barbalho (PMDB-PA) em sua volta ao Senado.

No primeiro dia em que ele apareceu no plenário, foi bombardeado pelo senador Mário Couto (PSDB-PA), que iniciou o que ele chamou de minissérie para revisitar todo o passado do conterrâneo, mostrando a cada capítulo os processos que ainda enfrenta na Justiça, sua prisão e o processo de enriquecimento espetacular na vida pública.

Couto disse que o Senado está conspurcado com a presença de Jader.


- Essa minissérie vai ter outros personagens.
O Pedro Taques, que mandou prender Jader, por exemplo.
Ele vai aparecer algemado nessa minissérie.

O meu braço não tem marca de algemas - atacou Mário Couto, dizendo que não tem medo de Jader, que enfrentou o todo poderoso Antonio Carlos Magalhães no passado:
- Se querem briga, vamos para a briga, vamos para o pau!
Cada um sabe como fede!
Pode vir quente que eu estou fervendo!


Ao ser perguntado se responderia, Jader respondeu com uma gargalhada, deus as costas e deixou o plenário para não assistir o discurso do tucano.

- Estou aqui para reaprender - disse Jader, rindo e deixando o plenário.

Couto quer dar o troco pelo tratamento dado pelo jornal Diário do Pará, que integra um império de comunicação da família Barbalho, a uma investigação sobre sua suposta participação em um esquema de desvios na Assembleia Legislativa do Pará, do qual foi inocentado pelo Ministério Público.

No capítulo de hoje, ele promete mostrar documentos sobre o patrimônio de Jader.


- Diga-me, Nação brasileira, como pode?
Aqueles que fizeram exatamente o mesmo caminho que eu, como podem ter televisão, jornais, rádios, fazendas?
Como pode, Brasil?
Político que só militou na política que vira rico de uma hora para outra é ladrão! Não adianta querer explicar o patrimônio, meu querido Pedro Taques!
Não adianta querer explicar o patrimônio, que não explica nunca! - disparou Mário Couto.


O senador paraense lamentou que Jader tivesse deixado o plenário para não ouvir seu discurso.

- O porco sabe o pau que se esfrega...

O Globo


Confederação Nacional da Polícia Civil promete paralisação nacional

A Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol) estuda promover uma paralisação nacional da categoria contra o que chama de descaso da União e dos governos estaduais em relação à Segurança Pública.

- O que acontece na Bahia é um reflexo desse descaso. Os policias militares têm nossa solidariedade. Poucos estados têm uma política de cargos e salários para as polícias e a União cedeu à pressão dos governadores e está segurando a PEC 300 (que cria um piso nacional para policiais) diz o presidente da entidade, Jânio Bosco Gandra.


Segundo ele, representantes de sindicatos estaduais irão se reunir em Brasília na próxima quinta-feira. A ideia é organizar uma manifestação nacional dos policiais civis. Gandra afirma que a manifestação será pacífica, mas lembra que o objetivo é pressionar os governos.

- Vamos manter os 30% do contingente trabalhando. O resto vai parar e queremos ver como o governo vai fazer. Não tem Força Nacional de Segurança para enviar para todos os estados diz.

Enquanto a manifestação nacional não acontece, a greve dos PMs baianos encontra eco nas polícias civis.

- Demos um voto de confiança de um ano para o governo estadual. Era o primeiro ano de gestão e esperamos. Não aconteceu nada. Faremos uma assembleia na próxima semana e a paralisação é uma possibilidade muito grande diz Luiz Henrique Viacava, diretor do Sindicato dos Policias Civis do Rio Grande do Sul.

Em Goiás, Raniel Mascarenhas Rufo, do Sindicato dos Policiais Civis, segue a mesma lógica. Ele diz que os policiais deram um ano para que o governo eleito em 2010 colocasse 'as contas em dia'.

- Só que nada aconteceu nesse ano. Estamos há sete anos com o salário defasado. Se não houver novidades nos próximos três meses, vamos parar. E a Polícia Militar também está com o salário atrasado. E se as duas polícias param?

Em Minas Gerais, o Sindicato dos Servidores da Polícia Civil diz que há um 'favorecimento' do governo do estado para Polícia Militar.

- Exite uma supremacia de investimento e valorização na PM. A Polícia Civil pede socorro afirma Antônio Marcos Pereira, vice-presidente do Sindicato.

O governo estadual enviou um projeto que tramita na Assembleia Legislativa para reformular o Estatuto da Polícia Civil. Segundo Pereira, o texto prejudica a categoria.

- Se ele (o projeto) avançar nas comissões da Assembleia, nós vamos parar. Vamos colocar três mil, quatro mil policiais nas ruas. O governador vai colocar a PM como contraponto. Peço a Deus que nada de ruim aconteça porque o estado vai perder o controle.
20 de novembro de 2010

O Globo

Ninguém sabe quanto custará a Copa

A Torre de Babel, segundo a Bíblia, foi construída na Mesopotâmia, pelos descendentes de Noé. A decisão era fazê-la tão alta que alcançasse o céu.

Esta soberba provocou a ira de Deus que, para castigá-los, confundiu-lhes as línguas e os espalhou por toda a Terra.

O mito vem à tona no acompanhamento dos gastos da Copa 2014. Para começar, existem pelo menos 5 portais na internet com dados globais sobre o evento, criados pela Controladoria Geral da União (CGU), Senado Federal, Tribunal de Contas da União (TCU), Ministério do Esporte e Instituto Ethos.

Apesar da louvável intenção de dar transparência ao megaevento, faz-se necessário o trânsito permanente de informações entre os governos municipais, estaduais e federal para que os sites estejam sempre atualizados, o que infelizmente não está acontecendo.

Assim, ganha um doce quem conseguir dizer quanto custará a Copa do Mundo 2014.

A Controladoria Geral da União (www.portaldatransparencia.gov.br), por exemplo, informa que os investimentos em aeroportos, portos, estádios, mobilidade urbana e os financiamentos para novos hotéis custarão R$ 27 bilhões.

Aliás, faltando 28 meses para o início do mundial, o próprio site do governo federal evidencia o atraso da programação, ao mostrar que somente R$ 9,9 bilhões (37%) foram contratados e apenas R$ 1,4 bilhão (5,2%) foi pago.

Lentidão à parte, convém ressaltar que os R$ 27 bilhões correspondem somente ao chamado Primeiro Ciclo, não incluindo itens como segurança, telecomunicações, infraestruturas energética e turística, saúde e qualificação profissional.

Mesmo o valor previsto para a etapa inicial (R$ 27 bilhões) está longe da realidade. Os financiamentos públicos para hotelaria, por exemplo, deverão ser muito maiores do que os que estão lançados no portal.

Os R$ 350,1 milhões contratados até agora destinam-se à implantação de dois novos empreendimentos, em Botafogo e Copacabana, à revitalização do Glória e à instalação de hotel em Aparecida do Norte (SP).

Muito provavelmente, outros hotéis serão construídos. O valor total disponibilizado pelas linhas de financiamento do BNDES e dos Fundos Constitucionais (Norte, Nordeste e Centro-Oeste) para essa finalidade é de R$ 1,9 bilhão, podendo ser ampliado conforme a demanda.

Outro exemplo de discrepância gritante entre o valor orçado e o real é o Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. O custo frequentemente divulgado é de R$ 688,3 milhões.

Nesse montante, porém, não está incluída a cobertura da arena que acaba de ser licitada, elevando o dispêndio para cerca de R$ 850 milhões.

Também não constavam da previsão original as despesas com o gramado, a iluminação, as cadeiras, os elevadores, dentre outros "deta lhes". Ou seja, a estimativa do Governo do Distrito Federal refere-se, basicamente, à estrutura de concreto. Algo como se fosse possível calcular o custo de uma casa sem telhado, piso, luz etc...

De fato, encontrar o custo real do elefante branco em construção na Capital não é tarefa fácil. O valor de R$ 688,3 milhões (sem cobertura, gramado etc..) ainda é informado nos sites da CGU e do Ministério do Esporte (www.copa2014.gov.br).

No site do Instituto Ethos (www.jogoslimpos.com.br) encontra-se R$ 745,3 milhões.

No site do Senado ( www.copatransparente.gov.br) consta R$ 671,1 milhões. Até mesmo a foto do estádio que ilustra os portais do Tribunal de Contas da União e do Ethos é a da ver são inicial do projeto, já completamente alterada.

Quanto à execução financeira, embora estejamos em fevereiro de 2012, os dados mais recentes computados no portal do Senado (30/6/2011) mostram que foram pagos R$ 223,8 milhões dos R$ 671,1 previstos (33%).

No site da CGU os valores executados até 9 de novembro de 2011 somam R$ 73,99 milhões dos R$ 688,3 milhões previstos (11%). Para o governador Agnelo Queiroz, as obras já estão na metade.

Assim como ocorre com o estádio em Brasília, os portais divulgam informações desatualizadas, incompletas e até contraditórias sobre outros empreendimentos, nas diversas cidades- sede. A promessa de que qualquer cidadão poderia acompanhar os custos da Copa ainda não foi cumprida.

É urgente, portanto, que seja criada uma sistemática regular de alimentação e atualização desses portais, para que atendam à finalidade para a qual foram criados.

Até porque — ao contrário do que foi dito inicialmente — os recursos públicos é que irão custear a festa. Assim, é natural que os brasileiros queiram saber o total dessa conta.
Com a verdadeira "babel" de informações, não se chegará ao céu.

Na prática, até agora, ninguém sabe quanto custará a Copa, nem mesmo a Dilma que chegou do Haiti.

GIL CASTELLO BRANCO é economista e fundador da organização não governamental Associação Contas Abertas.
E-mail: gil@contasabertas.org.br.

BOCA FALA E O C... PAGA! E A PRIVATIZAÇÃO VOLTOU.

O êxito do leilão de três dos principais aeroportos do país comprovou o que há muito já se sabia, mas só o PT não admitia:
a privatização é a melhor saída para melhorar a nossa infraestrutura e impulsionar o crescimento nacional.

Depois de anos sendo vilipendiado pelo petismo, o modelo vitorioso retorna à agenda do país.


O leilão de ontem resultou em ágio médio de 348%. Os consórcios vencedores se dispuseram a pagar R$ 24,5 bilhões pelas outorgas para exploração dos aeroportos de Cumbica (Guarulhos), Campinas (Viracopos) e Brasília.

O valor equivale a quase cinco vezes o lance mínimo de R$ 5,5 bilhões fixado pelo governo.
Os pagamentos serão feitos ao longo do período de concessão, que varia de 20 a 30 anos.

O dinheiro alimentará um fundo estatal (Fundo Nacional de Aviação Civil) destinado a bancar obras em aeroportos de menor movimentação, e que não são passíveis de privatização.

Com cerca de R$ 1 bilhão disponíveis por ano, o governo não terá mais, portanto, qualquer desculpa para deixar o setor no estado de penúria em esteve nos últimos anos.


Se houve surpresa em relação aos monumentais valores ofertados, também houve em relação aos vencedores:
na disputa de ontem, grandes grupos de empreiteiras ficaram fora do pódio.

Houve forte participação estatal, por meio dos fundos de pensão, e de operadores aeroportuários menores no jogo mundial.
A generosa participação do BNDES também se fez presente.


Todos os consórcios vencedores têm algum histórico de problemas em negócios pretéritos. O que levou o aeroporto de Brasília - com ágio de 673% - é formado pela Engevix e pela argentina Corporación América, que afundou em crise ao pagar preços altíssimos pelos aeroportos do país vizinho, nos anos 90.

É o mesmo que arrematou o aeroporto de São Gonçalo do Amarante (RN) em 2011 e ainda não conseguiu estruturar-se para se financiar.


Já o consórcio que ofereceu R$ 16,2 bilhões por Guarulhos tem forte participação de fundos de pensão de estatais, como Previ, Funcef e Petros, que integram a Invepar.

Trata-se da mesma operadora do Metrô do Rio, serviço que é alvo de críticas frequentes e cuja qualidade considera-se ter piorado depois que passou para as mãos do grupo.


Por fim, o consórcio que assumirá o aeroporto de Viracopos traz na sua composição a mesma empresa que, em 2009, venceu um leilão do governo de São Paulo para administrar uma das rodovias do estado, não conseguiu apresentar garantias e foi desclassificada em favor da segunda colocada.

Reforça uma certa desconfiança em relação à solidez dos grupos que irão assumir em maio a administração dos três principais terminais aéreos do país o fato de o valor a ser desembolsado por eles para pagar as outorgas superar a geração anual de caixa obtida hoje pelos aeroportos.

No caso de Guarulhos, por exemplo, terão de ser pagos pouco mais de R$ 800 milhões por ano, enquanto a geração de caixa gira hoje em torno de R$ 500 milhões.


Tais dúvidas, porém, não embaçam uma constatação evidente e relevante: é preciso acelerar a concessão dos demais aeroportos brasileiros passíveis de privatização. Na lista, estão o Galeão (Rio), Confins (Belo Horizonte) e Recife, que o governo estima só ofertar no ano que vem, mas também já estão igualmente estrangulados e mereceriam ter o processo de concessão antecipado.

"O principal fator desse sucesso [do leilão] está em ter demonstrado definitivamente que a transferência da gestão de importantes serviços públicos para o setor privado é o único modo de garantir rápido avanço à infraestrutura do Brasil", comenta Celso Ming n' O Estado de S.Paulo

O êxito de ontem também poderia servir para que o governo do PT acordasse e parasse de boicotar outras concessões de serviços públicos à iniciativa privada e, ainda, fizesse deslanchar os processos de parcerias público-privadas, que jamais conseguiram lograr sucesso na alçada federal sob as gestões de Lula e de Dilma Rousseff.

Relegadas ao limbo pelo vezo ideológico e pela oposição eleitoreira e oportunista do PT, as privatizações renascem, triunfantes. Como afirmou ontem Elena Landau, diretora do BNDES à época da venda do Sistema Telebrás:
"O debate sobre privatizações se encerrou... E nós ganhamos".

Melhor para o país que tenha sido assim.
Será que os petistas irão se desculpar por terem sido, por tanto tempo, contra o Brasil?


Fonte: Instituto Teotônio Vilela
A privatização voltou

P artido T orpe -TOCA DA CORJA, CANALHAS E DISSIMULADOS : Jaques Wagner aderiu à greve da PM


“Em primeiro lugar solidarizo-me com nossos conterrâneos da Polícia Militar do Estado da Bahia, que há aproximadamente dez dias vêm se movimentando juntamente com seus familiares, particularmente as esposas, numa justa reivindicação por melhorias salariais.

Infelizmente, a impermeabilidade do Governador do Estado fez com que o Comando da Polícia Militar punisse cerca de 110 militares.

É absolutamente pertinente que a corporação dos policiais militares, que devem estar a serviço do conjunto da sociedade e não simplesmente se comportar como um viés, como uma matiz da política local, reivindique melhorias salariais.

Reitero apelo que fiz, através de telegrama enviado ao General Comandante da Polícia Militar baiana, no sentido de que perceba a justeza das reivindicações dos seus comandados ao considerar que, para o exercício da profissão, necessitam de melhores soldos.

Acho um absurdo o atual vencimento dos agentes da Polícia Militar da Bahia, bem como o dos oficiais. Entendo que aqueles que têm por tarefa a manutenção da ordem pública precisam ter uma remuneração condizente com o risco de vida a que se expõem todos os dias.

Por isso, registro minha solidariedade aos 110 oficiais e policiais militares já punidos e reitero veementemente meu apelo ao Comando da Polícia Militar para que, em vez de simplesmente seguir as ordens do Governador do Estado da Bahia, sempre impermeável às reivindicações do funcionalismo do nosso Estado, tente sensibilizar o Executivo do nosso Estado no sentido de que sejam atendidas as reivindicações das esposas dos militares que, na verdade, estão indo às ruas porque não têm como comprar alimentos para a família”.

PS: O pronunciamento foi feito na Câmara dos Deputados em setembro de 1992, quando o vibrante parlamentar do PT nem imaginava que os eleitores da Bahia um dia cometeriam a insanidade de transformá-lo em governador.


Original/Íntegra : Augusto Nenes