"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

novembro 20, 2011

EM GOVERNO DE TORPES A MOEDA SÓ PODE SER PODRE.

Nem os países da zona do euro, nem o baque de 38% na geração de emprego formal. Nada, mas nada está tão em baixa quanto a cotação da moral, forçada pela alta acelerada dos índices de sem-vergonhice e da cara-de-pau.

E os personagens desse mercado nefasto - que têm como praxe realizar lucros taxando de criminoso o denunciante e não quem prevarica -, se superam dia após dia. Apóiam-se em regras que só valem para uns, no status dos menos iguais, certos de que os chamados “malfeitos”, quando punidos, só o são da boca para fora.

Esquizofrênico como o mercado financeiro em meio às crises, as ações do governo só fazem reforçar danos.

Com o ministro do Trabalho, a presidente Dilma Rousseff fez a cotação da mentira bater nos píncaros. Ela, a Câmara dos Deputados, o Senado, e, de resto, todo o país, ouviram mentiras, mais mentiras e outras mentiras de Carlos Lupi.

Depois, as desmentiras. Ainda assim ou por isso mesmo, deu-se, sabe-se lá por que, sobrevida ao ministro.


Quase imbatível nesse mercado, o ex-ministro José Dirceu - réu do mensalão, apontado pela Procuradoria Geral da República como chefe da quadrilha -, carimbou a moralidade como praga daninha que gera lideranças funestas, ao discursar no 2º Congresso da Juventude do PT.

“Lutas moralistas” teriam embalado Jânio Quadros e Collor de Mello, esse último cassado exatamente por um levante popular contra a corrupção. Mas isso, é claro, Dirceu não disse.


Na mesma balada, o presidente da Juventude do PT, Valdemir Pascoal, qualificou as denúncias de corrupção como “golpe das elites”. E, mais uma vez, a grande imprensa, a danada da mídia, materializou-se ali como um capeta a ser exorcizado.

Não por obra do acaso, na mesma semana, a idéia fixa da regulação da mídia voltou à tona em palestra do ex-ministro de Comunicação, Franklin Martins, no Congresso de Metalúrgicos de São Bernardo do Campo.

E Dirceu, sempre ele, elegeu a imprensa como “partido da mídia”.


Nas contas dos marqueteiros do governo, com a falação em torno da faxina ética Dilma já capitalizou o máximo que podia. Nessa seara, a ordem é continuar alimentando a idéia de conspiração contra o governo.

No mais, é não perturbar aliados, garantir a aprovação de matérias-chaves, como a DRU, a lei da Copa, o orçamento. E quando tiver de mexer em alguma coisa, continuar trocando seis por meia dúzia.


Mas regras de mercado costumam ser draconianas. As ações lastreadas em valores morais podem estar em baixa, mas, como metais nobres, são resistentes e jamais perdem o valor de face.

As de ocasião são voláteis. Delas nascem as bolhas que estouram.



Moeda podre
Mary Zaidan é jornalista, trabalhou nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, em Brasília. Há cinco anos coordena o atendimento da área pública da agência 'Lu Fernandes Comunicação e Imprensa, @maryzaidan

ADMIRÁVEL GADO NOVO! ô ô, vida de gado, povo marcado, ê, povo feliz. ABATEDOURO : Endividados, brasileiros ganham mais crédito.

O governo volta a incentivar o crédito para o consumo em um momento que, teoricamente, tem ingredientes arriscados:
brasileiros nunca deveram tanto e nunca comprometeram parcela tão grande do salário para pagar as dívidas.

Desde a crise de 2008, quando o governo aumentou a oferta de crédito para manter a economia aquecida, a dívida total dos brasileiros saltou 80,7% e o valor das parcelas pagas mensalmente cresceu 60%.
Enquanto isso, o salário aumentou bem menos: 33,3%.

Dados do Banco Central revelam que o endividamento das famílias está no nível mais alto da história:
pessoas físicas devem cerca de R$ 715,19 bilhões aos bancos em operações das mais simples, como o microcrédito e o cheque especial, até financiamentos longos, como o imobiliário e de veículos, passando pelo caro cartão de crédito.

Segundo o BC, cada brasileiro deve atualmente 41,8% da soma dos salários de um ano inteiro, um recorde. Há pouco mais de três anos, quando começou a crise de 2008, brasileiros deviam o correspondente a 32,2% de sua renda de 12 meses.

O diretor de política econômica do BC, Carlos Hamilton Araújo, disse no começo do mês que a instituição não está preocupada com o aumento do endividamento das famílias porque o prazo praticado pelos bancos cresceu e os juros têm caído. Além disso, o mercado de trabalho e a renda seguem em expansão.

Nos últimos dias, o BC retirou parte das amarras impostas ao crédito no fim do ano passado. Com o objetivo de aumentar a demanda interna, foram anunciados incentivos para financiamentos voltados ao consumo.

Além disso, o juro básico da economia cai desde agosto com o mesmo objetivo de baratear o crédito, incentivar o consumo e, assim, reduzir os efeitos da crise internacional - receituário bem parecido com o usado na crise de 2008.

Mas o quadro tem, gradualmente, mudado.

As forças geradas pelo complicado quadro global têm aparecido cada vez mais: estoques elevados, produção industrial cada vez mais lenta e desaceleração na geração de empregos.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

E AÍ? BRASIL MARAVILHA MAMBEMBE! ATA OU DESATA? FAZER OU GASTAR?

Fazer ou gastar?

Pelos conselhos que ela andou dando aos EUA e à Europa sobre como enfrentar a crise, está claro que a presidente Dilma Rousseff fará de tudo para impedir que o crescimento econômico perca o rebolado.

O ritmo do Produto Interno Bruto (PIB) está há três trimestres em queda e já acena para um crescimento anual de 3%, vindo de 7,5% no ano passado. À luz das ações tomadas pelo Banco Central, o juízo é de que o consumo está anêmico e precisa ser reanimado o quanto antes.

É o caminho clássico em tempos de retração.A questão a entender é se, como noutros períodos assemelhados, a economia precise mais de juros menores e prazos maiores do crédito, como o Banco Central decidiu (para o PIB voltar a arrancar e virar o ano apontando para um crescimento acima de 4,5% em 2012), que de tapete vermelho para o investimento.
Essa escolha não leva ao mesmo resultado.

A pilotagem dos fatores que impressionam o consumo é o jeito mais fácil de aquecer a economia. Mas, apesar de indicadores de crédito e de criação de emprego corroborar o senso de menor dinamismo da economia, não estão neles — já que, ainda assim, seguem crescendo acima da média histórica — as causas do emagrecimento do PIB.

Também não repercute, pelo menos não ainda, o clima recessivo na Europa, nos EUA e no Japão. A desaceleração do ritmo de crescimento da economia, de 7,5% em 2010, para o entorno de 3% este ano, choca à primeira vista.

Mas a comparação apropriada é com a média dos anos anteriores, para ajustar os momentos extremos da economia, como a recessão em 2009 (queda de 0,3% do PIB) e o forte salto em 2010, devida à orientação do então presidente Lula para fechar com chave de ouro seu duplo mandato e minimizar o risco da eleição de Dilma.

Contra a média de crescimento do PIB entre 2008 e 2010, de 4%, a redução para algo como 3% fica mais palatável. Economistas diriam que essa seria a taxa próxima ao crescimento potencial, estimado em algo como 4,5%, talvez um pouco mais, sem pressionar a inflação nem o deficit externo, financiado com a entrada de capitais.

É mais fácil recuperar a tração do crescimento quando a economia fraqueja por indução da política econômica.
Assim está o Brasil. E isso não está suficientemente esclarecido pelo governo.

Ajustando o contexto

O BC apertou os juros e o multiplicador do crédito, e a Fazenda, a execução do gasto fiscal e os financiamentos da banca estatal, sobretudo o BNDES, para retirar os excessos no fim do governo Lula, responsáveis por afastar a inflação do centro da meta (4,5%) — agravada pelo choque de preço dos produtos agrícolas em 2010.

Posto em perspectiva, o movimento da economia no Brasil fica mais lógico.

Mas, especialmente, se diferencia da crise da Zona do Euro e dos impasses políticos nos EUA. Ajuda também a dar o devido peso à decisão da agência Standard & Poor"s de aumentar a nota de risco do Brasil.

Ela ainda está três degraus abaixo da pontuação dada à Itália, cuja dívida pública de 120% do PIB — mais que o triplo da do Brasil em termos líquidos —, faz a Zona do Euro estremecer.

A nota que nos importa

Um diretor da Standard & Poor"s atribuiu a promoção do Brasil ao endurecimento da política fiscal contra a inflação, abrindo espaço para a redução dos juros.

Está implícito que ele se refere mais à solvência dos papéis da dívida soberana (preocupação que não mais se coloca nas análises sobre o Brasil), que ao desenvolvimento potencial da economia.

Agências dialogam com os interesses de quem as contratam:
basicamente, grandes investidores internacionais.

A expansão da riqueza nacional interessa mais a nós mesmos, assim como aos patrocinadores públicos e privados dos investimentos que a expandem.

É nesse sentido que importa a reflexão sobre as ações tomadas pelo governo para ativar o consumo e o ritmo da economia.

Como escapar do vício

O governo parece tratar como decorrente de um problema de fluxo (o consumo) e não de estoque (a capacidade instalada de produção) o motivo da rateada do crescimento, que, como vimos, perdeu pique por indução do próprio governo para frear a inflação, implicando as sequelas de uma fase de ajustes (juros altos, câmbio apreciado etc.).

E por que é assim toda vez que a economia cresce forte?

Porque a oferta não atende a demanda num quadro de pleno emprego — como tem sido desde meados de 2009 —, levando o consumo a vazar para o exterior, no que foi exacerbado pelo real apreciado, usado pelo BC de Lula como coadjuvante da Selic.

Esse é o nó:
o aumento da demanda favorecer as importações, não a indústria, prejudicando o investimento produtivo. É o círculo vicioso de sempre.

A prioridade virtuosa

Depois de pautada pelo ajuste das finanças públicas nos governos de FHC e no primeiro de Lula, e pelas políticas de transferência de renda em seu segundo mandato, a economia era para ser regida pela primazia do investimento com Dilma.

Isso ainda é uma expectativa.

Boa parte do ajuste fiscal deste ano, feito para cortar demanda e ajudar o BC no controle da inflação por meio de uma economia de R$ 50,8 bilhões de gastos orçamentários, saiu do aumento da receita e da postergação de investimentos, que o governo jurara não cortar.

É essa prioridade que precisa ser retomada, única forma de acabar com o para-anda do crescimento e para que os bons empregos, a renda e a educação comecem a dispensar a urgência das políticas sociais.

Antônio Machado/Correio Braziliense

novembro 18, 2011

E NO "DESGOVERNO" DA HIPOCRISIA : MANCOMUNAÇÃO, OS DESMEMORIADOS E DESONESTOS...


O Palácio do Planalto tornou-se ontem, mais que nunca, sócio cotista dos escândalos protagonizados por Carlos Lupi.

Se Dilma Rousseff ficou satisfeita com o desempenho do ministro do Trabalho em seu depoimento no Senado e está mesmo disposta a mantê-lo no cargo, é porque aceita de bom grado que mentir e beneficiar-se do dinheiro público são parte do jogo de poder.


Ontem, perante os senadores, Lupi se contradisse com o que afirmara na semana passada, quando negara que conhecesse um empresário beneficiado por repasses do seu ministério e que usara uma aeronave providenciada por ele.

Agora, já se sabe que o ministro conhece tanto Adair Meira, dono da ONG Pró-Cerrado, que até foi recebido em jantar na casa dele, em Goiânia, relata O Globo.

O pedetista justificou suas contradições dizendo que não tem "memória absoluta" e que, portanto, vive esquecendo as coisas.

Pelo que os jornais divulgam hoje, o gabinete presidencial ficou contente com as explicações do ministro, por ele ter sido "comedido" e ter evitado "enfrentamentos".

O Planalto parece não se importar com as mutretas do desmemoriado.

Vejamos aonde chegamos:
a torrente de escândalos é tão vasta que a mise-en-scène de um ministro passou a ser mais importante que seus atributos, suas qualidades, seu compromisso com o bem público.

No modo petista de vida, pode-se roubar, locupletar-se, mentir. Desde que se saia bonitinho na foto.

Não bastassem os malfeitos já conhecidos de Carlos Lupi, ontem, durante o depoimento dele no Senado, mais um veio à tona:
o ministro recebeu diárias pagas pelo Tesouro pela participação em eventos partidários do PDT no Maranhão.

Foi na mesma ocasião em que voou nas asas do King Air providenciado pelo empresário Meira.


Em dezembro de 2009, o ministro passou três dias no estado. No terceiro, um domingo, 13, não teve compromissos oficiais, mas sim um encontro partidário com pedetistas na cidade de Timon.

Mesmo assim, embolsou uma diária. No total, foram pagos R$ 1.736,90 por todo o período da estadia no Maranhão, de acordo com dados do Siafi.


Fuçando um pouco mais, deve ser possível encontrar mais dinheiro do contribuinte brasileiro que tenha ido parar indevidamente nos bolsos do ministro do Trabalho.

Segundo a Folha de S.Paulo, neste ano Lupi já recebeu R$ 33.422,55 em diárias. É comum ele passar os fins de semana no Rio, enfurnado em eventos partidários.

Embora a Comissão de Ética Pública da Presidência da República recomende que ministros divulguem seus compromissos oficiais nas páginas dos ministérios na internet, a agenda de Lupi disponível na web não permite verificar quais obrigações ele cumpriu nas datas em que recebeu as diárias.
Mas o uso indevido de recursos públicos por Lupi não para aí.
Vai muito mais além.

O Correio Braziliense revela hoje que o ministro tinha um motorista empregado pela Superintendência Regional do Trabalho (SRT) do Rio à sua disposição quando estava no estado.

Motorista particular de Lupi há 10 anos, Felipe Augusto Garcia Pereira foi nomeado pelo ministro para um cargo comissionado de assessor técnico no órgão. Ganhava R$ 13,6 mil mensais para servir o presidente licenciado do PDT.

"Apesar de nomeado para a SRT, Felipe estava lotado no gabinete de Lupi no Rio de Janeiro, no 14º andar do prédio da superintendência regional. Ele continuou desempenhando o papel de motorista particular do ministro, à disposição de Lupi no Rio de Janeiro", informa o jornal.

"Estava sempre com o ministro quando ele ia ao Rio de Janeiro, dirigindo para ele. Trabalho há muitos anos com Lupi", admitiu o motorista ao Correio.

O superintendente regional do Trabalho no Rio, Antônio Henrique Albuquerque, também confirmou que Pereira ficava à disposição de Lupi quando o ministro estava no Rio.

Carlos Lupi é um ministro cujo dia de amanhã no cargo é sempre incerto.
No depoimento de ontem, dois dos três senadores do PDT pediram a sua saída; nenhum governista de peso compareceu à sala da Comissão de Assuntos Sociais do Senado.

Nada disso, porém, parece abalar a convicção da presidente da República, que estaria disposta a conceder ao ministro "sobrevida de tempo indeterminado" no cargo, segundo O Estado de S.Paulo.

Com a postura que assumiu no atual escândalo, Dilma Rousseff não deixa dúvidas quanto a que lado defende.

Sua sociedade com o "malfeito" foi definitivamente selada.

Fonte: Instituto Teotônio Vilela

O TRIUNFO! "E O SOL DA IMPUNIDADE BRILHOU NO CÉU DA PÁTRIA NESTE INSTANTE".

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No mundo inteiro assiste-se ao triunfo da estupidez sobre o bom senso.
À esquerda e à direita, princípios éticos vão dando lugar ao vale-tudo.

No Brasil, corruptos de colarinho branco montam esquemas de desvio de dinheiro público, são flagrados, denunciados e já não sentem sequer vergonha.

Reagem debochando da sociedade.
Certos da impunidade, contam as mentiras mais cabeludas. São desmentidos por fatos, fotos, vídeos, recibos.
Mas nem assim coram.

Inventam outra lorota e riem-se de nós, os otários que trabalham e os sustentam pagando impostos. Aonde essa insustentável situação vai chegar?

Pobre Brasil. Depois de enxotar Collor do poder, imaginava-se novos tempos na política. Nunca que políticos ditos de esquerda se aliariam com a banda mais podre da direita e, juntos, protagonizariam a mais deslavada pilhagem dos cofres públicos de que se tem notícia na história do país.

Não que antes não houvesse corrupção.
Sempre houve e há quem diga que sempre haverá.

Mas os pilantras de antigamente pareciam se envergonhar quando a ladroagem vinha à tona. Antigamente, um flagrante de um ministro dizendo divulgar o que é bom e esconder o que era ruim já liquidava o sujeito.

Hoje, tudo mudou. Haja cara de pau. Haja casca grossa, como recomendou o doutor honoris causa dessa gente.

Em que lugar do mundo, um sujeito cassado pelo parlamento, apontado como chefe de quadrilha pelo procurador-geral da República e réu no Supremo Tribunal Federal teria encontros secretos com ministros de Estado num quarto de hotel e seria levado a sério ao dizer que a onda de denúncias contra corruptos amigos pode fazer mal ao país?
Só no Brasil, não é?

Sinto orgulho da meia dúzia de parlamentares que não se deixaram seduzir pelo dogma da "revolução pela corrupção". Não fosse o assalto cotidiano e sistemático ao erário, era possível ampliar a distribuição de renda no país, investir mais em educação, saúde e reduzir as desigualdades sociais.

A lenga-lenga de que se não deixar a "tchurma roubar" não se governa no Brasil é cascata. O que falta mesmo é vergonha na cara de certa "esquerda".

Quando vejo esse pessoal do dólar na cueca defendendo a censura à mídia, temo pelo futuro do país.

Quem vai gritar quando roubarem o leite das criancinhas?

Plácido Fernandes Vieira

PIB CAI, BRASIL ESTÁ EM ALTA E MAIS PERTO DA RECESSÃO...

A agência de classificação de risco Standard & Poor"s, que recentemente rebaixou os EUA, elevou a classificação da dívida de longo prazo do Brasil em um degrau:
de BBB- para BBB.

A notícia, um atestado de confiança no país para investidores externos, não poderia ter vindo em melhor hora: ocorreu justamente em meio ao agravamento da crise mundial e no mesmo dia em que o Banco Central revelou a retração de 0,32% na atividade da economia brasileira no terceiro trimestre do ano.

Economia encolhe 0,53% no terceiro trimestre e analistas não descartam nova queda do PIB nos últimos três meses do ano

Mesmo com o governo alardeando que o país está protegido, o Brasil vem pagando a fatura da caos financeiro que afunda a Europa.

No terceiro trimestre de 2011, a economia encolheu 0,3%, o que não ocorria desde o início de 2009, quando o Produto Interno Bruto (PIB, soma de todas as riquezas do país) recuou 2,40%, no auge da crise desencadeada pela quebra do banco norte-americano Lehman Brothers.

Para não repetir um desempenho negativo nos últimos meses do ano, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, decidiu bombar a economia com cortes na taxa básica de juros (Selic) e com medidas que impulsionam o crédito.

Ainda assim, predomina no mercado a descrença em relação ao último trimestre do ano e a perspectiva de uma recessão técnica (dois trimestres consecutivos de queda) começa a ganhar contornos de realidade.

No mercado futuro, a queda do PIB, captado pelo Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br), foi vista como motivo para mais afrouxamento monetário e os principais contratos de juros derreteram, colocando mais uma vez no radar a possibilidade do BC reduzir a Selic em 0,75 ponto percentual na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom ), em 29 e 30 de novembro.

A preocupação dos analistas, entretanto, é que a retração do país, diferentemente do que desejava a equipe econômica, veio acompanhada por uma inflação que não cede.

Além de 2011, que vai fechar com a carestia colada ao teto da meta, de 6,5%, a perspectiva para 2012 e 2013 não é boa: uma taxa acima de 5% ao ano.
Inflação
Economistas que participaram do encontro trimestral que o Banco Central realiza com especialistas do mercado, alertaram para a preocupação com o custo de vida.

"Ninguém está tranquilo com a inflação. Realmente houve uma retração no terceiro trimestre, mas, com todos os estímulos dados, se não houver uma ruptura, como na crise de 2008, a retomada da economia brasileira em 2012 vai ser vigorosa até demais", ponderou um economista de um banco.

Já para Flávio Serrano, economista do Espírito Santo Investment Bank, o quadro é alarmante. "Estamos trocando um crescimento baixo, mas ligeiramente acima do que ele viria em condições normais, por inflação", lamentou.

Segundo ele, as medidas adotadas pelo BC nos últimos meses têm um tempo de defasagem e só serão sentidas na economia brasileira a partir do segundo trimestre de 2012.

Zeina Latiff, do Royal Bank of Scotland, explicou que, mesmo as medidas macroprudenciais do BC, que no passado impulsionaram o PIB, agora foram aplicadas em um contexto muito pior.

"Não quer dizer que vão ter o mesmo impacto positivo de antes. O processo de piora da economia mundial ainda não se consolidou", disse.

Na visão de Zeina, o risco para o quarto trimestre do ano é grande. "A indústria continua a patinar. Não ousaria arriscar um número, mas podemos dizer que será um PIB que anda de lado, tanto para o último trimestre quanto para o primeiro de 2011", observou.

"Temos ainda o risco de aprofundamento da crise, inclusive com revisões para baixo do crescimento da China, o que não é neutro para o Brasil. Não dá para dizer que o pior já passou."

O desempenho ruim do trimestre, pelos dados do IBC-Br, foi selado em agosto e setembro, no primeiro mês com uma queda de 0,53% e, no segundo, com uma expansão praticamente nula, de 0,02%.

O fraco desempenho da indústria, sobretudo da automotiva, foi o principal responsável pela queda da atividade econômica do período. O comércio também registrou ritmo fraco em agosto e setembro.
Carestia
A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor — Semanal (IPC-S) acelerou em cinco capitais brasileiras na segunda semana de novembro.

De acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV), em Brasília — cidade que vinha sustentando a alta do indicador — a carestia desacelerou de 0,55% para 0,35%.
O Rio de Janeiro também apresentou inflação menor, de 0,25% para 0,22%.

Victor Martins Correio Braziliense

novembro 17, 2011

Vazamento de óleo da Chevron pode ser seis vezes maior, diz ANP

A área marcada pela linha amarela representa a mancha de óleo (oil slick) no Campo da Chevron, em Campos. Estimativa do geólogo John Amos, baseada em imagens captadas pela Nasa, mostra um volume é de 3.738 barris de óleo derramado.
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A Agência Nacional do Petróleo (ANP) confirmou hoje a dois parlamentares as suspeitas que levaram a Polícia Federal (PF) a abrir inquérito para apurar o vazamento de óleo na Bacia de Campos, no Norte fluminense:
a Chevron omitiu informações ao órgão regulador e a dimensão do acidente é até seis vezes maior do que o estimado pela petrolífera americana em seu comunicado da última quarta-feira.

Ou seja, em vez dos 400 a 650 barris informados pela Chevron, já seriam mais de dois mil de barris derramados.

As informações foram repassadas ao GLOBO pelo deputado Sarney Filho (PV-MA), que se reuniu com o diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, e a diretora Magda Chambriard hoje, na sede do órgão, no Rio de Janeiro.

Haroldo Lima disse na conversa que ficou claro que houve erro da Chevron na prestação de informações à agência, pois a companhia repassou ao órgão regulador, três dias depois do acidente, que a quantidade de óleo vazada era a mesma do primeiro dia de ocorrência. A agência está estimando que, desde a semana passada, uma média de 330 barris tenha vazado por dia, chegando a 2,3 mil de barris.

Segundo Haroldo Lima, além de multas ambientais, a Chevron deverá ser punida com outras tipos de multas, por exemplo devido a falhas na prestação de informação.

Câmara Federal vai convocar audiência pública para que empresa se explique

O presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara, deputado Giovani Cherini (PDT-RS), afirmou nesta quinta-feira que vai convocar uma audiência pública na próxima semana para que a empresa americana Chevron explique as causas do vazamento de óleo na Bacia de Campos, no Rio.

O deputado disse que vai cobrar uma solução para o vazamento, que já dura mais de uma semana. Segundo o parlamentar, a empresa foi irresponsável, e ainda não deu uma resposta pública para o problema.

— Queremos chamar a Chevron à responsabilidade. Queremos uma explicação e uma solução. O vazamento aconteceu e não estamos percebendo a boa vontade da empresa em resolver. Estão agindo como se nada estivesse acontecendo.

É no mínimo irresponsável — disse Cherini.

Deverão ser convidados para a audiência publica, além da Chevron, o Ibama, a Marinha, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e a Polícia Federal, que abriu uma investigação sobre o caso.

O secretário estadual de Meio Ambiente do Rio, Carlos Minc, está estudando a possibilidade de cobrar reparação à petroleira Chevron. Mas isso não significa que a Chevron estaria livre de multas emitidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

— Não estamos querendo nos sobrepor ao Ibama. Mas como o acidente ocorreu a 120 km do Rio, podemos cobrar reparação aos danos ambientais e, sobretudo, as perdas de pescadores que atuam na região — explicou Minc, elogiando a iniciativa da Polícia Federal que, ontem, anunciou abertura de inquérito para apurar o acidente.

— Este acidente não pode ser banalizado nem minimizado, ainda que venha a se comprovar que ele é infinitamente menor do que ocorrido no Golfo do México com a British Petroleum (BP).

Minc vai sobrevoar a área atingida amanhã em companhia dos técnicos do Ibama e do Instituto Estadial do Ambiente (Inea). Três equipes da própria secretaria estão monitorando o vazamento em terra.

— Consta da legislação ambiental brasileira o princípio da responsabilidade objetiva, o que significa que, independente do acidente ter sido involuntário, a empresa é responsável pelo dano causado.

O governador do Rio, Sérgio Cabral Filho, ainda não se pronunciou sobre o acidente.

Marinha diz que área da mancha aumentou

A Marinha informou ao GLOBO nesta quinta-feira que aumentou a área da mancha de óleo no campo de Frade, na Bacia de Campos, litoral do Rio de Janeiro. Mas, ainda de acordo com o órgão, a mancha ficou menos densa. Essa expansão ocorreu por efeito do vento e da maré, de acordo com o Comando de Operações Navais da Marinha.

Nesta quinta-feira, uma comissão da Marinha foi ao prédio da Chevron na Avenida República do Chile, centro do Rio, para reunião com executivos da petrolífera responsável pelo vazamento. Não foi divulgado o teor da reunião.

Pela estimativa da Chevron, não confirmada pelo governo, o volume de óleo vazado foi em torno de 400 a 650 barris.

Já a estimativa feita pelo geólogo John Amos, com base de imagens captadas pela Nasa, a agência especial norte-americana, é bem pior: 3.738 barris.

Amos é um dos fundadores da ONG SkyTruth, uma das primeiras entidades independentes a dimensionar o megaacidente da British Petroleum (BP), no Golfo do México, em 2010.

Na sexta-feira, uma comissão emergencial formada por representantes da Marinha, da Agência Nacional de Petróleo (ANP) e do Ibama deve voltar a sobrevoar a região do vazamento. Isso não é feito desde segunda-feira devido ao mau tempo para voo.

A Chevron ainda não se pronunciou de forma mais detalhada sobre a abertura de inquérito da Polícia Federal para investigar negligência no vazamento, iniciado há uma semana no campo de Frade.

O delegado federal Fábio Scliar, chefe da Delegacia de Meio Ambiente, disse que decidiu abrir inquérito para verificar a responsabilidade e eventual negligência dos responsáveis pela produção da companhia.

Scliar viu divergências entre o que a empresa diz ter feito e o que foi observado no local. A Polícia Federal fez inspeção na terça-feira no local do vazamento.

— Existem várias incongruências. Os funcionários da plataforma nos informaram que não há previsão para o fim do vazamento. E a fenda aberta no solo tem de 280 metros a 300 metros de extensão — destacou o Scliar.

Na quarta-feira, por e-mail, a empresa americana se limitou a dizer a dizer que “respeita as leis dos países onde opera e está mantendo o diálogo constante com as agências competentes do governo brasileiro”.

Segundo o delegado da PF, se comprovada culpa dos operadores da plataforma, tanto os responsáveis diretos, como a própria Chevron, poderão ser indiciados por crime de poluição que prevê várias penalidades, entre elas prisão de um ano a cinco anos.

ANP abriu processo administrativo para investigar acidente

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) abriu um processo administrativo para investigar as causas do acidente e informou, em nota, que poderá aplicar "medidas cabíveis" com base na legislação em vigor, sem entrar em detalhes.

A ANP informou que mancha de óleo está se dispersando para longe do litoral brasileiro e que isso "gera um aumento da superfície de mancha, com menor densidade de óleo".

E ainda que a diluição "é resultado do trabalho de dispersão mecânica realizada por navios que se encontram no local e por condições climáticas".

Dos 18 navios que estão operando na área para conter o vazamento, dez foram cedidos pela Petrobras, Statoil, BP, Repsol e Shell e oito são da Chevron.

O Ibama confirmou em nota que vai autuar a Chevron em valor proporcional ao dano causado ao meio ambiente.

O campo Frade fica a 370 quilômetros a Nordeste da costa do Estado do Rio, a cerca de 1.200 metros de profundidade, e produz diariamente cerca de 79 mil barris de petróleo. O vazamento na Bacia de Campos, começou um dia antes da passeata que mobilizou o estado do Rio em torno da situação dos royalties.

Desde o último dia 10, quando foi confirmada a existência de uma mancha de óleo no local estima-se que tenha jorrado um volume entre 400 e 650 barris por dia no mar da região, que fica a 370 quilômetros a nordeste do Rio de Janeiro.

Na segunda-feira, a mancha chegou a ter uma área de 163 quilômetros quadrados.

O motivo do vazamento ainda está sendo investigado. Mas, segundo a companhia, as inspeções feitas no local mostram que o vazamento não estaria relacionado às atividades de produção, por isso o campo continua produzindo normalmente.

Apenas as atividades de perfuração de poços vizinhos foram paralisadas, já que a origem do petróleo seria uma falha na superfície do fundo do mar, que ficaria próxima a um ponto de perfuração.

O Globo

DEPOIS DO LAZER DOS JUIZES TRABALHISTAS : PROPAGAÇÃO DA PROMISCUIDADE SEM PUDOR NA JUSTIÇA . Investigado, Perrella cede campo ao MP. Senador abriu a Toca da Raposa, do Cruzeiro, para torneio de promotores e procuradores.

Promotores e procuradores de Justiça de Minas Gerais e de 19 outros Estados promoveram um torneio de futebol em área cedida pelo senador e presidente do Cruzeiro, Zezé Perrella (PDT-MG), alvo de investigações do próprio Ministério Público Estadual (MPE) de Minas e da Polícia Federal.

O evento teve patrocínio da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), cujo titular, Marcio Lacerda (PSB), também é alvo de pelo menos uma ação judicial promovida pelo MPE, além de investigações realizadas por promotores mineiros.

O 10.º Torneio Nacional de Futebol Society do Ministério Público, promovido pela Associação Mineira (Ammp) em parceria com a Associação Nacional (Conamp) do Ministério Público, foi realizado durante o feriado prolongado na Toca da Raposa I, antigo centro de treinamento do Cruzeiro, na região da Pampulha.

O clube é presidido há anos por Perrella, que anunciou desistir de uma nova candidatura apenas depois que assumiu uma vaga no Senado no lugar de Itamar Franco (PPS-MG), morto em julho.

Além dos campos de futebol cedidos pelo investigado, o torneio, para o qual era cobrada inscrição, recebeu recursos da Belotur, órgão de fomento ao turismo da prefeitura.

O órgão cedeu R$ 10 mil a título de "auxílio financeiro" para o evento, que não foi aberto ao público. Segundo o edital da Belotur, seriam patrocinados "eventos de potencial turístico" na cidade.

Suspeitas. Perrella é alvo de pelo menos duas investigações do MPE. Uma delas é por suspeita de enriquecimento ilícito. Os inquéritos tramitam na Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Belo Horizonte.

Responsável por conduzir as investigações, o promotor Eduardo Nepomuceno assegurou ao Estado que o evento "não repercute em nada na apuração" contra o senador do PDT de Minas Gerais.

"Não tem relação nenhuma entre uma coisa e outra. A organização do evento é da Conamp. É uma entidade privada, composta por associações de classe e o Cruzeiro forneceu o espaço.

E não teve, até onde eu saiba, nenhuma interferência da pessoa do Zezé Perrella. Ainda assim, mesmo se houvesse, nada interfere na investigação que está sendo levada aqui", disse.

Nepomuceno admitiu que atuou no torneio, mas ressaltou que não foi ouvido sobre a escolha do local. "Participei dos jogos, mas das tratativas para a escolha de local eu não participei.

Se fosse para escolher, eu escolheria outro local", observou. "Preferia que fosse em outro local, que não houvesse essa conotação. Mas, mesmo reconhecendo que existe a conotação, só posso afirmar que ela não repercute em nada na apuração."

Em nota, a Conamp afirmou que o empréstimo "não é uma benesse e sim fruto de relacionamento institucional".Para a associação, a "instituição Cruzeiro" é "um patrimônio nacional, que merece todo respeito do Ministério Público e que não se confunde com seu presidente (a pessoa), o senador Zezé Perrella".

"O senador continuará a ser processado com todo o rigor necessário", destacou a Conamp, lembrando que em 2004, quando Perrella presidia o Cruzeiro, o centro de treinamento foi emprestado à AMMP para a realização de outro torneio de futebol. "Mesmo assim, após o evento, o senador foi processado, assim como acontece atualmente."

O Estado não conseguiu ontem contato com o senador.

A reportagem também tentou falar com Gelton Pinto Coelho, presidente do conselho da Belotur, mas ele não respondeu aos recados deixados com sua secretária.

MARCELO PORTELA , BELO HORIZONTE, EDUARDO KATTAH / SÃO PAULO

O torneio esportivo da justiça trabalhista :

A FRENÉTICA/EXTRAORDINÁRIA/PRESIDENTA DE NADA E COISA NENHUMA E SIM "FAXINEIRA" ESTÁ ESPERANDO O QUÊ? "AZ ORDI" DO AMO CACHACEIRO ASQUEROSO E TORPE?

Deve desenrolar-se hoje o ato final da extensa permanência de Carlos Lupi à frente do Ministério do Trabalho.

Diante da ficha corrida exibida por ele ao longo deste período, é de se perguntar por que sua provável queda demorou tanto.

O que Dilma Rousseff ainda espera para demiti-lo?
Lupi já teve todas as chances de provar que as denúncias contra ele são infundadas. Em todas as vezes que tentou, foi desmentido pelos fatos.

Em todas as ocasiões, só enrolou-se mais e só deu novos e maiores motivos para ser defenestrado. A presidente ainda quer, porém, dar-lhe nova oportunidade de explicar-se.

A ocasião será o novo depoimento que ele dará hoje ao Congresso, desta vez no Senado. Pelo visto, só ela não está convencida de que Lupi tem de ir embora; até o partido dele, o PDT, já lavou as mãos e passou a defender a saída do ministro.

Antes de sair, Carlos Lupi tem muito a explicar:
1) seus assessores cobravam mesmo propina de até 15% de ONG beneficiadas pela pasta?;
2) por que os convênios firmados pelo Trabalho, principalmente com correligionários, não são fiscalizados, como cobrou o TCU?
3) as representações do ministério nos estados são mesmo distribuídas entre pedetistas amigos?;
4) por que a assinatura do ministro foi parar na documentação que referendou a criação de sindicatos-fantasmas que não representam coisa alguma?

Se terá muita dificuldade para dar respostas a qualquer uma das perguntas acima, mais ainda em relação aos suspeitíssimos voos em jatinhos feitos ao lado de pessoas beneficiadas por milionários repasses do ministério.

Na semana passada, em depoimento na Câmara, Lupi disse que não voou e sequer conhecia o empresário Adair Meira, da ONG Pró-Cerrado.
Foi cabalmente desmentido pelos fatos: tanto o conhecia que aparece em fotos e vídeos ao lado dele, desembarcando da aeronave prefixo PT-ONJ.

Hoje, O Globo traz mais um indício de que a viagem feita por Lupi e o empresário- que providenciou o avião King Air usado nos deslocamentos - em dezembro de 2009 no Maranhão pode ter resultado em benefícios diretos para o bolso de Meira.

Apenas duas semanas depois da viagem, o Ministério do Trabalho assinou quatro convênios com a Pró-Cerrado prevendo a liberação de R$ 5,1 milhões. Destes, R$ 2,3 milhões já foram liberados até hoje.

"Em nota divulgada no último sábado, a assessoria de Lupi sustentou que o ministro não usou avião providenciado por Meira e afirmou que, na época, o empresário não tinha negócios com a pasta", salienta o jornal.

Lupi esteve ontem com a presidente da República para "explicar-se" de tudo isso.

O esdrúxulo do episódio é que o ex-presidente Lula teria participado, por telefone em viva-voz, das conversas. Lula teria pedido que o ministro "resistisse e enfrentasse as denúncias da mídia", segundo O Globo.

O ministro saiu da reunião prometendo ir atrás de notas fiscais que comprovariam que o jatinho usado na companhia do empresário foi pago pelo PDT. Mas a seção estadual do partido no Maranhão já disse que do seu caixa o dinheiro não saiu.

De onde terá vindo, então?
Por todas estas contradições e as falcatruas em que aparece metido, o ministro do Trabalho caminha para ser o sétimo ministro trocado por Dilma em menos de 11 meses de governo.

A se considerar a data da primeira queda, a de Antonio Palocci, em 7 de junho, foram até agora seis substituições num período de cinco meses - uma média de uma a cada 24 dias.

Em todos os casos, sem exceção, Dilma jamais agiu de moto próprio.

Veio sempre a reboque da imprensa, a cujas revelações sempre resistiu e tentou, num primeiro momento, desacreditar. Os fatos, porém, sempre se sobrepuseram.

Na remoção de membros de sua equipe afogados em escândalos, porém, [Dilma] só parece agir quando percebe, na vigésima quinta hora, que a inação ameaça se transformar em desmoralização", comenta O Estado de S.Paulo em editorial.

O que está à prova é sua [de Dilma] decantada excelência administrativa.

Se as denúncias são conhecidas e antigas, se o Ministério do Trabalho estava sendo monitorado pelo Palácio do Planalto desde o início do governo, por que deixar a situação se deteriorar até o limite de crise?", pondera o Valor Econômico.

Exceto Pedro Novais, os ministros demitidos até agora foram todos herdados de Lula.



Isso não exime a atual presidente das responsabilidades por tê-los mantido nos cargos que ocupavam desde a gestão passada.

Mais que isso, como gerentona do governo do ex-presidente, Dilma sabia, ou deveria saber, que esta montanha de mutretas se avolumava.

É o governo dela, e não o de Lula, que está em processo de demolição.

Fonte: Instituto Teotônio Vilela

E NO "brasil maravilha"... POSSIBILIDADE DE RECESSÃO TÉCNICA : (IBC-Br) - APOSTA É QUE FICARÁ NO VERMELHO(9/11) EM (8/11) FOI UM TOMBO DE 0,53%. EXPECTATIVA PARA O ÚLTIMO TRIMESTRE TAMBÉM É RUIM.


Maioria das projeções sobre crescimento aponta queda de 0,05% em setembro, confirmando mergulho da economia no 3º trimestre

Dado o caráter pró-ativo das ações do Banco Central, às vezes é preciso tempo para que os cenários fiquem mais claros e corroborem as decisões tempestivas adotadas pela autoridade monetária
Alexandre Tombini, presidente do BC

Ganha força a previsão do mercado de que o terceiro trimestre de 2011 terá um Produto Interno Bruto (PIB) negativo.

A maioria das projeções aposta que o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que tenta prever a expansão do país e será divulgado hoje, ficará no vermelho em setembro, com queda de 0,05%. No mês anterior, o resultado já havia sido ruim — um tombo de 0,53%.

Dados do comércio, da indústria e do mercado de trabalho corroboram essa tese.
Com isso, as expectativas para o último trimestre do ano também são ruins. Analistas começam a cogitar a possibilidade de recessão técnica, quando uma economia se retrai por dois trimestres seguidos.


Para Octavio de Barros, economista-chefe do Bradesco, a retração da produção industrial em setembro e a desaceleração das vendas do comércio no terceiro trimestre reforçam a perspectiva de uma atividade econômica fraca no período. Para o fim do ano, as projeções são de mais arrefecimento.

"Esperamos que no quarto trimestre a desaceleração seja mais disseminada entre as categorias do comércio, intensificando o arrefecimento do consumo das famílias, ainda que o efeito da queda da taxa de juros (Selic) sobre o consumo de bens duráveis não deva ser descartado", argumentou Barros.


A seu ver, no caso da indústria, não há expectativa de uma reversão na tendência de queda da produção, que deve encerrar o ano com uma pequena alta de 1,3%, quando comparada a 2010.

Panorama

Carlos Thadeu de Freitas, economista da gestora de recursos Franklin Templeton, observou que o ritmo menor da economia já está impactando inclusive os preços, que diminuíram o ritmo de alta nas últimas semanas.

Maristella Ansanelli, economsita-chefe do Banco Fibra, calcula que o IBC-Br de hoje deva registrar uma queda de 0,6%.

"O setor automotivo tem registrado movimento muito fraco e puxou o PIB para baixo", observou. "Nesse panorama, o PIB do terceiro trimestre deve ficar negativo em 0,2%", calculou Maristella.


O Itaú Unibanco é um dos poucos que prevê um resultado positivo para setembro, mas pequeno, de apenas 0,2%. Ainda assim, projeta que o intervalo de julho a setembro ficará no vermelho.

"Com esse resultado, o terceiro trimestre vai ficar no território negativo: uma contração anualizada de 0,7%, após crescer 2,2% no segundo trimestre e 4,3% no primeiro", informou a instituição.
 

VICTOR MARTINS Correio Braziliense