"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

setembro 22, 2010

ROMBO EXTERNO VAI A US$ 60 BI EM 2011, DIZ BC

O Banco Central prevê que o déficit em conta corrente - que registra todas as transações de bens e serviços com o exterior - vai atingir US$ 60 bilhões em 2011, ante US$ 49 bilhões esperados para este ano.

Se confirmado, o rombo de 2011, em valores, será a maior da história.

0 aumento das remessas de lucros e a explosão de gastos em viagens internacionais são as maiores pressões sobre essa conta.

Déficit da conta corrente, que registra transações de bens e serviços com o exterior, equivalerá a 2,78% do PIB e será o mais alto desde 2001

O Banco Central prevê que a piora da conta corrente brasileira - que registra todas as transações de bens e serviços com o exterior - vai continuar em 2011.

Em relação ao tamanho da economia, o déficit previsto pelo BC é de 2,78% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2011.

Se confirmado, será o mais alto desde 2001.

Para 2010, o BC projeta déficit em conta corrente de US$ 49 bilhões (ou 2,49% do PIB).

A composição do déficit em conta corrente de 2011 é determinada principalmente pelo saldo negativo na conta de serviços e rendas - onde estão itens importantes como remessas de lucros e viagens internacionais.

O BC projeta saldo negativo em serviços e rendas de US$ 75 bilhões em 2011, parcialmente amenizado pelo superávit comercial de US$ 11 bilhões e transferências líquidas de não residentes para o Brasil de US$ 4 bilhões.

Apesar de trabalhar com um cenário de déficit maior, o BC prevê uma melhor qualidade de financiamento das contas externas em 2011.

A estimativa mais pessimista para a conta corrente foi acompanhada de uma previsão bem mais otimista para o fluxo de Investimento Estrangeiro Direto (IED, voltado para a produção) ao Brasil.

A expectativa é que os investimentos externos em produção somem US$ 45 bilhões em 2011, o correspondente a 2,08% do PIB. Para 2010, o BC prevê US$ 30 bilhões - projeção 21% menor do que a anterior.
Cenário pior.

Com isso, o BC prevê que os investimentos produtivos, recursos que têm um perfil de longo prazo e não saem a qualquer momento do País, vão cobrir 75% do déficit externo esperado para o ano que vem. O resto será compensado com folga pelos demais capitais que entrarão no Brasil, como aplicações em ações, renda fixa e empréstimos.

Essa sobra acabará engordando o saldo das reservas internacionais brasileiras. Em 2010, considerando os números projetados pelo BC, o IED vai cobrir apenas 61,2% do déficit em conta corrente.

Olhando-se para os dados em relação ao tamanho da economia - que é a melhor forma de comparação, já que o valor nominal do déficit externo tende naturalmente a ser maior ao longo do tempo - essa análise se mantém.
A diferença entre o déficit em conta corrente e o IED, que terá de ser coberta por outras fontes de dólares, será de 0,7 ponto porcentual do PIB em 2011, pelo cenário do BC.

Já as estimativas para 2010 mostram um cenário pior, com o IED deixando sem cobertura 0,96 ponto do PIB.

Ou seja, as demais fontes de dólares - como os investimentos financeiros - terão papel mais relevante para fechar as contas neste ano do que em 2011.

O quadro esperado para o fechamento de 2010 é muito semelhante aos números atuais. Nos 12 meses encerrados em agosto, o déficit em conta corrente foi de 2,32% do PIB (US$ 45,81 bilhões), enquanto o IED foi de 1,38% do PIB (US$ 27,22 bilhões), o que representa uma diferença de 0,94 ponto do PIB.

Mais pessimista que o BC, o professor de economia da USP Fabio Kanczuk prevê que o rombo das contas externas deve atingir US$ 80 bilhões em 2011.

Para ele, a continuidade do crescimento econômico vai acelerar a deterioração das contas já vista em 2010.

"Como estamos em um regime de câmbio flutuante, essa piora vai acabar afetando as cotações do real, que vai se desvalorizar em algum momento. Quando isso acontecer, as contas vão acabar se equilibrando", diz, ao lembrar que o real mais fraco favorece exportações e encarece a compra de importados e viagens internacionais.

Fabio Graner, Fernando Nakagawa O Estado de S. Paulo

O ÉBRIO E O SEU ESPAÇO CONSENTIDO PARA USAR E ABUSAR DA DESFAÇATEZ.

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O BRASIL É UM país estranho.

O TSE fez várias propagandas explicando ao eleitor quais são as funções dos deputados, senadores, governadores e do presidente.

Contudo, ao relatar as principais atribuições do presidente, ocupou mais da metade do tempo dizendo que cabe a ele divulgar o país no exterior, viajar e buscar novos negócios.

Curiosamente, nenhuma dessas funções fazem parte do artigo constitucional que regulamenta as atribuições presidenciais.

Ou seja, o TSE, que é presidido por um ministro do STF, desconhece qual o papel que deve ser exercido pelo presidente da República. Mas, a bem da verdade, o desconhecimento é mais amplo.

O próprio presidente Lula tem demonstrado nesta campanha eleitoral que não sabe os limites estipulados pelo artigo 84, logo ele que foi deputado constituinte (mas que, junto com a bancada do PT, votou contra a aprovação do texto constitucional).

Sem exagero, é possível afirmar que nunca na história presidencialista brasileira um presidente foi tão agressivo contra seus adversários. Faz ameaças, agride, acusa.

É o verdadeiro Lula, é a cara do cara, sem maquiagem ou disfarce.

Quando um presidente não tem freios, como agora, é a democracia que corre risco. A omissão do Judiciário é perigosa. E vai criando, pela covardia, uma nefasta jurisprudência.

Em certos casos, cabe ao STF uma ação para coibir a violação da Constituição.

Mas, dificilmente ocorrerá: o STF não tem uma história de defesa da cidadania frente ao despotismo do Estado. Pelo contrário, nos momentos mais difíceis do país, a Suprema Corte silenciou.

Basta recordar a conivência com o Estado Novo ou com a ditadura militar.

A irritação presidencial com as críticas demonstra a dificuldade de conviver com a democracia. Lula sabe que no Brasil é predominante a cultura política autoritária. E que conta com o apoio popular, assim como a ditadura, durante o chamado milagre brasileiro, graças à situação econômica.

Em um país sem tradição democrática, um governo descompromissado com a defesa das liberdades, fica seduzido pelo poder absoluto. Para isso, necessita esmagar a oposição a qualquer preço.

E conta com a adesão da maior parte da elite política, sedenta por saquear o Estado, tarefa facilitada pela supressão das liberdades.

Caminhamos para um impasse político.

Com um Executivo que tudo pode, um Judiciário omisso e um Legislativo dócil, com ampla maioria governamental, que permitirá mudanças constitucionais ao bel prazer dos poderosos de momento.

Marco Antonio Villa/Folha

setembro 21, 2010

MANIFESTO EM DEFESA DA DEMOCRACIA

Bruno Ctba's Avatar

Divulgue, espalhe, multiplique.


Hoje, ao meio-dia, na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, será lido o Manifesto em Defesa da Democracia.

Ele veio a publico com 59 assinaturas iniciais, conforme vocês leram ontem à noite aqui, porque é preciso que um grupo se proponha a dar a largada, vocalizando aquela que é certamente a opinião de milhões de brasileiros.

O texto está aberto a quantos queiram endossá-lo.

Depois da leitura, UM SITE ABRIGARÁ O DOCUMENTO PARA A COLETA DE NOVAS ASSINATURAS. E a deste escriba estará lá( a minha também), com muita honra.

Tenho a certeza de que, em breve, seremos muitos milhares.


Em uma democracia, nenhum dos Poderes é soberano.

Soberana é a Constituição, pois é ela quem dá corpo e alma à soberania do povo.

Acima dos políticos estão as instituições, pilares do regime democrático. Hoje, no Brasil, os inconformados com a democracia representativa se organizam no governo para solapar o regime democrático.

É intolerável assistir ao uso de órgãos do Estado como extensão de um partido político, máquina de violação de sigilos e de agressão a direitos individuais.

É inaceitável que a militância partidária tenha convertido os órgãos da administração direta, empresas estatais e fundos de pensão em centros de produção de dossiês contra adversários políticos.

É lamentável que o Presidente esconda no governo que vemos o governo que não vemos, no qual as relações de compadrio e da fisiologia, quando não escandalosamente familiares, arbitram os altos interesses do país, negando-se a qualquer controle.

É inconcebível que uma das mais importantes democracias do mundo seja assombrada por uma forma de autoritarismo hipócrita, que, na certeza da impunidade, já não se preocupa mais nem mesmo em fingir honestidade.

É constrangedor que o Presidente da República não entenda que o seu cargo deve ser exercido em sua plenitude nas vinte e quatro horas do dia. Não há “depois do expediente” para um Chefe de Estado.

É constrangedor também que ele não tenha a compostura de separar o homem de Estado do homem de partido, pondo-se a aviltar os seus adversários políticos com linguagem inaceitável, incompatível com o decoro do cargo, numa manifestação escancarada de abuso de poder político e de uso da máquina oficial em favor de uma candidatura.

Ele não vê no “outro” um adversário que deve ser vencido segundo regras da Democracia , mas um inimigo que tem de ser eliminado.

É aviltante que o governo estimule e financie a ação de grupos que pedem abertamente restrições à liberdade de imprensa, propondo mecanismos autoritários de submissão de jornalistas e empresas de comunicação às determinações de um partido político e de seus interesses.

É repugnante que essa mesma máquina oficial de publicidade tenha sido mobilizada para reescrever a História, procurando desmerecer o trabalho de brasileiros e brasileiras que construíram as bases da estabilidade econômica e política, com o fim da inflação, a democratização do crédito, a expansão da telefonia e outras transformações que tantos benefícios trouxeram ao nosso povo.

É um insulto à República que o Poder Legislativo seja tratado como mera extensão do Executivo, explicitando o intento de encabrestar o Senado.

É um escárnio que o mesmo Presidente lamente publicamente o fato de ter de se submeter às decisões do Poder Judiciário.

Cumpre-nos, pois, combater essa visão regressiva do processo político, que supõe que o poder conquistado nas urnas ou a popularidade de um líder lhe conferem licença para rasgar a Constituição e as leis.

Propomos uma firme mobilização em favor de sua preservação, repudiando a ação daqueles que hoje usam de subterfúgios para solapá-las. É preciso brecar essa marcha para o autoritarismo.

Brasileiros erguem sua voz em defesa da Constituição, das instituições e da legalidade.

Não precisamos de soberanos com pretensões paternas, mas de democratas convictos.

Personalidades signatárias do manifesto :

01. Hélio Bicudo
02. D. Paulo Evaristo Arns
03. Carlos Velloso
04. René Ariel Dotti
05. Therezinha de Jesus Zerbini
06. Celso Lafer
07. Adilson Dallari
08. Miguel Reali Jr.
09. Ricardo Dalla
10. José Carlos Dias
11. Maílson da Nóbrega
12. Ferreira Gullar
13. Carlos Vereza
14. Zelito Viana
15. Everardo Maciel
16. Marco Antonio Villa
17. Haroldo Costa
18. Terezinha Sodré
19. Mauro Mendonça
20. Rosamaria Murtinho
21. Marta Grostein
22. Marcelo Cerqueira
23. Boris Fausto
24. José Alvaro Moisés
25. Leôncio Martins Rodrigues
26. José A. Gianotti
27. Lurdes Solla
28. Gilda Portugal Gouvea
29. Regina Meyer
30. Jorge Hilário Gouvea Vieira
31. Omar Carneiro da Cunha
32. Rodrigo Paulo de Pádua Lopes
33. Leonel Kaz
34. Jacob Kligerman
35. Ana Maria Tornaghi
36. Alice Tamborindeguy
37. Tereza Mascarenhas
38. Carlos Leal
39. Maristela Kubitschek
40. Verônica Nieckele
41. Cláudio Botelho
42. Jorge Ramos
43. Fábio Cuiabano
44. Luiz Alberto Py
45. Gabriela Camarão
46. Romeu Cortes
47. Maria Amélia de Andrade Pinto
48. Geraldo Guimarães
49. Verônica Nieckele
50. Martha Maria Kubitschek
51. Gilza Maria Villela
52. Mary Costa
53. Silvia Maria Melo Franco Cristóvão
54. Glória de Castro
55. Risoleta Medrado Cruz
56. Gracinda Garcez
57. Josier Vilar
58. Jussarah Kubitschek
59. Luiz Eduardo da Costa Carvalho
60. Tereza Maria de Britto Pereira

Colado do Reinaldo Azevedo

OLHOS DA RAZÃO E DO JUÍZO E A HORA CERTA.

Devemos considerar as coisas concernentes ao nosso conforto e desconforto só com os olhos da razão e do juízo, consequentemente, com ponderação fria e seca. (Schopenhauer)

Em 21 de setembro de 1860, há exatos 150 anos, morria o filósofo alemão Arthur Schopenhauer.

Seu legado é profundo, incluindo enorme influência em pensadores como Nietzsche e Freud.

Contra o obscurantismo pedante de filósofos do seu tempo, que muitas vezes servia apenas para disfarçar a ausência de conteúdo, Schopenhauer transmitiu sua mensagem de forma bastante clara.

Em homenagem ao aniversário de sua morte, vamos refletir sobre a atualidade de alguns de seus aforismos.

Um homem vale por aquilo que sua conduta evidencia, não pelo que agrada a uma língua solta dizer sobre ele.

Esta constatação anda muito ignorada no país das bravatas, onde a retórica sensacionalista parece valer mais que os atos concretos.

Os discursos verborrágicos impressionam mais do que o conteúdo das pessoas. Tem muita língua solta e presa também tentando levar no grito o respeito alheio. Mas palavras e gestos, com frequência, expõem gritante contradição.

O tipo mais barato de orgulho é o orgulho nacional. Ele trai naquele que por ele é possuído a ausência de qualidades, das quais poderia se orgulhar.

Como desprezar este fato quando a liberdade individual é cada vez mais sufocada pelo coletivismo nacionalista?

Em nome do interesse nacional, oportunistas acabam explorando os inocentes e concentrando poder e privilégios à custa de nossas liberdades básicas.

O tal orgulho nacional não deveria estar acima dos direitos individuais.

Quem tem de produzir o bom e o autêntico e evitar o ruim tem de desafiar o juízo das massas e de seus portavozes e, portanto, desprezá-los.

Recado essencial quando tantos tentam associar qualidade à popularidade: ambos não são sinônimos.

A ditadura do politicamente correto é outro efeito desta mentalidade, como se a escolha da maioria fosse a voz de Deus.

Tratase, na prática, de uma tirania das massas.

Nem tudo que é popular é bom: basta lembrar que Mussolini e Hitler foram idolatrados por seus povos.

Não devemos procurar desculpas, atenuar ou diminuir erros que foram manifestamente cometidos por nós, mas confessá-los e trazê-los, na sua grandeza, nitidamente diante dos olhos, a fim de poder tomar a decisão de evitá-los no futuro.

O conselho do filósofo bate de frente contra a típica postura que vemos na política, onde cada um que é apanhado em novo escândalo logo se justifica com base nos erros alheios.

Se outros fazem, então também posso fazer. Esta atitude serve apenas para alimentar a corrupção.

Quem espera que o diabo ande pelo mundo com chifres será sempre sua presa. Este talvez seja o alerta mais importante feito por Schopenhauer.

Os verdadeiros inimigos não aparecem vestidos de lobos, mas sim de cordeiros. São os altruístas, que pensam apenas no bem geral, que pretendem viver em função dos mais pobres.

Em suma, a verdadeira ameaça vem daqueles que prometem o paraíso, e costumam entregar o inferno.

Se desconfiarmos que alguém mente, finjamos crença: ele há de tornar-se ousado, mentirá com mais vigor, sendo desmascarado. Esta estratégia poderia ser mais utilizada contra os governantes, mestres na arte da enganação.

Basta dar um pouco de corda que a situação daqueles pegos em infindáveis escândalos logo se complica. Já diz o ditado: a mentira tem perna curta.

O espantoso é que a máscara de muitos já deveria ter caído faz tempo, mas o povo não quer enxergar a face verdadeira por detrás dela.

Prudente é quem não é enganado pela estabilidade aparente das coisas e, ainda, antevê a direção que a mudança tomará.

O recado merece atenção especial daqueles que parecem hipnotizados com o momentâneo crescimento econômico, ignorando seus pilares insustentáveis e também o avanço do governo sobre nossas liberdades.

A miopia faz com que o curto prazo ganhe um peso desproporcional na análise da situação.

Por fim, após tanto pessimismo, uma última mensagem mais esperançosa:

É preciso ser paciente, pois um homem de intelecção justa entre pessoas enganadas assemelha-se àquele cujo relógio funciona com precisão numa cidade na qual todos os relógios de torre fornecem a hora errada.

O tempo é o senhor da razão.

Quem ainda não perdeu a capacidade de indignação perante tantos escândalos políticos está apenas com o relógio certo no momento errado.

A torre da cidade ainda marcará a hora certa algum dia.

Rodrigo Constantino O Globo

ARNALDO JABOR : OS CANALHAS SÃO MAIS DIDÁTICOS QUE OS HONESTOS


Este governo transforma fatos em ficção.

Lula não é um político é um fenômeno religioso.
De fé.

Como as igrejas que caem, matam os fiéis e os que sobram continuam acreditando.

Com um povo de analfabetos manipuláveis, Lula está criando uma igreja para o PT dirigir, emparedando instituições democráticas e poderes moderadores.

Os fatos são desmontados, os escândalos desidratados para caber nos interesses políticos da igreja lulista e seus coroinhas.
Lula nos roubou o assunto.

Vejam os jornais:
todos os assuntos são dele, tudo converge para a verdade oficial do poder.
Lula muda os fatos em ficção.
Só nos resta a humilhante esperança de que a democracia prevaleça.


Depois do derretimento do PSDB, o destino do país vai ser a maçaroca informe do PMDB agarrada aos soviéticos do PT, nossa direita contemporânea.

Os comentaristas ficam desorientados diante do nada que os petistas criaram com o apoio do povo analfabeto.


Os conceitos críticos como razão, democracia, respeito à lei, ética ficaram ridículos, insuficientes raciocínios diante do cinismo impune.

Como analisar com a Razão essa insânia oficial?

Como analisar o caso Erenice, por exemplo, com todas as provas na cara, com o Lula e seus áulicos dizendo que são mentiras inventadas pela mídia?

Temos de criar novos instrumentos críticos para entender esta farsa.
Novos termos.


Estamos vendo o início de um chavismo light, cordial, para que a massa atrasada seja comandada pela massa adiantada (Dilma e PT).

Os termos têm de ser mudados.

Não há mais propina; agora o nome é taxa de sucesso.
A roubalheira se autonomeia revolucionária assalto à coisa pública em nome do povo.

O que se chamava vítima agora se chama réu.


Os escândalos agora são de governos inteiros roubando em cascata, como em Brasília, Rondônia e Amapá são girândolas de crimes.

Os criminosos são culpados, mas sabem tramar a inocência.

O não agora quer dizer sim.


Antigamente, se mentia com bons álibis; hoje, as tramoias e as patranhas são deslavadas; não há mais respeito nem pela mentira.
Está em andamento uma revolução dentro da corrupção, invadindo o Estado em nossa cara, com o fito de nos acostumar ao horror.

Gramsci foi transformado em chefe de quadrilha.

Nunca antes nossos vícios ficaram tão explícitos, nunca aprendemos tanto de cabeça para baixo.

Já sabemos que a corrupção no país não é um desvio da norma, não é um pecado ou crime; é a norma mesmo, entranhada nos códigos e nas almas.

Nosso único consolo:
estamos aprendendo muito sobre a dura verdade nacional neste rio sem foz, onde as fezes se acumulam sem escoamento.


Por exemplo:
ganhamos mais cultura política com a visão da figura da Erenice, a burocrata felliniana, a mãe coragem com seus filhos lobistas, com o corpinho barbudo do Tuminha (lembram?), com o makeover da clone Dilma (que ama a ex-Erenice, seu braço direito há 15 anos), com o silêncio eufórico dos Sarneys, do Renan, do Jucá...

Que delícia, que doutorado sobre nós mesmos!

Ao menos, estamos mais alertas sobre a técnica do desgoverno corrupto que faz pontes para o nada, viadutos banguelas, estradas leprosas, hospitais cancerosos, esgotos à flor da pele, tudo proclamado como plano de aceleração do crescimento popular.

Nossa crise endêmica está em cima da mesa de dissecação, aberta ao meio como uma galinha.

Meu Deus, que prodigiosa fartura de novidades imundas, mas fecundas como um adubo sagrado, belas como nossas matas, cachoeiras e flores.

Os canalhas são mais didáticos que os honestos.


Temos assistido a um show de verdades mentirosas no chorrilho de negaças, de cínicos sorrisos e lágrimas de crocodilo.

Como é educativo vermos as falsas ostentações de pureza para encobrir a impudicícia, as mãos grandes nas cumbucas e os sombrios desejos das almas de rapina.


Que emocionante este sarapatel entre o público e o privado: os súbitos aumentos de patrimônio, filhinhos ladrões, ditadura dos suplentes, cheques podres, piscinas em forma de vaginas, despachos de galinhas mortas na encruzilhada, o uísque caindo mal no Piantella, as flatulências fétidas no Senado, as negaças diante da evidência de crime, os gemidos proclamando honradez e patriotismo.

Talvez esta vergonha seja boa para nos despertar da letargia de 400 anos.

Através deste escracho, pode ser que entendamos a beleza do que poderíamos ser!

Já se nos entranhou na cabeça, confusamente ainda, que enquanto houver 20 mil cargos de confiança no país, haverá canalhas, enquanto houver estatais com caixa preta, haverá canalhas, enquanto houver subsídios a fundo perdido, haverá canalhas.

Com este código penal, nunca haverá progresso.

Já sabemos que mais de cinco bilhões por ano são pilhados de escolas, hospitais, estradas, sem saneamento, com o Lula brilhando na TV, xingando a mídia e com todos os mensaleiros, sanguessugas e aloprados felizes em seus empregos e dentro do ex-Partido dos Trabalhadores.

E é espantoso que este óbvio fenômeno político, caudilhista, subperonista, patrimonialista, aí, na cara da gente, seja ignorado por quase toda a intelligentsia do país, que antes vivia escrevendo manifestos abstratos e agora se cala diante deste perigo concreto que nos ronda.

No Brasil, a palavra esquerda ainda é o ópio dos intelectuais.
A única oposição que teremos é o da imprensa livre, que será o inimigo principal dos soviéticos ascendentes.


O Brasil está evoluindo em marcha a ré!
Só nos resta a praga: malditos sejais, ó mentirosos e embusteiros!

Que a peste negra vos cubra de feridas, que vossas línguas mentirosas se transformem em cobras peçonhentas que se enrosquem em vossos pescoços, e vos devorem a alma.

Os soviéticos que sobem já avisaram que revistas e jornais são o inimigo deles.
Por isso, si vis pacem, para bellum, colegas jornalistas.

Se quisermos a paz, preparemonos para a guerra.

Arnaldo Jabor/ Agência O Globo
Lula é um fenômeno religioso

LIÇÕES DO PASSADO E O "QUEM SABE FAZ A HORA NÃO ESPERA ACONTECER" PARA EVITAR A LUTA FRATICIDA NO FUTURO.


Os seis anos de totalitarismo Nazista nos quais a Alemanha experimentou extraordinário crescimento econômico ditado pelo III Reich não se deveu a nenhum plano econômico, mas sim por causa da recuperação econômica mundial pós crise de 1929.

Falarmos das motivações psicológicas de Hitler ou do consenso do povo alemão em reaver seus territórios perdidos pela assinatura do Tratado de Vesailhes acrescidos dos ditames infames dos vencedores e das quantias pagas era fato conhecido e odiado pelo povo

Mas as conseqüências de uma caminhada “rumo ao desastre” poucos se deram conta e fugiram a tempo.

A ordem natural dos fatos é conhecida desde a Roma Antiga e consiste de políticos bajuladores que negam o Estado em proveito próprio, aliada à inércia da mais alta hierarquia das Forças Armadas Alemãs da época e inebriados de revanchismo e cegueira.

Que o Estado totalitário sonhado pela turma do Lula e meia dúzia de “aloprados” inconseqüentes está a caminho e que desde 1935 é tentado nós sabemos e já estamos vendo-o no horizonte político que se desenha para o próximo governo, tal e qual o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores da Alemanha surgido em 1920.

Qualquer semelhança com o Brasil de Hoje, não é mera coincidência. A receita de assaltar o poder pelo poder é antiga.

Ocorre que após sua conquista, como não há projeto nacional e sim pessoal ou do grupo reinante, vem as crises e para escondê-las segue-se a guerra para esconder as falcatruas ocupar as mentes e aterrorizar os adversários.

A recente nomeação do Sr Eduardo Rodrigues da Silva para os correios é apenas mais um passo na direção do arbítrio, da censura, da ditadura.

Precisamos mostrar ao povo que a DITADURA que se avizinha não se assemelha à “Ditabranda “dos anos 60.

Quando o povo acordar será tarde demais.
É preciso uma forte reação dos artistas, trabalhadores, profissionais liberais, estudantes, empresários, igreja, imprensa, donas de casa, contra esta fraude chamada Dilma(Dilama), arrogante e mentirosa.

Façamos igual á nossa compatriota Lina Vieira da Receita Federal que com coragem enfrentou esta enganadora.

D. Lina sim deve servir de modelo ao ideário feminino.
Ela sim é modelo de equilíbrio e força e coragem da mulher brasileira.

O velho conceito de censura social dos meios de comunicação dos ditadores Hugo Chàvez e Cristina Kirchner é Censura mesmo e querem calar a imprensa como calaram . Lina Vieira, Casoi, Jabor entre outros!

Brasileiros!
Vamos lutar agora para não derramarmos amanhã nosso sangue em luta fratricida por conta destes canalhas.
A luta não terminou,aliás nem começou.

Além de Chefe do Poder Executivo e Comandante em Chefe das Forças Armadas, o próximo Presidente da República contará com um dócil Senado, maioria na Câmara e um Supremo escolhido a dedo por Lula.

Assim, estaremos sem oposição e sem contraditório.
É o caminho da substituição do Estado de Direito pelo Estado Totalitário.

Lula lembra Hitler?

Apenas lembra, pois ele sendo mais esperto não ousou um terceiro mandato de direito, governará através do Ventríloquo Pinóquio que hoje nos comícios fala ao povo através de microfones de onde recebe as ordens do que deve dizer.

É o deboche da farsa a que ela se submeteu e submeterá a instituição da Presidência da República de nosso país.

Roguemos a Deus-Todo Poderoso- para que a igreja e a imprensa varram de nossa História o Comunismo Ateu.

Derradeiros baluartes a serem conquistados por brasileiros apátridas vamos lutar para não temos a necessidade de derramarmos sangue de inocentes brasileiros como na 2ª Guerra Mundial.

O sacrifício do Sd Kozel vive em nós ,seu sangue vivifica nossa luta. AVANTE!

VAMOS REPASSAR! A INTERNET É A NOSSA ARMA!

ESTAMOS VIVOS!
GRUPO GUARARAPES!
PERSONALIDADE JURÍDICA sob reg. Nº12 58 93.
Cartório do 1º registro de títulos e documentos, em Fortaleza .

Somos 1.762 civis – 49 da Marinha - 474 do Exército – 50 da Aeronáutica; 2.335. In Memoriam 30 militares e dois civis.
Batistapinheiro30@yahoo.com.br. WWW,fortalweb.com.br/grupoguararapes.
14 DE SET DE 2010

INDIQUE AMIGOS QUE QUEIRAM RECEBER NOSSOS E-MAILS. OBRIGADO

NENHUM CANDIDATO DE FICHA SUJA CHEGA AO CONGRESSO COM VOTO LIMPO.

2º TURNO! AVANTE! REPASSEM!
O PERIGO É GRITANTE!
AS ERENICES ESTÃO POR AI E DE BOCA ABERTA AGUARDANDO CONTINUAR COM A CHAVE DO COFRE!

Estamos Vivos!
Grupo Guararapes!
Personalidade Jurídica sob reg. Nº 12 58 93,
Cartório do 1º registro de títulos e documentos, em Fortaleza.

setembro 20, 2010

O USO E FINALIDADE DO ENVELOPE NA ADMINISTRAÇÃO DA CASA VIL.

Parece não ter fim a torrente de escândalos que inunda o governo Lula e, mais especificamente, a pasta que até outro dia foi chefiada por Dilma Rousseff.

A turma da ex-ministra e agora pretendente a presidente da República está enredada nas mais tenebrosas transações. Caraca!

Nas explicações do PT e do governo, a candidata não sabia de nada do que acontecia em torno de sua antiga sala no Palácio do Planalto.

Lula, muito menos.

E eram coisas pesadíssimas, como tráfico de influência, cobrança de propina, nepotismo descarado e até mesmo a farta distribuição de pacotes de dinheiro vivo como pagamento de corrupção.

Ao mesmo tempo, a campanha eleitoral atribui à petista qualidades de grande executiva.

Dá para acreditar?

Das duas uma: ou Dilma é uma péssima administradora, incapaz de perceber o que se passa sob seu nariz, ou então tem tudo a ver com este mar de lama que assola o Planalto.

Com qual versão ficar?

A mais nova reportagem da revista Veja joga mais luz nos subterrâneos petistas. Deixa claro que no governo Lula o país deixou de ter uma Casa Civil, substituída por uma verdadeira casa da mãe Joana - ou será da "tia" Dilma, como a chamavam os alopradinhos de Erenice Guerra?

(...)

Nunca é demais lembrar que Erenice Guerra e Dilma Rousseff são unha-e-carne.

Estiveram lado a lado desde os primeiros momentos do governo Lula, ainda antes da posse.

São quase oito anos juntinhas.

A pergunta que não quer calar é: onde estava Dilma enquanto esta rede de falcatruas se expandia? Na melhor das hipóteses, estaria inaugurando pedras fundamentais e obras inacabadas do PAC ou em algum palanque pelo Brasil afora. Seria, assim, uma administradora tremendamente incapaz.

A outra alternativa - que, convenhamos, é bem mais provável - é ainda pior: Dilma conhecia tudo o que se passava sob seu nariz.

Já se sabe que muitas das reuniões ocorreram no quarto andar do Palácio do Planalto.

Em sua edição de ontem, a Folha de S. Paulo mostrou que o nome de "tia" Dilma era utilizado pelos meninos de Erenice para avalizar as transações.

A candidata petista recusa-se a esclarecer as dubiedades que cercam o caso. Chama a descoberta do balcão de negócios montado na Casa Civil de "factóide".

Mostra-se, cada vez mais, um envelope fechado, que provavelmente esconde dentro uma má surpresa para o destinatário.

Ninguém sabe ao certo o que Dilma pretende para o país, já que se recusa a por no papel e divulgar seu programa de governo - algo que "nunca" acontecerá, segundo o responsável por coordenar a sua elaboração, o czar obscurantista Marco Aurélio Garcia.

É o velho horror petista à luz.

A forma mais efetiva de avaliar o que Dilma nos reserva é mirar suas atitudes pregressas e as escolhas que fez.

Suas nomeações são um primor:

Erenice, Silas Rondeau (defenestrado do Ministério de Minas e Energia sob suspeita de irregularidades),

Milton Zuanazzi (responsável por lançar a Anac no voo cego que resultou na morte de centenas de passageiros nos dois maiores acidentes aéreos da história brasileira),

Fernando Pimentel (o ex-prefeito de Belo Horizonte especializado em dossiês criminosos).

E por aí afora.

Sobre o que esperar de um governo Dilma (toc, toc, toc, bate na madeira) há outras indicações, tão ou mais explícitas.

Vocalizadas pelo "companheiro de armas" José Dirceu, elas dão conta de que, com Dilma, o PT vai finalmente implantar seu real projeto de poder, em que, entre outras coisinhas, provavelmente a imprensa não disporá de tanta liberdade quanto hoje.

Palavras do "chefe da quadrilha" do mensalão petista.

Mesmo com todo o esforço do PT para esconder quem realmente é sua candidata, pouco a pouco os eleitores brasileiros tomam conhecimento de uma realidade nada agradável.

Dilma revela-se péssima administradora, sem um programa de governo explicitado, aliada dos mais atrasados e danosos políticos do país, conivente por anos com um enorme esquema de corrupção montado

dentro de seu gabinete.

Isso não é café pequeno.


A DESENVOLTURA DA POLÍTICA TIRIRICA DO ÉBRIO E SUA CONTINUIDADE NUM POSSÍVEL MANDATO DA "COISA"

O estado normal de Lula, em política, está cada vez mais abalado, rumo à anormalidade.

Ele distorce, a seu favor e de seus amigos, tudo que é ruim.
A ruindade, para Lula, são os outros, não, por exemplo, a aberração de suas leniências e afeições políticas, nacionais e internacionais.

Em Filósofos na tormenta, Elisabeth Roudinesco fala dos filósofos franceses engajados.
De um deles, Georges Canguilhem, conta que, depois de formado em filosofia, estudou medicina e fez pesquisa sobre o normal e o anormal (patológico), em termos de saúde e política.

Para Lula, seus amigos, que notoriamente não prestam, são pessoas maravilhosas. Elucubrações psicológicas à parte, ele vangloria-se de descobrir gente boa, como criador de políticos geniais e honestos.

Mas tais criaturas são moeda falsa, como o Bolsa Família, que oculta o desemprego real do país.

Sem ela, quantos desempregados seríamos?
Por que, então, proibir que o bolsista trabalhe?
Isso é escravidão disfarçada!

Outra mentira vem do Amapá.
A polícia prendeu o governador e seu candidato à sucessão como patifes, sob cartaz no qual posavam com Lula.


A ex-ministra Dilma Rousseff, julgada por ele a fina flor do preparo para governar o país, preside o Conselho Administrativo da Petrobras.


É eficiente?
Pois, por incúria, ela não zelou pela plataforma da empresa, cujos dutos estão enferrujados e podem gerar uma tragédia.

Amigo de Lula, o governador Sérgio Cabral, do Rio, na última eleição de prefeito da capital carioca, a fim de derrotar o candidato Gabeira, decretou, malandramente, feriado a sexta-feira pré-domingo eleitoral, para estimular a fuga de eleitores rumo à região dos lagos.

Lula deve ter achado o golpe do amigo uma boa safadeza, que tirou votos de Gabeira.

O infalível Lula teve de livrar-se de muitos aliados, pelos quais pusera a mão no fogo. Um, indiciado como chefe da quadrilha do mensalão; outros, incompetentes. Para alguns Lula gravou elogios mentirosos.

Após falar em “extirpar” o DEM, como Hitler e Stalin faziam, Lula, para fugir à classificação ruim de Canguilhem, deve estancar a lama que surge, de novo, na Casa Civil, e lamentar os tiriricas que macularão o Congresso e o tornarão mais frágil.

.Se o próprio Lula não quis tiriricá-lo!

Rubem Azevedo Lima Correio Braziliense

O BRASIL DO ÉBRIO E O SEU "ESTADO" .

Pode procurar em qualquer lugar do Brasil de hoje, em qualquer setor da economia, e você vai encontrar empresários, executivos e administradores empenhados em alcançar ganhos de produtividade.

É a resposta correta ao ambiente de estabilidade macroeconômica.

Se o planejamento não será destruído pela inflação, se os lucros não serão devorados por uma moeda sem valor, então vale a pena - na verdade se torna obrigatório - buscar eficiência dentro do próprio negócio.

Agora, imaginem a sensação dessa gente de bem, do lado moderno do País, ao verificar que uma boa conexão em Brasília vale mais do que a criatividade e o esforço físico das pessoas envolvidas nas empresas.

O "capitalismo de compadres" tem esse efeito destruidor sobre o espírito empreendedor, sem o qual nenhum país vai para a frente.

De que adianta ter uma boa ideia e preparar um bom projeto se, para levá-lo adiante, precisa-se de uma decisão ou de um favor de alguém do governo?

A conexão para viabilizar o projeto acaba se tornando mais importante do que o próprio projeto.

Vamos logo fazer as ressalvas de praxe: é claro que o mercado não funciona sem o Estado, as leis, os controles e as garantias institucionais; é claro que é indispensável a atuação dos governos em educação, saúde, segurança, transporte; é claro que é razoável a presença do Estado estimulando, de algum modo, setores novos da economia ou setores mais complicados.

Mas é claro também que o Estado no Brasil vai muito além desses pontos. Isso se manifesta em vários níveis. Os dois primeiros separam a atuação do Estado como regulador e fiscalizador da ação direta na economia.

No primeiro nível estão, por exemplo, as agências reguladoras.

No segundo estão as estatais, os bancos e as empresas públicas, além do próprio governo quando atua como construtor de estradas, portos, hidrelétricas, etc.

Certamente, em todos esses níveis de intervenção estatal pode haver eficiência e espírito público. Imaginem, por exemplo - para ir ao limite -, que os diretores das agências e das estatais fossem contratados no mercado por competentes e reconhecidas consultorias privadas de gestão de recursos humanos.

Absurdo?

De jeito nenhum.

Isso é até bastante comum pelo mundo afora. O atual presidente do banco central de Israel, Stanley Fischer, um economista americano, foi contratado assim, numa espécie de concorrência global.

Aliás, basta abrir as páginas de classificados da revista The Economist: toda semana aparecem editais oferecendo vagas de diretores e presidentes de companhias públicas em diversos países, sem restrição de nacionalidade para os candidatos.

O Brasil, e especialmente no governo Lula, está no lado exatamente oposto. As nomeações são politizadas, cargos repartidos na base de apoio. Isso escancara as portas do "compadrio" e da pura e simples corrupção.

Reparem, um diretor de estatal ou de agência, contratado pela competência, terá compromissos com os resultados fixados por ocasião da admissão.

Por exemplo: a diretoria dos Correios terá como objetivo dobrar o faturamento em tantos anos e reduzir o prazo de entrega da correspondência em tantas horas. Cumpriu, recebe o prêmio; não cumpriu, está fora.

Um diretor nomeado pelo partido tem compromisso com o partido e com os companheiros em geral.

Note-se que o presidente Lula consagrou como correta a tese de que é preciso colocar os companheiros e aliados, por critérios políticos, nos postos de governo, nas agências reguladoras e nas companhias públicas.

O compromisso com o partido ou com o presidente pode ser cumprido de maneira legal, mas mesmo assim causando danos.

O governo pode impor programas e obras, sem roubalheira, mas que só se justificam política e eleitoralmente.

Por exemplo, a Petrobrás, tempos atrás, apresentou ao presidente Lula um plano de investimentos mais modesto.

O presidente mandou ampliar para os gigantescos programas atuais. É grande o risco de a empresa estar se metendo em projetos caros demais, de baixa rentabilidade.

Lula também está forçando os bancos públicos a aumentarem seus empréstimos, desde para grandes empresas escolhidas pelo governo até para famílias comprarem a casa própria.

Os empréstimos podem ser ruins e o dinheiro pode não voltar.

Por que dizemos "pode"?

Porque isso só se saberá mais à frente. Mas o precedente é este: estatais e bancos (incluindo o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal) quebraram exatamente com esse tipo de política econômica.

Já vimos esse filme.

E notem.

Os dirigentes, nomeados politicamente, nem pensam em contestar as ordens vindas do governo.

Neste caso, temos erros de política. Mas esse sistema inevitavelmente acrescenta a corrupção.

Para dizer francamente, quanto mais Estado na economia, mais corrupção.

Exemplo?

Os países socialistas, de economia inteiramente estatal, bateram todos os recordes de corrupção e ineficiência.

O governo FHC havia saneado estatais e bancos e introduzido regras técnicas e de mercado para seu funcionamento.

O governo Lula repolitizou tudo.

Com as consequências que já vemos por aí. Se conseguiram estragar os Correios - com ineficiência e corrupção -, por que não conseguiriam estragar a Petrobrás ou a Caixa Econômica Federal?

É isso aí: nessas atividades econômicas, quanto menos Estado, melhor. Deixem nas mãos dos empreendedores privados.

São mais eficientes do que os amigos do rei.

E não roubam.

Carlos Alberto Sardenberg - O Estado de S.Paulo

Quanto mais Estado, mais corrupção

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